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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

domingo, 28 de maio de 2023

PRESIDENTE LULA - ALGUMAS FALAS (PRESIDENT LULA - SOME TALKS)

Registro de viagem de Lula a Europa, Abril de 2023



Criticar as falas do presidente é parte da democracia. Não é porque votei nele, que concordo 100% com suas declarações/decisões.

A diferença é que agora TEMOS PAUTAS SÉRIAS para concordar ou discordar,  temos acesso às decisões, transparência... E, mais importante, Lula é inteligente e; por isso, é FLEXÍVEL. Ele repensa, volta atrás e até se retrata (se for o caso).

Diferentemente do ex presidente, que só falava no cercadinho, fazia lives, espalhava fake news e promovia motociatas. Aí não tinha mesmo como debater. Discordei de TUDO, que esse ser "fez".  🙄

O que me irrita é que Bolsonaro fez merda atrás de merda e eu não vi tanto engajamento pra criticá-lo, como vejo com Lula. Deve ser porque não havia o que criticar né.  Ele não fazia POLÍTICA,  não botava a fuça na mídia pra falar sobre temas relevantes quase todos os dias... Então,  só se a gente fosse discutir as piadas de péssimo gosto que ele fazia...

Ah! Me poupem. Todos nós cometemos equívocos, não sabemos tudo. Bora esclarecer, debater, discordar, participar... Mas, com todo RESPEITO.

Não se esqueçam, Lula está no 3° mandato. Tem 79 anos. Um dos políticos mais influentes foi mundo. Então, toda é qualquer crítica requer o mínimo de respeito. 😉

Ouvi algo muito importante de um analista político: quase 2 anos de prisão muda qualquer pessoa. E não seria diferente com Lula.

Acompanhei toda a trajetória dele, desde sua chegada no ABC em SP. A  principal diferença neste mandato é que ele têm pressa em cumprir suas metas; sobretudo, com relação aos pobres. Isso, em minha opinião, é muito LEGÍTIMO e completamente de acordo com a história de vida dele.

Portanto, todo meu respeito a Lula e sua trajetória política e social. ♥️


Registro de viagem de Lula a Europa, Abril de 2023



terça-feira, 26 de janeiro de 2021

DEPRESSÃO E PANDEMIA PARTE 1 - DEPRESSION AND PANDEMIC PART 1

POR MARI MONTEIRO


 


Estamos todos necessitados de ajuda. Uma espécie de ajuda, que talvez nem consigamos especificar. Explico melhor. Se me perguntarem, à queima roupa, o que eu preciso neste exato momento para me sentir melhor, com certeza, não conseguirei responder com uma palavra e, muito menos, rapidamente.

Os seres humanos já vinham sofrendo, muito antes da Pandemia, de uma série de males oriundos do isolamento social. A gente vem se enclausurando há  algum tempo. Estamos desaprendendo a ARTE DA CONVERSA. Tudo já vinha se resumindo ao instantâneo; à pressa; à impaciência.

Com o advento da pandemia e suas implicações e polêmicas, o isolamento ganhou força. Reconheço que - em alguns casos - as pessoas até se aproximaram umas das outras no âmbito familiar. Porém, de um modo geral, a falta de "companhia", de sorrisos e de abraços... A falta de empatia e de "toque" têm contribuído para o aumento da tristeza e, consequentemente, desencadeado processos depressivos mais graves.

De todo modo, ouso dizer que a depressão tem um grau de importância maior em tempos como estes. Há meses sem abraçar pessoas queridas, a tela falando mais que o toque... Temo que  a gente perca o "jeito" de abraçar e de tocar o outro... Temo perder pessoas... Mais pessoas...

