POR MARI MONTEIRO
EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.
domingo, 12 de outubro de 2014
QUAL A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA REDAÇÃO PARA O ENEM? (WHAT IS THE IMPORTANCE OF A GOOD WRITING?)
Uma avaliação de múltipla escolha ou uma avaliação em que os alunos realizam as provas
após estudar horas a fio (decorando os conteúdos), não tem, para mim, ao mesmo “PESO”
que uma avaliação cujas respostas devam ser dissertativas e, obviamente, uma
REDAÇÃO. Isso porque, estes tipos de avaliações possibilitam a análise daquilo
que o aluno REALMENTE CONHECE E É CAPAZ DE DEMONSTRAR ATRAVÉS DOS SEUS
REGISTROS. Por exemplo, através das avaliações mencionadas, podemos analisar
aspectos como: qualidade da escrita formal; habilidade de argumentações;
conhecimento de variados conteúdos de ensino desenvolvidos etc. Neste sentido, e até porque ouço muito,
INFELIZMENTE, no meio escolar que as redações não são tão importantes assim,
segue uma excelente entrevista com o
Professoro Ludovico Bernardi que disserta com muita propriedade sobre o
assunto. O Professor Mestre Ludovico Omar Bernardi vem do
Paraná, sendo especialista em Redação para o ENEM, Pré-vestibular e Concursos
Públicos, atuando a 14 anos na área. Também é professor da Fundação Getulio Vargas
- FGV, ministrando as disciplinas de Comunicação Integrada de Marketing na Era
Digital e Comunicação Empresarial. No ensino superior, atua como Professor de
Língua Portuguesa, Semiótica e Redação Publicitária (Cursos de Jornalismo e
Publicidade e Propaganda). Seu projeto para Aracaju: o curso de Redação Ateliê
do Texto, que conta com o apoio do Colégio Módulo, e será estabelecido em
agosto próximo.
Prof. Ludovico Bernardi: Há que se entender,
primeiro, que a redação é totalmente transversal, ou seja, ela exige que o
aluno estabeleça relações com outros textos. Estes, por sua vez, podem ser da
área de sociologia, filosofia ou mesmo da ciência em linhas gerais. Por
exemplo, é impossível se discutir a condição certeira ou errônea do STF em
permitir o aborto em casos de anencefalia, caso o aluno não conheça um mínimo
de biologia. Logo, o conciliar das disciplinas tradicionais com essa nova
dinâmica de provas nasce da criação de um caderno de argumentos. Estes serão
consequência de leitura, e por serem amplos, podem servir ao escritor em várias
limitações temáticas distintas. Eis, aliás, o sucesso de um texto: a leitura.
André Pestana: Vivemos em um momento em que a fragmentação das
relações humanas e dos objetivos profissionais conflitam com a chamada
convergência de mídias e a informação em tempo real. De que forma os
professores devem se preparar, em especial os profissionais de Linguagens e
Códigos, para esse novo contexto?
Prof. Ludovico Bernardi: Bem, o fato
é: o mundo mudou a partir da internet. Não dá pra conceber linguagem sem passar
por ela. Aliás, a internet é a grande responsável por toda a mudança percebida
hoje nos meios de comunicação de massa. Assim, a primeira grande mudança nesse
contexto quanto ao ensino de Linguagens e Códigos está no fato do professores
entenderem que o texto deve ser visto como um produto misto, ou seja, fruto da
linguagem verbal e não-verbal. Depois, que há grandes distinções entre gênero
textual e tipologia textual. Logo, não dá pra conversar com um mundo azul sendo
daltônico. Assim, não dá pra ensinar linguagem pensando como mero gramaticista.
Como bem disse Mário Quintana, estudar português pela gramática é tão inútil
quanto estudar dança por correspondência.
André Pestana: A
interdisciplinaridade ressalta a importância das disciplinas construírem pontes
de diálogo entre si. As escolas estão conseguindo viabilizar essa interface?
Prof. Ludovico Bernardi: Se você analisar
genericamente, não. Basta vermos os resultados hoje de provas como o próprio
ENEM. No entanto o que vejo é que pontualmente a realidade está mudando. Na
década de 80, ao se analisar um enunciado como “Ivo viu a uva”, era simples
entender que Ivo era o sujeito da oração. No entanto era quase que impossível
conceber que Ivo era o referente da oração. Aliás, definiu-se como sujeito o
elemento que praticava a ação. Pois bem, e em um enunciado como “Pedro apanha
de sua esposa todos os dias”, Pedro pratica a ação? Logo, eis o desafio das
escolas de hoje: viabilizar interfaces, discutir, dialogar e ver a língua como
um meio e não um fim. Como conseguir isso? Simples: a linguagem é a única área
que perpassa por todas as demais. Assim, basta, para tanto, o aproveitamento de
seu ensino.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
ÀS PORTAS DO ENEM III: Possíveis temas para a Redação 2014
POR MARI MONTEIRO
Os temas a serem abordados no ENEM costumam causar certa apreensão nos candidatos de um modo geral. Diante disso, não custa ler sobre algumas possibilidades. Abaixo, é possível se inteirar, ainda que superficialmente, de alguns temas ASSOCIADOS À COPA DO MUNDO e que, por este motivo, podem vir a ser tema da redação do ENEM 2014. De qualquer maneira, não custa se inteirar dos mais variados assuntos. Isso só pode ampliar as margens de seus resultados e ampliar e enriquecer seu vocabulário.
Veja 10 temas relacionados à Copa que podem cair no Enem: Mundial deve
servir de mote para muitas questões da prova. Exame cobra atualidades com perguntas
interdisciplinares.
1)
Diferença
climática
O fato de algumas seleções terem sido prejudicadas ou beneficiadas pelo
clima do Brasil pode embasar questionamentos sobre as diferenças climáticas,
segundo Bruno Saneti, professor de geografia do cursinho Oficina do Estudante. Em
um mesmo momento, ocorreram jogos em Manaus, sob uma temperatura de 36 graus, e
em Porto Alegre, com 9 graus. “Países com dimensões continentais têm essa
diferença. A variação está relacionada à variação de altitude. O Nordeste, por
exemplo, está próximo à linha do Equador, e a Região Sul é uma área subtropical.”
2)
Bactérias e
vírus “importados”
A chegada de turistas de partes tão diversas do mundo no Brasil pode ter
provocado a entradas de novas bactérias e vírus que o país não estava
habituado. Nos Estados Unidos, que depois dos brasileiros, representam a
nacionalidade que mais comprou ingressos para os jogos do Mundial, há centenas
de tipos de bactérias e vírus que não existem no Brasil. As novas moléstias
podem afetar seres humanos e até a produção agrícola e pecuária.
3)
Ditadura e
outras comparações históricas
Os professores acreditam que a Copa possa abrir oportunidade de fazer
comparações do momento histórico entre o período atual e os anos que foram
realizados o Mundial. Inclusive até por meio de fotos, ilustrações e charges.
Para Paulo Moraes, do Anglo, há chance maior de haver uma comparação com o ano
de 1950, em que o Brasil sediou a Copa, e era presidido por Getúlio, com os
tempos atuais. Fernando Rodrigues, professor de história do Cursinho da Poli,
lembra que, em 2010, quando houve Copa na África, cobrou-se conhecimento sobre
segregação racial nos vestibulares. "Quando a Copa ocorreu na Alemanha, em
2006, falou-se de Guerra Fria. Acho que, no Brasil, o assunto relevante é a
ditadura que ocorreu em 1970 (quando o Brasil foi tricampeão). Há também o marco
de 50 anos do golpe de 64.” Segundo Rodrigues, de 26 questões que abordavam o
tema Copa em vestibulares nos últimos 20 anos, 13 faziam relação com o Mundial
de 1970 e a ditadura.
4) Duelos e
guerras
Algumas partidas da Copa podem remeter à história dos países e ambientar
perguntas de história. Fernando Rodrigues, do Cursinho da Poli, lembra das
partidas entre Alemanha e França, e Espanha e Chile. “O Chile foi colonizado
pela Espanha. Na Copa venceu a partida, foi como uma suposta vingança no campo esportivo.”
5) Copa das
Copas
As poucas falhas identificadas na infraestrutura das cidades-sede e os
protestos que foram inexpressivos durante a Copa podem se transformar em
estratégia de marketing para o governo, na opinião de Saneti. “Como há questões
políticas envolvidas, a questão da Copa ser um sucesso pode ser uma propaganda
para o governo.”
6) Construções
urbanas
As construções dos estádios nas cidades-sede e as alterações que tiveram
de ser realizadas nas capitais no dia das partidas podem ser mote para questões
sobre urbanismo, segundo Paulo Moraes, professor de geografia e coordenador
pedagógico do Anglo. Informações sobre os estádios, como medidas, também podem
embasar questões de ciências exatas.
7) Turismo
O fluxo de entrada e saída de estrangeiros no país, tanto os números,
como a questão cultural e o contato com a diversidade podem aparecer como mote
para questões interdisciplinares, muito empregadas no Enem.
8) Fuso horário
Questões que abordam o fuso horário dentro do país e até fora do Brasil
em relação aos demais países do mundo podem aparecer no exame.
9) Patriotismo
O amor pela nação, a onda verde e amarela e a confraternização
ocasionada pela esporte podem ser mote para o tema da redação, de acordo com o
professor Moraes.
10) Ascensão da
América
A vitória inesperada de alguns países da América Latina e Central contra
campeões consagrados do futebol durante a Copa do Brasil, é para o professor
Saneti, mera casualidade esportiva. Ele acha interessante o fato de países
colonizados vencerem a disputa de futebol sobre seus colonizadores, mas não
acredita que o Enem deva abordar o assunto diretamente. A probabilidade maior é
que o Mundial sirva como pano de fundo para contextualizar as perguntas
interdisciplinares. (http://g1.globo.com/educacao/enem/2014/noticia/2014/07/veja-dez-temas-relacionados-copa-que-podem-cair-no-enem.html
- acesso em 26/12/2014)
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
ÀS PORTAS DO ENEM II - DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA
POR MARI MONTEIRO
Além de todas as orientações mencionadas acima, a LEITURA é imprescindível; assim como, o acompanhamento de noticias e de documentários de boa qualidade. Tais procedimentos são de grande valia, não apenas para a elaboração de uma boa DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA, mas para o entendimento e interpretação dos enunciados das questões.
Vários leitores nos enviam mensagens desesperadas nas quais afirmam não saber como começar e/ou como desenvolver uma dissertação-argumentativa, o tipo textual exigido pelo Enem e pela maioria dos vestibulares e concursos brasileiros. Muitas vezes, são mensagens genéricas, ou seja, que não especificam as reais dificuldades destes leitores e, deste modo, infelizmente, fica muito difícil de orientarmos da melhor maneira possível. Além disso, como não conhecemos a vida escolar destas pessoas, é até irresponsabilidade darmos palpites individuais. Porém, podemos passar algumas dicas e orientações para aqueles que estão na situação descrita acima a fim de ajudá-los a iniciar e a desenvolver uma dissertação-argumentativa.
A primeira e a principal dica
é ter o maior contato possível com a leitura e com a escrita, tanto na escola
quanto fora dela, em casa, no trabalho etc. Esta aproximação deve
transformar-se em hábito e deve, acima de tudo, ter qualidade. O repertório do
candidato é essencial para cumprir a prova de redação do Enem e dos demais
vestibulares e também para a vida. Pensar que obter a nota mínima, de corte,
apenas para passar é mediocridade, já que a língua e a linguagem estão em
nossas vidas antes de nascermos e continuarão até morrermos.
Devemos ler o que os
professores pedem, pois este conteúdo faz parte do cânone literário brasileiro,
português e mundial, em alguns casos, mas também devemos ler (e a escola deve
incentivar) o que gostamos, como por exemplo, histórias em quadrinhos, charges,
gêneros literários diversos, além dos veículos de informação como jornais e
revistas.
A segunda dica é uma extensão
da primeira: devemos ter o hábito de escrever, não só o de ler. A escola deve
colocar os alunos em contato não apenas com os tipos textuais, mas também com
os mais diversos gêneros. Obviamente não há tempo hábil para apresentar todos
os gêneros, mas os que fazem parte do nosso dia a dia e os que circulam nas
principais esferas de circulação social devem ser ensinados e aprendidos nas
escolas.
Para os candidatos ao Enem e
aos demais vestibulares, a orientação é escrever, pelo menos, uma redação por
semana, alternando momentos de escrita como estudo, sem delimitar o tempo, com
momentos de treino simulado, isto é, controlando o tempo como se fosse o
momento da prova.
A terceira dica é mais
prática. Salientamos, no entanto, que não há fórmulas ou receitas mágicas, mas
há estratégias para começar e desenvolver a tese de uma dissertação-argumentativa.
Há seis passos que podem ser dados no momento de rascunhar, de planejar as
redações deste tipo textual; são eles:
- Interrogue o tema;
- Responda com a opinião;
- Justifique com o
argumento principal;
- Fundamente-o com os argumentos
auxiliares;
- Apresente as estratégias
argumentativas;
- Apresente a proposta de
intervenção social e conclua.
Ao lermos a proposta de
redação do Enem, por exemplo, já sabemos de antemão que o tema possui cunho
social e isso já é uma vantagem, pois nos demais vestibulares nem este viés
sabemos antes de conhecermos a prova.
No rascunho, interrogue o
tema, isto é, transforme-o em pergunta e questione-se acerca do mesmo e, em
seguida, responda-a com a sua opinião. O próximo passo é justificar esta resposta
com um argumento principal que, no fim das contas, será a sua tese. O quarto
passo é fundamentá-la com os argumentos auxiliares, ou seja, com as estratégias
argumentativas, o que já é o quinto passo. O sexto e último é apresentar a
proposta de intervenção social.
Podemos perceber que esta
estratégia, além de organizar e planejar a progressão temática da
dissertação-argumentativa, faz o mesmo com a estrutura da mesma. O
primeiro e o segundo passos dizem respeito à introdução; o terceiro trata-se do
segundo parágrafo; o quarto e o quinto passos, respectivamente, dos terceiros e
quartos parágrafos e o sexto passo, finalmente, diz respeito à conclusão.
(FONTE: CAMILA DALLA
POZZA PEREIRA é graduada e mestranda em Letras/Português
pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente trabalha na área
da Educação exercendo funções relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa,
Literatura e Redação. Foi corretora de redação em em importantes universidades
públicas. Além disso, também participou de avaliações e produções de vários
materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação
(MEC). )
sábado, 4 de outubro de 2014
ÀS PORTAS DO ENEM I - PÉROLAS: EDIÇÃO 2013
POR MARI MONTEIRO
Não apenas para DESCONTRAIR: mas, inclusive, para não INCORRER nos mesmo "equívocos", aqui estão umas das gafes encontradas na REDAÇÃO DO ENEM DO ANO PASSADO.
DIVIRTA-SE... E aproveite para saber O QUE NÃO ESCREVER NUMA BOA REDAÇÃO.
O tema da redação
desse ano foi “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, e como não
poderia deixar de ser, é o local que conseguimos extrair as mais preciosas
pérolas do Enem 2013, algumas delas listadas abaixo:
► “A Lei Seca tem esse nome por que sem cerveja a gente dirige com a
gaganta seca”
► “No rio de janeiro não pode dirigi bebendo mas pode ouvi fank,
ainda não existe lei pra isso.”
► “Acho a policia muito errado eles são grosso com o trabalhador que
quer apenas se divertir com uma ceveginha.”
► “A minha poposta é ter carro gratis se vc beber mas não vou
candidatar pois sou de menor.”
►“as mortes dimunuiram porém tem mais gente viva do que antes.
graças a Deus.”
► “Eles deviam trocar o bafômetro e mandar fazer o 4 com as pernas
pois eu sei fazer o 4 quando estou bêbado”
► n“Na lei seca dos estados unidos surgiram muitos mafiosos mas no
brasil ainda não apareceu isso porque o governo esta de olho nas
manifestações.”
► “Falta de bebida faz as pessoa dirigir triste”
► “Temos que bater palmas para a skol porque fez a lei motorista da
rodada para não beber quem dirige.”
► “o bafotro é tipo pegadinha. eles manda voce beber mas num sai
nada. a poliça devia ser mais séria.”
► “A lei seca também conhecida como lei da fisica ou lei 11-705/2008
melhora os direitos humano.”
► “A desingualdade é grande no Brasil até na lei. o Rio de janero
consegue comprar etilômetros mas aqui no maranhão a policia só tem dinheiro para
bafometro.”
DIVIRTA-SE... E aproveite para saber O QUE NÃO ESCREVER NUMA BOA REDAÇÃO.
►“já que não pode beber a presidente Dilma deveria liberar a
maconha que faz dirigir bem relaxado e tranquilo”
►“já que não pode beber a presidente Dilma deveria liberar a
maconha que faz dirigir bem relaxado e tranquilo”
► “Quem bebe e dirige tem que no minimo morrer.”
► “Quando a pessoa morre em acidentes por causa da bebiba além de
perder a vida ela pode perder a carteira de motorista.”
► “Meu pai inclusive ano passado sofreu um acidente fatal mas
infelizmente ele passa bem e hoje está no aa.”
( In. http://www.superperolas.org/perolas-do-enem-2013 - acesso em
13/05/2014)
terça-feira, 30 de setembro de 2014
ENEM 2014: CONTAGEM REGRESSIVA!
POR MARI MONTEIRO
“Após a confirmação do pagamento da taxa de inscrição, o
número de inscritos da próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
que acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro, superou as expectativas do próprio
Ministério da Educação. Os dados foram divulgados na última segunda-feira, dia
16, pelo ministro Henrique Paim e pelo presidente do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares. No total, foram
confirmados 8.721.946 participantes.” http://www.infoenem.com.br/numero-de-inscritos-no-enem-2014-ultrapassa-87-milhoes
- acesso em 30/09/2014)
Como podemos perceber a CONCORRÊNCIA SERÁ ACIRRADA.
Faltam exatos 38 dias para a realização do ENEM 2014. É
interessante ressaltar alguns aspectos
do Exame Nacional do Ensino Médio. Sempre que converso com o Ensino Médio sobre
o ENEM, faço questão de esclarecer ( e
até de advertir!) que a gente não estuda para o ENEM apenas no 3º ano do
Ensino Médio; mas, sim durante TODO O ENSINO MÉDIO. Daí o nome: “EXAME NACIONAL
DO ENSINO MÉDIO”.
Não desmerecendo nenhuma área de ensino, pelo contrário,
TODO conhecimento tem sua relevância, ressalto também que toda a preparação para o ENEM, assim como para
todo vestibular, passa; sobretudo, pelo domínio da LEITURA E DA ESCRITA e PELA HABILIDADE DE INTERPRETAR E DE
ARGUMENTAR. Isso porque, independentemente, da área de estudo e/ou de atuação
do candidato, a COMPREENSÃO DOS ENUNCIADOS e das alternativas é primordial para
que as questões sejam corretamente solucionadas.
Além disso, há a REDAÇÃO, cuja pontuação máxima equivale a MIL
PONTOS. Diante disso, faço o possível para que, desde o 1º ano do
Ensino Médio, meus alunos realizem o máximo possível de escritas e de
reescritas de DISSERTAÇÕES ARGUMENTATIVAS, já que este tem sido o gênero textual solicitado no ENEM desde o seu
início até hoje. Confesso que NÃO É FÁCIL. Tenho apenas QUATRO AULAS SEMANAIS
em cada sala do Ensino Médio para “dar conta” de uma apostila de Língua Portuguesa
e uma de Literatura Brasileira.
Assim, a partir de hoje, serão postados alguns fragmentos
das NOSSAS OFICINAS DE REDAÇÃO (esse nome é por minha conta, puro sonho de Mari
kkkkkk. Não temos aulas para tanto!), os quais, espero, possam contribuir para
que TODOS OS PARTICIPANTES obtenham um rendimento SATISFATÓRIO NO ENEM 2014.
Abraços.
Mari Monteiro
OFICINA DE REDAÇÃO: ÀS PORTAS DO ENEM I – Prof. Mari Monteiro
Veja as regras da correção da redação do Enem 2014
A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sempre foi motivo de muita discussão e polêmica, especialmente quando se trata dos critérios de correção e atribuição de nota adotados.Nos últimos anos o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vem promovendo mudanças para aperfeiçoar a correção das redações do Enem, como investimentos na capacitação dos corretores e alterações de alguns critérios, que ficaram mais rigorosos. Vale destacar também a vista pedagógica da avaliação dos textos, que é liberada alguns meses após as provas.
Mas, independente disso, como candidato
você deve saber que conhecer as regras para avaliação e definição da nota é
parte fundamental do caminho para um ótimo resultado na redação do Enem.
Pensando nisso criamos este artigo com os principais critérios utilizados para
correção da redação do maior exame do país. Confira!
§ Serão avaliadas
somente as redações transcritas para a Folha de Redação (cuidado para não
confundir com o rascunho!) com caneta esferográfica de tinta preta;
§ Linhas com cópia dos
textos motivadores apresentados no Caderno de Questões serão desconsideradas
para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas ;
§ A nota da redação
pode variar de 0 e 1000 pontos, sendo que o candidato receberá cinco notas
isoladas de 0 a 200 pontos para cada umas competências compreendidas pela
produção textual;
§ Cada prova será
avaliada, em princípio, por 2 corretores;
§ Nos textos em que as
notas dadas por cada corretor tiverem diferença igual ou superior a 100 pontos,
um terceiro corretor entrará em ação;
§ As redações que
tiverem discrepância igual ou maior que 80 pontos para uma única competência
também passarão por um terceiro corretor;
§ Nos casos em que a
diferença permanecer, mesmo passando por um terceiro avaliador, o texto será
encaminhado para uma banca avaliadora, composta por mais três corretores, que
atribuirão uma nova nota final e decisiva.
§ O Título não é
obrigatório, fica a critério de o candidato incluí-lo ou não;
§ Quanto à letra, pode
ser de fôrma ou de mão, o importante é que seja legível.
Também é necessário saber estruturar de forma adequada seu texto e entender o que cada uma das competências exige de fato. Para isso, recomendamos nossa Apostila de Redação para o Enem 2014, que traz mais de 100 páginas com dicas e orientações para um texto nota 1000. (In. InfoEnem – acesso em 26/08/2014)
domingo, 7 de setembro de 2014
FILME RECOMENDADO: SETE VIDAS (Título original: "SEVEN POUNDS")
POR MARI MONTEIRO
A reação dos alunos à exibição do filme foram bem VARIADAS.
Obviamente, que, até metade do filme, a maioria deles assistiu às cenas de modo
descontraído; alguns até mesmo sem prestar muita atenção. Porém, da metade do
filme em diante, o silêncio predominou. Certamente, devido à intensidade da
trama que, aumenta, gradativamente. É quanto tudo começa a fazer sentido e a
SURPREENDER.
Durante a aplicação da atividade sobre o filme, comentei que
ao ler os conceitos dos alunos sobre: bondade; culpa; tolerância etc., estes
nunca eram expressos usando as mesmas palavras e que eu considerava isso muito
interessante; acertadamente, meu aluno Caio (3º Médio) disse: “MARI, ACHO QUE
VOCÊ DEVE APRENDER MAIS QUE A GENTE
CORRIGINDO NOSSAS PROVAS, PORQUE VOCÊ FICA CONHECENDO A OPINIÃO DE TODOS.”
