Hoje, de tão atarefada, quase me esqueci do diário... Como passei à tarde
trabalhando no computador e ouvindo Legião Urbana. Pensei muito sobre algumas
letras. Uma delas é “A DANÇA!”
“Não sei o que é direito Só vejo preconceito E a sua roupa nova É só uma roupa nova Você não tem idéias Pra acompanhar a
moda Tratando as meninas Como se fossem lixo Ou então espécie
rara Só a você pertence Ou então espécie
rara Que você não
respeita Ou então espécie
rara Que é só um objeto Pra usar e jogar
fora Depois de ter
prazer. (...)
Em especial esta primeira parte da letra me
fez lembrar a existência de PESSOAS FÚTEIS. Aquelas que superestimam os bens
materiais, acreditando que neles reside todo o valor; aquelas que praticam
uma completa INVERSÃO DE VALORES: trocam
os bens materiais pelos sentimentos.
Mas, logo, me acalmo. Porque, sei de muitas
histórias em que este tipo de pessoa apostou tudo nos bens materiais, tratando
a todos “como se fossem lixo”, e hoje vagam solitárias pela vida. Aos olhos da sociedade, são abastadas; pois,
vagam pelas ruas com seus carros do ano e com suas sacolas de lojas de grifes
e, nas baladas, estão sempre acompanhadas; afinal, quem não quer beber e comer
de graça, se divertir “na faixa”. Contudo, o final de todo mundo que age de
forma interesseira (não confundir com interessada ou interessante srsrsrs) é a
solidão, Pois, quando fecha a porta de seu luxuoso quarto, está só! Literalmente
só, (mesmo que tenha alguém ali, será só de corpo presente)... Enfim, não existem conversas demoradas; outros
braços para aconchegar-se...
Ter dinheiro é bom? Sim! Bens materiais luxuosos?
Também! Mas é preciso ser muito GENTE BOA para que tais coisas não se tornem
uma espécie de cabresto. E, de mais a mais, as pessoas que conheço e que tem
mesmo muito dinheiro, são SIMPLES. E; justamente por serem simples, aprenderam
que o que vale é o AFETO; a SAÚDE; o COMPANHEIRISMO...
Sabe o que é mesmo muito bom? De verdade?
Você não ter nada de valioso em termos materiais e, ainda assim, ENCONTRAR
AMORES PELA VIDA; amores verdadeiros sejam passionais, fraternais... Sem moeda
de troca; mesmo porque eu NÃO TENHO NADA ALÉM DE MIM para oferecer. E é uma
sensação sublime saber que, para AQUELES QUE TEMERECEM, isso basta! E, pra finalizar, se dinheiro fosse realmente
TUDO: nenhum rico padeceria de doença alguma ou sofreria por amor!
Tenho falado muito sobre abraços nos últimos dias... Coincidência?
Carência? Não sei. O que sei é que boa parte das pessoas, segundo um post
colocado por mim no Facebook, também concordam que o abraço é mais que um
gesto: É NECESSÁRIO! Sei lá, a correria tem nos afastado uns dos outros... Não
sobra tempo pra “oi”, quanto mais para um abraço?”
Muitas ilustrações me lembram abraços. Mas, em especial, a
letra da música “POR ONDE ANDEI”, de Nando Reis... Sobretudo, porque fala de
uma AUSÊNCIA e de uma DÚVIDA, que somente “poderiam” ser solucionadas a partir
da PRESENÇA, do ABRAÇO... “POIS A VIDA É MESMO MUITO FRÁGIL DIANTE DA ETERNIDADE
DO AMOR DE QUEM SE AMA!”
Mais que um beijo, mais que muitas palavras; muitas vezes,
um abraço - literalmente – já me SALVOU
de um surto; já me acalmou; já aquietou
a minha alma e já me fez amar alguém.
Mas, não falo de qualquer abraço. Nem do abraço de qualquer
pessoa. Há pessoas que, simplesmente, NÃO SABEM ABRAÇAR. Sério. Abraçar certas
pessoas é como abraçar um pedaço de madeira. Não há reações. Não há RETORNO.
Certa vez, fiz um workshop com o ator João Acaiabe (que foi
por muitos anos o Tio Barnabé) do Sítio do Pica - Pau Amarelo sobre “ABRAÇOS”.
No final, quando ele abraçou cada participante, me disse: “Você entendeu
direitinho oi curso moça!”. Eu respondi: “Este abraço que lhe dei, já nasci
sabendo.” Sorrimos um pro outro e voltei pro meu lugar.
Fato é que abraço, pra mim, é SINÔNIMO DE ENTREGA. Eu me
permito abarcar. Envolvo-me. Demoro-me... Deixo que me soltem e não me
desvencilho antes da hora, revelando pressa. Isso em todos os tipos de abraços
fraternais. Quando se trata do abraço relacionado ao ”amor passional”, aí sim, a
entrega é mais profunda e mais INTENSA. Acredito até que este gesto seja um
termômetro da relação a dois. Um sente o outro...
Enfim, independentemente da situação, acredito mesmo que o
abraço é algo TERAPÊUTICO. