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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

MUITO PRAZER, “PROSFESTEIN”! (PLEASURE, "PROSFESTEIN"!)

POR MARI MONTEIRO

As lágrimas eram de alegria: Encerramento do Projeto Sem Nome - Carlos Drummond - 2010.

Não poderia precisar quantas pessoas fizeram parte da minha carreira e, POR ELAS E COM ELAS, persisto, continuo professora. Penso que criei certa “dependência positiva”: dependo de GENTE. Porque preciso estar perto de seres que AGEM e REAGEM; que CHORAM; que SORRIEM; APRENDEM; DESAPRENDEM... ENSINAM. Obviamente, nem tudo e nem sempre é assim. Há percalços. E como há! Ainda tem gente que NÃO SABE DISSO; mas professor chora; professor sofre; professor tem carências de todos os tipos e... Por aí vai.

Outra coisa que afirmam e que COMIGO FOI DIFERENTE é a questão do dom. Não acredito em DOM DE ENSINAR. Não nasci professora.  Ocorre que desenvolvi um DESEJO IMENSO POR CONHECER. Isso sim deve ter nascido comigo. Pois, contra todas as expectativas, cá estou eu lhes falando sobre ensinar e aprender.



Somaram a isso as possibilidades que tive de encontrar as “PESSOAS CERTAS”. Estas, sim, foram determinantes para minhas escolhas. E, no meu caminho, encontrei muitos professores: ALGUNS DIPLOMADOS e outros, sem diploma, IGUALMENTE SÁBIOS. Nunca ouvi ninguém dizer: “NOSSA, VOCÊ TEM JEITO PARA PROFESSORA!” ou algo que equivalha. Ao contrário, ninguém nunca sugeriu nada, fiz “de um tudo” e, depois de transitar por muitas áreas e funções das mais variadas, FIQUEI SENDO PROFESSORA. E GOSTEI!

SALA DE AULA NA ESCOLA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (2007)


Nestas minhas funções, sempre houve uma pessoa ou mais que, indiretamente, me ENSINOU MUITO. E foi em chão de cozinha de escola; em casas de família; em serviços outros que percebi que PODERIA CONHECER MAIS, porque as pessoas me diziam, com palavras ou com atitudes, o que eu NÃO gostaria de me tornar...


Quando entendi que tudo era uma questão de conhecer (ou não!), considerei que SER PROFESSORA SERIA O MELHOR A FAZER. Porque na minha cabeça – e isso é uma IDEIA FIXA -; pois penso assim até hoje: PROFESSOR É AQUELA PESSOA QUE GOSTA DE CONHECER E; POR ISSO, ESTUDA PARA SEMPRE. Ou seja; o professor é um eterno pesquisador.

TEATRO DE BONECOS: PURA DIVERSÃO


E foi assim que DESCOBRI O PERFIL DE PROFISSIONAL QUE DESEJAVA. E que, hoje entendo que se trata de uma MISCELÂNEA de todos os professores (diplomados ou não) que conheci e que “são” (não os considero longe de mim). Neste sentido, NÃO sou professora. SOU UMA “PROFESTEIN”, uma mistura de Frankestein com Professora: pedacinhos somados de cada pessoa que conheci e que fez (e faz!) a diferença na minha vida. Estas pessoas eram/são BELAS (por dentro ou por fora); são PERFUMADAS; SORRIEM; são CARISMÁTICAS; NÃO GRITAM; TEM BRILHO NOS OLHOS; LEEM MUITO; RESPEITAM A TODOS... O que não nos exime, claro, de sofrimentos outros. É que, com “PROFESTEINS” acontecem coisas mágicas, entre elas: NÃO DESCONTAR NO SEMELHANTE NOSSOS RECALQUES E NOSSAS INSATISFAÇÕES. Ao invés disso, lutamos com dignidade, pelo que é justo e pelo que nos é de direito...


SOCIALIZAÇÃO DE "LEITURA LIVRE" - CEC ( 2013)


Assim sendo, tal como Frankenstein, ao longo do tempo, costurava estas virtudes em mim como PEDACINHOS que formam minha identidade profissional. Certamente, vez por outra, tinha que remendar um rasgo aqui, um furinho ali... Sei o nome de cada DOADOR DOS “PEDACINHOS”. E, como nem toda costura é para sempre, sei que, quando boa parte destas virtudes de mim se despregarem , NÃO PODEREI ESTAR MAIS PROFESSORA. Porque terei me tornado uma pessoa bem MENOS sensível e MENOS capaz de enxergar no outro MAIS QUE UM NÚMERO DE CHAMADA; mais que um CARNÊ de mensalidade; mais que uma possibilidade de BÔNUS... Além disso, começarei a sentir DORES HORRÍVEIS; onde antes, habitavam os PEDACINHOS COSTURADOS. O vazio continuará e as lembranças de tudo que foi SIGNIFICATIVO será o que restará, para sempre, no meu relicário...

Este vídeo é MEU PRESENTE para meus ALUNOS; PAIS; COLEGAS PROFESSORES...



FELIZ DIA DOS PROFESSORES! FELIZ VIDA DE PROFESSOR!

Com muito RESPEITO e AFETO, Mari Monteiro. 




domingo, 12 de outubro de 2014

QUAL A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA REDAÇÃO PARA O ENEM? (WHAT IS THE IMPORTANCE OF A GOOD WRITING?)

POR MARI MONTEIRO




Uma avaliação de múltipla  escolha ou uma  avaliação em que os alunos realizam as provas após estudar horas a fio (decorando os conteúdos), não tem, para mim, ao mesmo “PESO” que uma avaliação cujas respostas devam ser dissertativas e, obviamente, uma REDAÇÃO. Isso porque, estes tipos de avaliações possibilitam a análise daquilo que o aluno REALMENTE CONHECE E É CAPAZ DE DEMONSTRAR ATRAVÉS DOS SEUS REGISTROS. Por exemplo, através das avaliações mencionadas, podemos analisar aspectos como: qualidade da escrita formal; habilidade de argumentações; conhecimento de variados conteúdos de ensino desenvolvidos etc. Neste sentido, e até porque ouço muito, INFELIZMENTE, no meio escolar que as redações não são tão importantes assim, segue uma excelente  entrevista com o Professoro Ludovico Bernardi que disserta com muita propriedade sobre o assunto. O Professor Mestre Ludovico Omar Bernardi vem do Paraná, sendo especialista em Redação para o ENEM, Pré-vestibular e Concursos Públicos, atuando a 14 anos na área. Também é professor da Fundação Getulio Vargas - FGV, ministrando as disciplinas de Comunicação Integrada de Marketing na Era Digital e Comunicação Empresarial. No ensino superior, atua como Professor de Língua Portuguesa, Semiótica e Redação Publicitária (Cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda). Seu projeto para Aracaju: o curso de Redação Ateliê do Texto, que conta com o apoio do Colégio Módulo, e será estabelecido em agosto próximo.
 André Pestana: Os estudantes já sabem que, para conseguir aprovação nos principais vestibulares do país, uma boa redação é decisiva? Quais são as habilidades e competências essenciais para o sucesso do candidato?

Prof. Ludovico Bernardi: Ainda que os veículos de comunicação de massa tenham noticiado, há ainda alguns alunos que desconsideram o fato de que a redação hoje é primordial no sucesso estudantil. Por exemplo, no ENEM ELA VALE 50% DA  NOTA DO ALUNO, ou seja, mil pontos. Se você considerar os demais vestibulares de quaisquer universidades federais, o mínimo que se atribui à redação, hoje, é 40% da nota final. Já quanto às habilidades e competências, os princípios e o formato da prova de Redação dos exames vestibulares e mesmo do ENEM demonstram, claramente, que o objetivo é avaliar em que medida os candidatos apresentam certo rol de “capacidades” que as universidades desejam encontrar em seus alunos. Estas, por sua vez, podem ser enumeradas em: capacidade de exprimir-se com clareza; capacidade de organizar ideias; capacidade de estabelecer relações; capacidade para interpretar dados e fatos; capacidade de elaborar hipóteses.