Respondi a ele que, com certeza, aprendia muito mesmo e que isso me deixava
muito feliz.
Foi um trabalho extremamente gratificante. Sobretudo, por se tratar de uma AVALIAÇÃO BIMESTRAL. Uma avaliação deve ser sempre INÉDITA; ATRAENTE e DESAFIADORA no sentido de aprendermos juntos; de encontrarmos as nossas próprias "respostas"; ou seja, POSSIBILIDADES de mudanças interiores, a médio ou a longo prazo... (este é um outro artigo a ser escrito).
Assim, segue o PLANO DE TRABALHO, o qual sempre faço questão de anexar à avaliação dos alunos para que eles conheçam minhas intenções. É mais um jeito que encontro de dizer a eles: "EU LHES RESPEITO."
PLANO DE TRABALHO – LÍNGUA PORTUGUESA
Profª Mari Monteiro – Ensino Médio
TEMÁTICA: A intolerância consigo mesmo.
Área: Linguagens e Códigos e Suas Tecnologias
JUSTIFICATIVA: Diante de um cotidiano caótico, cuja convivência é
cada vez mais pautada na intolerância entre os pares, torna-se necessário, antes,
desenvolver um nível de tolerância satisfatório para as próprias atitudes.
Nesse sentido, o filme “Sete vidas” proporciona profundas reflexões acerca do
comportamento individual; bem como, do coletivo.
Procedimentos:
- Apreciação do filme (2 horas)
- Realização da avaliação: tempo estimado duas aulas
- Narrativa digital: Postagem das respostas da nona questão e outras.
QUESTÕES:
Após ler o texto e assistir o filme, desenvolva
as questões abaixo:
1 – A narrativa da obra é LINEAR? Justifique sua
resposta: (0,5)
2 – Relacione o trecho abaixo com JUSTIÇA e
MERITOCRACIA: (1,0)“Eu tenho como mudar drasticamente a vida de uma
pessoa. Eu só preciso que a senhora diga se ela é ou não uma pessoa boa.”
(Adap.) (1,0)
3 Descreva DETALHADAMENTE quais seriam suas
atitudes, caso estivesse no lugar de Tim Thomas, a fim de encontrar sua
REMISSÃO: (1,0)
4 – O que, exatamente, Tim Thomas, procurava nas
pessoas para que, de algum modo, pudesse recompensá-las? (1,0)
5 – Quem são as pessoas encontradas por Ben e de
que modo ele salva suas vidas? (1,0)
6 – Por que a escolha da medusa como forma de
acabar com a própria vida? (1,0)
7 – Quanto tempo de nossas vidas nós “DOAMOS” às
pessoas e a nós mesmos? Qual é a QUALIDADE desse tempo? (1,0)
8
– Defina: (0,5)
a)
BONDADE:
b)
CULPA:
c)
TOLERÂNCIA:
d)
PERDÃO:
9 – Quais seriam seus critérios para ESCOLHER
vidas para “salvar”? Justifique: (2,0 após postagem)
Curiosamente, a questão em que os alunos apresentarão maior grau de dificuldade foi a sétima: Quanto tempo de nossas vidas nós “DOAMOS” às pessoas e a nós mesmos? Qual é a QUALIDADE desse tempo? Muito provavelmente porque, como a maioria deles afirmou, não doamos tempo algum... Logo, como saber a "qualidade dele".
Fato é que, sem dúvida alguma, posso afirmar que a avaliação "mexeu" com os alunos na medida em causou sensações como: INQUIETAÇÃO; EMPATIA; REFLEXÕES SOBRE TEMAS ADJACENTES (suicídio; prova de amor; bondade genuína etc.). Enfim, importa saber que, depois da realização deste processo avaliativo que inclui minhas reflexões ao ler as respostas, ESTAMOS TODOS UM TANTINHO MELHORES E MAIS PROPENSOS A PENSAR NO BEM DO OUTRO.
Assinar:
Postagens (Atom)



