Enfim, em tempos de negacionismos e de desapreço pela ciência, por parte das autoridades e de boa parte da população brasileira, nos resta defender a CIÊNCIA e o AMOR... Perguntar aos amigos, mesmo que à distância, como eles  estão. Fazer ninho em nossos próprios braços, fazer preces, benzimentos, mandingas... Atos de toda crença para nos sacudir pelos ombros e nos avisar da brevidade da vida e da importância de estarmos juntos e VIVOS, quando tudo isso passar.  Por ora, ESPERANÇA é a palavra da vez.




 

quinta-feira, 14 de março de 2019

MASSACRE NA ESCOLA ESTADUAL RAUL BRASIL ( MASSACRE IN THE STATE SCHOOL RAUL BRASIL)

POR MARI MONTEIRO






Em choque, escrevi isso ontem (13/03/2019) numa Rede Social:


"Sério gente, estou péssima... Cheguei a vomitar de nervoso e de tristeza... Tenho um carinho muito grande pelos adolescentes e suas HISTÓRIAS e PLANOS DE VIDA... Aí vem alguém cheio de ódio... que, provavelmente teve um INCENTIVO, um GATILHO ou sei lá o que e acaba com tudo... Aprendi muito sendo professora de adolescentes: se eles recebem CARINHO e RESPEITO (em casa e na escola), e eles nos devolvem isso, E NUNCA confundam CARINHO com MIMO e nem AUSÊNCIA com presentes... "😔

Achei que hoje conseguiria elaborar um diálogo sobre o fato. Não consigo, Ainda em choque, tudo que ouço e leio nas mídias me parecem informações desconexas.  Eu "estou desconexa", em pedaços. Um pensamento não se alinha ao outro. 

São muitas divagações. Uns  culpam o videogame (meu filho sempre jogou vídeo game); outros o presidente ( ele está presidente do país inteiro e a maioria não está pegando em armas e planejando massacres); outros a falta de Deus (conheço ateus generosíssimos que amam ao próximo). E tudo isso me deixa triste e confusa, porque, mais uma vez, a discussão fica "NO RASO". São conjecturas mais fáceis de pensar e de serem aceitas pela maioria.

Li agora que estão analisando a possibilidade de uma relação dos assassinos de Suzano com um Grupo de ódio. Isso é muito grave... E precisa de  estudos profundos. 

Ainda não me  sinto em condições de continuar este diálogo hoje, mas vou retomá-lo em breve. Isso tem que parar. Uma coisa vou insistir até o fim (prioridade pessoal?): PRECISAMOS ESTUDAR/ANALISAR/DESCOBRIR (me fogem as palavras) A CAUSA DO ÓDIO. Quais são os "gatilhos"? O que fazer para que as pessoas, crianças adolescentes... Enfim, todos conversem mais?

Até amanhã Mimos.

Aproveitem e abracem quem está aí com você agora: sua mãe, seu pai, seu filho. seu amigo, seu parceiro... Apenas abrace...

15/03

Passando pra dizer que ainda não estou pronta pra continuar a falar sobre isso. Se é que estaremos um dia... Mas, tenho esperança de tentar compreender a origem do ódio, Falo no singular, porque , a princípio, acredito ser muito particular... cada indivíduo com sua histórias e com seus desejos...

Volto logo! Bju da mimo!



(...)
20/03

Ainda sem entender muito bem o que dizer sobre tudo isso. Como ouvi de uma psicanalista que participava do acolhimento dos alunos, ontem na escola, "será um processo longo de retomada das rotinas  e de uma possível vida normal."




Além disso, aguardo a divulgação do depoimento do terceiro jovem envolvido no caso que  está, inclusive, sendo chamada de provável autor intelectual do crime (único sobrevivente responsável pelo massacre. Alguém tem que ficar vivo pra contar a história né?). Quem sabe a partir da narrativa dele, somada às provas que  a Polícia Civil coletou, possamos entender (ainda que muito superficialmente) o que se passou na mente desses jovens...

Meu maio medo: ISSO SER A PONTA DE UM ICEBERG e a gente - como de costume - demorar eras pra perceber... Ou, como foi o caso, perceber tarde demais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MERGULHADOS NO RASO (DIVING ON THE SURFACE)



Por Mari monteiro



Sabe aquela coisa que sempre ouvimos: " Deixa pra lá, quanto mais mexe, pior fica"? Pois é. Acredito que isso tenha sido tão incutido em nossa memória, que poucos de nós percebem que estamos andando e, pior, vivendo tudo apenas superficialmente.

É mais ou menos assim: todos nós sabemos "muito pouco"  de "tudo". E ponto. Simples, raso e triste assim.

Fomos, aos poucos, perdendo a coragem de olhar profunda e demoradamente para um outro par de olhos; para uma situação; para a vida... Estamos nos tornando zumbis. Vivemos com a luz do celular a iluminar nossa face; mas não olhamos diretamente (e sem pressa) para a pessoa com quem estamos falando.

Sempre que possível evitamos o diálogo. Não queremos saber do problema do outro. Mesmo por que, quem é o outro na fila do pão não né?

E os conflitos emocionais, sociais, morais etc? Basta fechar os olhos. Na superfície tudo é relativamente mais seguro. Em contrapartida, tudo é tão efêmero, sem encantos, deixamos de ver tantas cores, nuances  e texturas. Esse é o preço do mergulho raso: não viver plena e intensamente. Não sei vocês, mas eu dispenso...

Por fim, mais um aspecto a lamentar: a geração atual. Eles já nasceram "no raso". Poucos aventureiros conhecerão além da superfície. Serão queles que ousarão olhar nos olhos; questionar; amar; transformar... Torço para que sejam muitos e que tenham coragem para "mergulhar".

Ps. Meus Mimos, nada é por acaso... Nunca foi! Uma amiga querida, a Marcia Neiva, com quem divido algumas "loucuras", me disse que  este micro-artigo lembra este clipe. Assisti e percebi que sou "EU" todinha... Com medo desse mundo moderno e, às vezes, com  medo de mim mesma. Apreciem...






segunda-feira, 4 de junho de 2018

O BRASIL E O BRASILEIRO NA COPA DA RÚSSIA 2018 ( BRAZIL AND THE BRAZILIAN IN THE RUSSIAN 2018 CUP)

POR MARI MONTEIRO



Não direi que fiquei triste com os resultados de pesquisas que dão conta de que MAIS DA METADE dos brasileiros não têm expectativas com relação à Copa do Mundo de 2018; ou seja, não estão tão interessados como de costume. Fico feliz em saber disso. Há anos lidamos com a pecha de que o Brasil é pais do FUTEBOL e do CARNAVAL. 


Particularmente, ansiava por esse indício de  mudança de mentalidade. Saber que 65% da população não está interessada na Copa chega a me deixar feliz. Não posso compreender a população vivendo tempos caóticos e, como num passe de mágica, e no período da Copa, fica tudo lindo. 











É como se tivesse ocorrido uma espécie desencantamento. Como se olhássemos uns para os outros e disséssemos: "Opa, que copa?... Tanta gente  na miséria, somos roubados todos os dias através de dezenas de impostos, corrupção que não acaba mais e agora vamos parar tudo, porque  a Copa é linda??? Agora é tudo verde e amarelo e só se fala em Neymar e companhia?"

Não me alongarei por aqui. O resultado da pesquisa fala por si e se permite interpretar pelos mais variados motivos. Mas, que senti uma pontinha de  esperança aqui, eu senti. E tem mais. Torcerei para a Alemanha, que nos deixou aqui um "Centro Educacional" como legado. Enquanto as obras para a Copa passada em nosso país ou estão às ruínas ou são, em sua  maioria, frutos de superfaturamento. 









quarta-feira, 28 de março de 2018

FILME RECOMENDADO: CORRA (RECOMMENDED FILM: GET OUT)

Por Mari Monteiro





Sabem aqueles filmes que a gente vê e fica uns três dias pensando e conjecturando sobre as possibilidades de tudo que acontece no roteiro ser real??? "Corra" é um destes filmes.

Com um enredo cativante, este suspense consegue nos fazer crer em pessoas que são livres de preconceito, que são generosas e unidas. Trata temas  atemporais com uma sagacidade incrível.

Da metade do longa em diante, é impossível não "vivenciar" todos os acontecimentos na pele do protagonista. Ele nos conduz  em uma jornada que envolve nossos sentimentos mais arraigados. Não torcemos para ele, nós "CORREMOS" com ele.

Não se trata de resenhar o filme, mas de instigar o desejo de vê-lo e tirar suas próprias conclusões. Além da excelente atuação do protagonista,  o enredo possibilita diversos diálogos em casa, na escola etc. Dentre as temáticas, destaco:

- Confiança
- Preconceito racial
- Egoismo
- Ganância
- A busca pela perfeição
- Determinação
- Coragem


Diante das temáticas apresentadas, é possível desenvolver atividades pedagógicas em diferentes áreas; sobretud

- Sociologia
- História
- Filodofia
- Arte
- Biologia
- Psicologia


Segue o trailler oficial do filme:




segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

SOLIDÃO FABRICADA - um artigo em construção (SOLITAIRE MANUFACTURED - an article under construction)

POR MARI MONTEIRO



Tenho pensado muito em nosso comportamento "social". Na verdade, procuro entender o porquê dessa solidão crescente, suas causas e consequências. Não é um tema raso. Sei que demorarei para concluir este artigo. E, gostaria muito de contar com a PARTICIPAÇÃO DE VOCÊS, através de relatos.


Não falo daquela solidão útil e necessária que é saudável, Esse tipo de solidão, creio, escolhemos quando e onde senti-la. Falo de uma solidão na qual estamos sendo inseridos, condicionados. Alguém ou algo está nos isolando uns dos outros.  E o mais pernicioso nisso tudo é que é intencional e não nos damos conta. Quando percebemos, já não estamos mais saindo de casa com  a mesma frequência; não visitamos mais nossos amigos; não nos  sentamos juntos na mesa às refeições; mesmo na presença de companhias que nos são caras (ou deveriam ser), ficamos agarrados à tela do celular. Isso é uma doença grave gente!





Estamos perdendo o jeito pra conversar. As palavras já não fluem naturalmente. Lembrando que para a geração digital isso já é meio que normal. O que não quer dizer que seja bom.Pelo contrário, eles sequer tiveram as oportunidades que  nossa geração teve: trocar cartas; brincar na rua; conversar até tarde (pessoalmente); aprender desde cedo a olhar nos olhos... Considero isso triste.


Como consequência maior deste estado de isolamento, existe  a depressão. Algo que temo que se transforme em algo tão corriqueiro que ninguém mais se importe em EVITAR que aconteça.






O diálogo anda tão escasso que evitamos conversar com as pessoas sobre nossas vidas, nossos planos, nossas angústias. Porque a impressão que fica é que  estamos incomodando. E temos motivos pra pensar assim. A maioria não nos dá "abertura" pra tanto; ficam olhando para os lados. atendem o celular no meio da conversa. ligam a TV, mudam bruscamente de assunto... Enfim, a gente desiste de "puxar assunto"... Começamos a nos achar os chatos da história. E, às vezes a  gente só quer falar um pouco, OUVIR também, rui um pouco, chorar um pouco... A gente quer CONVIVER PORRA!





Já repararam que a gente não consegue mais marcar e CUMPRIR agenda com amigos. Desses encontros pra relaxar e jogar conversa fora. A maioria para ali na famosa promessa: "VOU VER E TE FALO!"

Continua...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

FRAGMENTOS DO DIÁRIO DE UM FIBROMIORRÁLGICO (ARTIGO EM CONSTRUÇÃO) FIBROMYALGIC DAILY - TEXT UNDER CONSTRUCTION

POR MARI MONTEIRO




Iniciei recentemente os  estudos sobre a Fibriomalgia. Num primeiro momento, achei que fosse ser algo rápido e indolor (desculpem o trocadilho rsrs). Porém, trata-se de uma questão muito mais complexa.  E, uma vez que fui diagnosticada há cerca de seis meses com esta "síndrome" e, desde então, venho tendo inúmeras dificuldades não apenas de tratamento; mas, sobretudo de COMPREENDER as dores por ela causada, passarei a registrar aqui meus aprendizados. 




Não serão conceitos ou "passo  a passo". Isso não é possível aos fibromiálgicos. Mas sim informações que contribuirão para nosso entendimento e; sobretudo, para os familiares e amigos. Sendo essa uma questão "nevrálgica" pra mim, dada a "invisibilidade" e  a falta de conhecimento sobre essa síndrome, que causa uma série de males conforme o infográfico abaixo:






Serão depoimentos; informações em formato de infográficos; alimentação; sugestões para amenizar as dores etc.


Imagem do Google. Imagino que tenha sido traduzida literalmente devido aos erros de concordância; porém, a descrição dos sintomas é válida. 


A questão da fibromialgia está tão relacionada ao especto emocional que existem sugestões de comportamentos elaborados pela Comissão dos Portadores de Fibromialgia , pensamentos e atitudes que podem auxiliar no "convívio" com a síndrome:








RELATOS MEUS...

Cheguei à conclusão de que não posso fazer um depoimento só. Então farei uma  espécie de !"Diário  de Bordo", com meus a todos e baixos. Espero assim ajudar de alguma forma ( a mim e  aos portadores de fibromialgia)



► 05/02/2018:
Hoje  estou muito indisposta. Depois de uma crise no sábado (um dia depois de ter tido uma sexta-feira incrível e praticamente sem dor), sinto-me  extremamente fadigada  e triste.


► 08/02/2018:
Na verdade, imagino que ainda não enfrentei uma crise de fibromialgia. Afirmo isso, porque nos últimos dias, as dores do sábado não passaram e eu não tive escolha a não ser fazer tudo "no automático" e à base de medicação. Contudo, creio que uma crise se aproxima... Não consigo me concentrar, os remédios não fazem efeito e  sempre me pego com a fisionomia contraída de dor (envelhecerei mais rápido assim rsrs). Acabei de acordar, estou ensaiando para fazer meus alongamentos... Sempre ajudam.




►18/02/2018:
Há um mês conheci um treinador que disse que trabalha com portadores de fibromialgia  e me propôs uns treinos experimentais baseados em ISOMETRIA. Fiquei muito feliz com a ideia e comecei... Leva tempo pra ver resultados, mas nas noites em que treinava, dormia sentindo menos dores. Aí veio a semana do Carnaval e relaxei geral. Hoje  estou bem ruim.... Principalmente nos punhos e mãos e do joelho até a sola dos pés, E, para agravar, por conta da neuropatia, sinto choques nas sola dos pés que incomodam muito. Mas, amanhã logo cedo retomarei os treinos...

Continua (em breve)

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

SOBRE AMIZADE (ABOUT FRIENDSHIP)

POR MARI MONTEIRO





Pensemos um pouco nestes versos de Oswaldo Montenegro...


"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais..."


Dentre  as tantas coisas que vêm se perdendo nas relações humanas,  devido a fatores como pressa, avanço tecnológic0, isolamento social etc., amizade verdadeira é uma delas. Dirão: "Tenho milhares de amigos nas redes sociais!"... Não, nas redes sociais a amizade tem outra dinâmica.  Não as menosprezo. ao contrário, são muito preciosas em termos de aprendizado, de compartilhamento de emoções, de "escuta"; de orientações. para ampliar pontos de vista etc. Tenho alguns excelentes amigos em Redes Sociais. 