André Pestana: A leitura de sites, revistas, jornais é prática obrigatória para a elaboração do pensamento crítico. Como conciliar a rotina dos estudos das disciplinas tradicionais com essa nova dinâmica?


Prof. Ludovico Bernardi:  Há que se entender, primeiro, que a redação é totalmente transversal, ou seja, ela exige que o aluno estabeleça relações com outros textos. Estes, por sua vez, podem ser da área de sociologia, filosofia ou mesmo da ciência em linhas gerais. Por exemplo, é impossível se discutir a condição certeira ou errônea do STF em permitir o aborto em casos de anencefalia, caso o aluno não conheça um mínimo de biologia. Logo, o conciliar das disciplinas tradicionais com essa nova dinâmica de provas nasce da criação de um caderno de argumentos. Estes serão consequência de leitura, e por serem amplos, podem servir ao escritor em várias limitações temáticas distintas. Eis, aliás, o sucesso de um texto: a leitura.

André Pestana: Vivemos em um momento em que a fragmentação das relações humanas e dos objetivos profissionais conflitam com a chamada convergência de mídias e a informação em tempo real. De que forma os professores devem se preparar, em especial os profissionais de Linguagens e Códigos, para esse novo contexto?

Prof. Ludovico Bernardi: Bem, o fato é: o mundo mudou a partir da internet. Não dá pra conceber linguagem sem passar por ela. Aliás, a internet é a grande responsável por toda a mudança percebida hoje nos meios de comunicação de massa. Assim, a primeira grande mudança nesse contexto quanto ao ensino de Linguagens e Códigos está no fato do professores entenderem que o texto deve ser visto como um produto misto, ou seja, fruto da linguagem verbal e não-verbal. Depois, que há grandes distinções entre gênero textual e tipologia textual. Logo, não dá pra conversar com um mundo azul sendo daltônico. Assim, não dá pra ensinar linguagem pensando como mero gramaticista. Como bem disse Mário Quintana, estudar português pela gramática é tão inútil quanto estudar dança por correspondência.

André Pestana: A interdisciplinaridade ressalta a importância das disciplinas construírem pontes de diálogo entre si. As escolas estão conseguindo viabilizar essa interface?

Prof. Ludovico Bernardi: Se você analisar genericamente, não. Basta vermos os resultados hoje de provas como o próprio ENEM. No entanto o que vejo é que pontualmente a realidade está mudando. Na década de 80, ao se analisar um enunciado como “Ivo viu a uva”, era simples entender que Ivo era o sujeito da oração. No entanto era quase que impossível conceber que Ivo era o referente da oração. Aliás, definiu-se como sujeito o elemento que praticava a ação. Pois bem, e em um enunciado como “Pedro apanha de sua esposa todos os dias”, Pedro pratica a ação? Logo, eis o desafio das escolas de hoje: viabilizar interfaces, discutir, dialogar e ver a língua como um meio e não um fim. Como conseguir isso? Simples: a linguagem é a única área que perpassa por todas as demais. Assim, basta, para tanto, o aproveitamento de seu ensino.

http://www.infonet.com.br/andrepestana/ler.asp?id=129755 – acesso em 29/07/2014)
   

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ÀS PORTAS DO ENEM III: Possíveis temas para a Redação 2014

POR MARI MONTEIRO



Os temas a serem abordados no ENEM costumam causar certa apreensão nos candidatos de um modo geral. Diante disso, não custa ler sobre algumas possibilidades. Abaixo, é possível se inteirar, ainda que superficialmente, de alguns temas ASSOCIADOS À COPA DO MUNDO e que, por este motivo, podem vir a ser tema da redação do ENEM 2014. De qualquer maneira, não custa se inteirar dos mais variados assuntos. Isso só pode ampliar as margens de seus resultados e ampliar e enriquecer seu vocabulário.


Veja 10 temas relacionados à Copa que podem cair no Enem: Mundial deve servir de mote para muitas questões da prova. Exame cobra atualidades com perguntas interdisciplinares.

1)      Diferença climática

    O fato de algumas seleções terem sido prejudicadas ou beneficiadas pelo clima do Brasil pode embasar questionamentos sobre as diferenças climáticas, segundo Bruno Saneti, professor de geografia do cursinho Oficina do Estudante. Em um mesmo momento, ocorreram jogos em Manaus, sob uma temperatura de 36 graus, e em Porto Alegre, com 9 graus. “Países com dimensões continentais têm essa diferença. A variação está relacionada à variação de altitude. O Nordeste, por exemplo, está próximo à linha do Equador, e a Região Sul é uma área subtropical.”


2)      Bactérias e vírus “importados” 

   A chegada de turistas de partes tão diversas do mundo no Brasil pode ter provocado a entradas de novas bactérias e vírus que o país não estava habituado. Nos Estados Unidos, que depois dos brasileiros, representam a nacionalidade que mais comprou ingressos para os jogos do Mundial, há centenas de tipos de bactérias e vírus que não existem no Brasil. As novas moléstias podem afetar seres humanos e até a produção agrícola e pecuária.


3)      Ditadura e outras comparações históricas

    Os professores acreditam que a Copa possa abrir oportunidade de fazer comparações do momento histórico entre o período atual e os anos que foram realizados o Mundial. Inclusive até por meio de fotos, ilustrações e charges. Para Paulo Moraes, do Anglo, há chance maior de haver uma comparação com o ano de 1950, em que o Brasil sediou a Copa, e era presidido por Getúlio, com os tempos atuais. Fernando Rodrigues, professor de história do Cursinho da Poli, lembra que, em 2010, quando houve Copa na África, cobrou-se conhecimento sobre segregação racial nos vestibulares. "Quando a Copa ocorreu na Alemanha, em 2006, falou-se de Guerra Fria. Acho que, no Brasil, o assunto relevante é a ditadura que ocorreu em 1970 (quando o Brasil foi tricampeão). Há também o marco de 50 anos do golpe de 64.” Segundo Rodrigues, de 26 questões que abordavam o tema Copa em vestibulares nos últimos 20 anos, 13 faziam relação com o Mundial de 1970 e a ditadura.


        4) Duelos e guerras

      Algumas partidas da Copa podem remeter à história dos países e ambientar perguntas de história. Fernando Rodrigues, do Cursinho da Poli, lembra das partidas entre Alemanha e França, e Espanha e Chile. “O Chile foi colonizado pela Espanha. Na Copa venceu a partida, foi como uma suposta vingança no campo esportivo.”



        5) Copa das Copas

    As poucas falhas identificadas na infraestrutura das cidades-sede e os protestos que foram inexpressivos durante a Copa podem se transformar em estratégia de marketing para o governo, na opinião de Saneti. “Como há questões políticas envolvidas, a questão da Copa ser um sucesso pode ser uma propaganda para o governo.”


       6) Construções urbanas

   As construções dos estádios nas cidades-sede e as alterações que tiveram de ser realizadas nas capitais no dia das partidas podem ser mote para questões sobre urbanismo, segundo Paulo Moraes, professor de geografia e coordenador pedagógico do Anglo. Informações sobre os estádios, como medidas, também podem embasar questões de ciências exatas.

      7) Turismo
    O fluxo de entrada e saída de estrangeiros no país, tanto os números, como a questão cultural e o contato com a diversidade podem aparecer como mote para questões interdisciplinares, muito empregadas no Enem.

      8) Fuso horário
    Questões que abordam o fuso horário dentro do país e até fora do Brasil em relação aos demais países do mundo podem aparecer no exame.


    9) Patriotismo

 O amor pela nação, a onda verde e amarela e a confraternização ocasionada pela esporte podem ser mote para o tema da redação, de acordo com o professor Moraes.


   10) Ascensão da América

   A vitória inesperada de alguns países da América Latina e Central contra campeões consagrados do futebol durante a Copa do Brasil, é para o professor Saneti, mera casualidade esportiva. Ele acha interessante o fato de países colonizados vencerem a disputa de futebol sobre seus colonizadores, mas não acredita que o Enem deva abordar o assunto diretamente. A probabilidade maior é que o Mundial sirva como pano de fundo para contextualizar as perguntas interdisciplinares. (http://g1.globo.com/educacao/enem/2014/noticia/2014/07/veja-dez-temas-relacionados-copa-que-podem-cair-no-enem.html - acesso em 26/12/2014)



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ÀS PORTAS DO ENEM II - DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

POR MARI MONTEIRO




Além de todas as orientações mencionadas acima, a LEITURA é imprescindível; assim como, o acompanhamento de noticias e de documentários de boa qualidade. Tais procedimentos são de grande valia, não apenas para a elaboração de uma boa DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA, mas para o entendimento e interpretação dos enunciados das questões. 

Vários leitores nos enviam mensagens desesperadas nas quais afirmam não saber como começar e/ou como desenvolver uma dissertação-argumentativa, o tipo textual exigido pelo Enem e pela maioria dos vestibulares e concursos brasileiros. Muitas vezes, são mensagens genéricas, ou seja, que não especificam as reais dificuldades destes leitores e, deste modo, infelizmente, fica muito difícil de orientarmos da melhor maneira possível. Além disso, como não conhecemos a vida escolar destas pessoas, é até irresponsabilidade darmos palpites individuais. Porém, podemos passar algumas dicas e orientações para aqueles que estão na situação descrita acima a fim de ajudá-los a iniciar e a desenvolver uma dissertação-argumentativa.


A primeira e a principal dica é ter o maior contato possível com a leitura e com a escrita, tanto na escola quanto fora dela, em casa, no trabalho etc. Esta aproximação deve transformar-se em hábito e deve, acima de tudo, ter qualidade. O repertório do candidato é essencial para cumprir a prova de redação do Enem e dos demais vestibulares e também para a vida. Pensar que obter a nota mínima, de corte, apenas para passar é mediocridade, já que a língua e a linguagem estão em nossas vidas antes de nascermos e continuarão até morrermos.
Devemos ler o que os professores pedem, pois este conteúdo faz parte do cânone literário brasileiro, português e mundial, em alguns casos, mas também devemos ler (e a escola deve incentivar) o que gostamos, como por exemplo, histórias em quadrinhos, charges, gêneros literários diversos, além dos veículos de informação como jornais e revistas.
A segunda dica é uma extensão da primeira: devemos ter o hábito de escrever, não só o de ler. A escola deve colocar os alunos em contato não apenas com os tipos textuais, mas também com os mais diversos gêneros. Obviamente não há tempo hábil para apresentar todos os gêneros, mas os que fazem parte do nosso dia a dia e os que circulam nas principais esferas de circulação social devem ser ensinados e aprendidos nas escolas.
Para os candidatos ao Enem e aos demais vestibulares, a orientação é escrever, pelo menos, uma redação por semana, alternando momentos de escrita como estudo, sem delimitar o tempo, com momentos de treino simulado, isto é, controlando o tempo como se fosse o momento da prova.
A terceira dica é mais prática. Salientamos, no entanto, que não há fórmulas ou receitas mágicas, mas há estratégias para começar e desenvolver a tese de uma dissertação-argumentativa. Há seis passos que podem ser dados no momento de rascunhar, de planejar as redações deste tipo textual; são eles:

- Interrogue o tema;
- Responda com a opinião;
- Justifique com o argumento principal;
-  Fundamente-o com os argumentos auxiliares;
- Apresente as estratégias argumentativas;
- Apresente a proposta de intervenção social e conclua.
Ao lermos a proposta de redação do Enem, por exemplo, já sabemos de antemão que o tema possui cunho social e isso já é uma vantagem, pois nos demais vestibulares nem este viés sabemos antes de conhecermos a prova.
No rascunho, interrogue o tema, isto é, transforme-o em pergunta e questione-se acerca do mesmo e, em seguida, responda-a com a sua opinião. O próximo passo é justificar esta resposta com um argumento principal que, no fim das contas, será a sua tese. O quarto passo é fundamentá-la com os argumentos auxiliares, ou seja, com as estratégias argumentativas, o que já é o quinto passo. O sexto e último é apresentar a proposta de intervenção social.
Podemos perceber que esta estratégia, além de organizar e planejar a progressão temática da dissertação-argumentativa, faz o mesmo com a estrutura da mesma. O primeiro e o segundo passos dizem respeito à introdução; o terceiro trata-se do segundo parágrafo; o quarto e o quinto passos, respectivamente, dos terceiros e quartos parágrafos e o sexto passo, finalmente, diz respeito à conclusão.
(FONTE: CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada e mestranda em Letras/Português pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente trabalha na área da Educação exercendo funções relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação em em importantes universidades públicas. Além disso, também participou de avaliações e produções de vários materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação (MEC). )

sábado, 4 de outubro de 2014

ÀS PORTAS DO ENEM I - PÉROLAS: EDIÇÃO 2013

POR MARI MONTEIRO

Não apenas para DESCONTRAIR: mas, inclusive, para não INCORRER nos mesmo "equívocos", aqui estão umas das gafes  encontradas na REDAÇÃO DO ENEM DO ANO PASSADO.

DIVIRTA-SE... E aproveite para saber  O QUE NÃO ESCREVER NUMA BOA REDAÇÃO.


O tema da redação desse ano foi “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, e como não poderia deixar de ser, é o local que conseguimos extrair as mais preciosas pérolas do Enem 2013, algumas delas listadas abaixo:

► “A Lei Seca tem esse nome por que sem cerveja a gente dirige com a gaganta seca”

► “No rio de janeiro não pode dirigi bebendo mas pode ouvi fank, ainda não existe lei pra isso.”

► “Acho a policia muito errado eles são grosso com o trabalhador que quer apenas se divertir com uma ceveginha.”

► “A minha poposta é ter carro gratis se vc beber mas não vou candidatar pois sou de menor.”

►“as mortes dimunuiram porém tem mais gente viva do que antes. graças a Deus.”

► “Eles deviam trocar o bafômetro e mandar fazer o 4 com as pernas pois eu sei fazer o 4 quando estou bêbado”

► n“Na lei seca dos estados unidos surgiram muitos mafiosos mas no brasil ainda não apareceu isso porque o governo esta de olho nas manifestações.”

► “Falta de bebida faz as pessoa dirigir triste”

► “Temos que bater palmas para a skol porque fez a lei motorista da rodada para não beber quem dirige.”

► “o bafotro é tipo pegadinha. eles manda voce beber mas num sai nada. a poliça devia ser mais séria.”

► “A lei seca também conhecida como lei da fisica ou lei 11-705/2008 melhora os direitos humano.”

► “A desingualdade é grande no Brasil até na lei. o Rio de janero consegue comprar etilômetros mas aqui no maranhão a policia só tem dinheiro para bafometro.”




►“já que não pode beber a presidente Dilma deveria liberar a maconha que faz dirigir bem relaxado e tranquilo”


► “Quem bebe e dirige tem que no minimo morrer.”

► “Quando a pessoa morre em acidentes por causa da bebiba além de perder a vida ela pode perder a carteira de motorista.”

► “Meu pai inclusive ano passado sofreu um acidente fatal mas infelizmente ele passa bem e hoje está no aa.”

 




 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

ENEM 2014: CONTAGEM REGRESSIVA!

POR MARI MONTEIRO



“Após a confirmação do pagamento da taxa de inscrição, o número de inscritos da próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro, superou as expectativas do próprio Ministério da Educação. Os dados foram divulgados na última segunda-feira, dia 16, pelo ministro Henrique Paim e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares. No total, foram confirmados 8.721.946 participantes.”    http://www.infoenem.com.br/numero-de-inscritos-no-enem-2014-ultrapassa-87-milhoes - acesso em 30/09/2014)

Como podemos perceber a CONCORRÊNCIA SERÁ ACIRRADA.

Faltam exatos 38 dias para a realização do ENEM 2014. É interessante ressaltar alguns  aspectos do Exame Nacional do Ensino Médio. Sempre que converso com o Ensino Médio sobre o ENEM, faço questão de esclarecer ( e  até de advertir!) que a gente não estuda para o ENEM apenas no 3º ano do Ensino Médio; mas, sim durante TODO O ENSINO MÉDIO. Daí o nome: “EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO”.