Porém, a  amizade a qual me refiro é aquela que envolve o contato físico, o estar junto. Sabe aquele cafezinho, que se estende para um jantar permeados de conversas boas? Falo daquelas pessoas com as quais criamos vínculos afetivos tão estreitos  a ponto de reconhecer seus sentimentos no olhar. Tenho o privilégio de ter amigos assim. São, inclusive, pessoas que  estão fisicamente distantes, às vezes passamos anos sem que nos encontremos; mas no reencontro, nada mudou. A intensidade e a afinidade não se deterioraram ou diminuíram com a distância. 


Sei de uma coisa: amigos fazem BEM. Sejam eles:
- virtuais;
- de sangue;
- de alma;
- de perto;
- de longe;
- desta ou de outras vidas...

Daí que afirmo com tranquilidade: sejamos amigos e festejemos nossas verdadeiras amizades. Sejam pessoas próximas ou distantes, familiares, pessoas que conhecemos em determinada circunstância... Amigos verdadeiros são desinteressados em bens materiais; se preocupam com o bem  estar do outro e não há distância que impeça isso; mas nunca podemos abrir mão de  estar realmente junto com aqueles a quem amamos, do abraço demorado e dos olhares de cumplicidades que existem apenas entre verdadeiros amigos.


Mais uma coisa que, a propósito, nem sei se é normal (rsrs). Morro de saudades dos meus amigos... Por vezes, até mesmo daqueles que  estão próximos...




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

FILME RECOMENDADO: “QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO” ( Recommended movie: “A Dog's Purpose”)

Por Mari Monteiro



Já que o assunto é Pet pra cá, Pet pra lá... Considero oportuno conversarmos sobre o filme, lançado em janeiro de 2017, “Quatro vidas de um cachorro”.  Oportuno; sobretudo porque cresce o número de abandono de animais em época de festas e de férias. E, lamentavelmente, as  adoções não crescem na mesma proporção.  Além disso, há o fato de que muitas pessoas preferem COMPRAR, talvez por supostas questões de segurança ou até – ouso dizer – status. 




Contudo, qualquer que seja  a forma de adquirir um animal de estimação, considero este filme OBRIGATÓRIO. Quem já possui um animalzinho, terá noções bem pertinentes sobre o comportamento dele. E, que pretende ter, pensará muito melhor antes. E, quando fizer sua opção,  fará consciente de sua responsabilidade  com relação ao vínculo que criamos com os animais.


 

Outro aspecto muito interessante sobre o filme é a possibilidade de realização de um trabalho pedagógico acerca do mesmo. Em tempos de isolamento social e de crianças criadas em apartamento e com os olhos vidrados em telas, é interessante ver o filme com os amigos da escola e realizar atividades diversificadas após o mesmo. O enredo do filme permite desenvolver trabalhos e diálogos sobre os seguintes temas: 


- AFETIVIDADE;

- RESPEITO AOS ANIMAIS;

- RELAÇÕES INTERPESSOAIS E FAMILIARES;

- LAZER;

- RESPONSABILIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS. 


Apesar do surgimento de algumas polêmicas em torno de supostos maus tratos a animais durante as filmagens, o filme pode ser considerado um sucesso de bilheteria nos EUA. O que demonstra, no mínimo, dois aspectos: existem dúvidas sobre  estes supostos maus tratos e as pessoas entendem que a temática do filme está muito acima dos boatos. Enfim, seja para fins EDUCATIVOS ou de ENTRETENIMENTO entre amigos e familiares, trata-se de um filme cativante e memorável... A gente nunca mais vai olhar nos olhos dos nossos cães como antes. Confiram o trailer:

 


  

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ANITTA E A "DESCONSTRUÇÃO" DE PADRÕES (ANITTA AND THE "DECONSTRUCTION" OF PATTERNS)

POR MARI MONTEIRO



Tempos  atrás escrevi uma dura crítica nas Redes Sociais sobre Anitta ter sido eleita  a "Mulher do Ano". Continuo achando que não é pra tanto. Porém, se tem algo que me causa uma profunda sensação de liberdade é MUDAR DE POSICIONAMENTO; não ser engessada.  Além disso, rede social é um espaço - inclusive - para trocar informações; aprender com novas informações... Inúmeras vezes já agradeci a amigos virtuais por criticarem ou complementarem posts meus, cuja visão estava equivocada. Isso é interação; aprendizado. Por outro lado, quando a pessoa é por demais radical e bitolada, a briga (baixaria até) ocupa o espaço do diálogo. E aí... É simples! Um abraço!