Não desmerecendo nenhuma área de ensino, pelo contrário, TODO conhecimento tem sua relevância, ressalto também que toda  a preparação para o ENEM, assim como para todo vestibular, passa; sobretudo, pelo domínio da LEITURA E DA ESCRITA e  PELA HABILIDADE DE INTERPRETAR E DE ARGUMENTAR. Isso porque, independentemente, da área de estudo e/ou de atuação do candidato, a COMPREENSÃO DOS ENUNCIADOS e das alternativas é primordial para que as questões sejam corretamente solucionadas.


Além disso, há a REDAÇÃO, cuja pontuação máxima equivale a MIL PONTOS. Diante disso, faço o possível para que, desde o 1º ano do Ensino Médio, meus alunos realizem o máximo possível de escritas e de reescritas de DISSERTAÇÕES ARGUMENTATIVAS, já que  este tem sido o  gênero textual solicitado no ENEM desde o seu início até hoje. Confesso que NÃO É FÁCIL. Tenho apenas QUATRO AULAS SEMANAIS em cada sala do Ensino Médio para “dar conta” de uma apostila de Língua Portuguesa e uma de Literatura Brasileira.

Assim, a partir de hoje, serão postados alguns fragmentos das NOSSAS OFICINAS DE REDAÇÃO (esse nome é por minha conta, puro sonho de Mari kkkkkk. Não temos aulas para tanto!), os quais, espero, possam contribuir para que TODOS OS PARTICIPANTES obtenham um rendimento SATISFATÓRIO NO ENEM 2014.

Abraços.
Mari Monteiro


OFICINA DE REDAÇÃO: ÀS PORTAS DO ENEM I  – Prof. Mari Monteiro

Veja as regras da correção da redação do Enem 2014


A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sempre foi motivo de muita discussão e polêmica, especialmente quando se trata dos critérios de correção e atribuição de nota adotados.Nos últimos anos o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vem promovendo mudanças para aperfeiçoar a correção das redações do Enem, como investimentos na capacitação dos corretores e alterações de alguns critérios, que ficaram mais rigorosos. Vale destacar também a vista pedagógica da avaliação dos textos, que é liberada alguns meses após as provas. 


Mas,  independente disso, como candidato você deve saber que conhecer as regras para avaliação e definição da nota é parte fundamental do caminho para um ótimo resultado na redação do Enem. Pensando nisso criamos este artigo com os principais critérios utilizados para correção da redação do maior exame do país. Confira!

§ Serão avaliadas somente as redações transcritas para a Folha de Redação (cuidado para não confundir com o rascunho!) com caneta esferográfica de tinta preta;

§ Linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas ;

§ A nota da redação pode variar de 0 e 1000 pontos, sendo que o candidato receberá cinco notas isoladas de 0 a 200 pontos para cada umas competências compreendidas pela produção textual;

§ Cada prova será avaliada, em princípio, por 2 corretores;

§ Nos textos em que as notas dadas por cada corretor tiverem diferença igual ou superior a 100 pontos, um terceiro corretor entrará em ação;

§ As redações que tiverem discrepância igual ou maior que 80 pontos para uma única competência também passarão por um terceiro corretor;

§ Nos casos em que a diferença permanecer, mesmo passando por um terceiro avaliador, o texto será encaminhado para uma banca avaliadora, composta por mais três corretores, que atribuirão uma nova nota final e decisiva.

§ O Título não é obrigatório, fica a critério de o candidato incluí-lo ou não;

§ Quanto à letra, pode ser de fôrma ou de mão, o importante é que seja legível.

Também é necessário saber estruturar de forma adequada seu texto e entender o que cada uma das competências exige de fato. Para isso, recomendamos nossa Apostila de Redação para o Enem 2014, que traz mais de 100 páginas com dicas e orientações para um texto nota 1000. (In. InfoEnem – acesso em 26/08/2014)


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