Com Anitta aconteceu algo similar. Soube hoje de informações e de um contexto que , particularmente, desconhecia. O que não quer dizer que passei a amar o Funk e a cantora. Mas,  que hoje que tenho mais respeito pelo cenário musical em que ela transita.


A propósito, isso tudo tem  a ver com o empoderamento, com o ato de assumir-se e acreditar em um objetivo até atingi-lo.  E está diretamente associado à  educação. Sobretudo, porque precisamos com urgência deixar claro, desde cedo, para nossos alunos, que NINGUÉM É OBRIGADO a possuir um padrão de beleza determinado por uma elite medíocre e burra. Se, enquanto pais e  educadores, conseguíssemos minimamente esse feito, certamente teríamos menos crianças e adolescentes sofrendo com as mazelas do bullying.


Enfim, é uma delicia não ser RADICAL e nem FANÁTICA, poder mudar de ideias e  rever conceitos. Foi que fiz  após a explicação de Spartakus:


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

BRASIL NU - Naked Brazil

POR MARI MONTEIRO





Gostaria muito de ter escrito isso. Mas, já que não escrevi, compartilho com vocês. Isso de  a gente continuar "empurrando tudo com a barriga (aliás, coisa bem de brasileiro mesmo) me incomoda  a ponto de adoecer meu corpo físico. A gente se encontra na rua e um diz ao outro:

"- Olá, como vai?
- Estou indo. E você?
- Também. caminhando. O importante é que... " - E é aqui que a gente se habituou a ser hipócrita em um grau elevadíssimo, as respostas se completam, geralmente, nessa sequência: 

"- estamos com saúde!"
"- estamos trabalhando!"
"- temos o que comer!"
"- não estamos deitados em um hospital!"
"- estamos sobrevivendo!"
"- estamos vivos!"

Ok, Gratidão é importante? Super importante. A questão é que nos habituamos ao "POUCO" e, quando a gente percebe está saltitante e feliz porque se pode correr atrás de migalhas. Isso não deve ser assim. É preciso enxergar. Admitir que está ruim. Que falta oi básico pra mim, pra você e pra maioria do povo brasileiro. E é bem aqui que eu emputeço cada vez mais: a maioria está "QUIETA". É como se estivéssemos vivendo numa realidade paralela... As mazelas não chegarão até nós. Já nos esfolaram. Os aumentos de impostos não nos atinge. Pagamos um dos impostos mais caros do mundo e não vemos retorno. Os corruptos serão presos. Serão presos e soltos em seguida ou ficarão em prisão domiciliar com todo conforto que nunca conheceremos ou em hospitais com recursos que também nunca conheceremos. E assim vamos caminhando. Rumo ao quê? Não sei. Só mesmo relendo Jabor... 


As palavras  da crônica  abaixo,a propósito, atribuídas a Arnaldo  Jabor e outros tantos nomes que circulam na Internet, são duras; mas é disso mesmo que precisamos: de um "choque de mente", como dizia uma saudosa vizinha querida. Sabe  aquele tapa na cara que se dá quando estamos fora do corpo de tão desorientados? Então, este texto é bem isso. E, acreditem, todas as vezes que releio, meu rosto arde e ruboriza. E isso não é vergonha. É brio.



"- Brasileiro é um povo solidário. 

Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
...Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.


- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.


- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..


Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.


- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.


Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.


Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...


O Brasil é o país do futuro.
Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar."






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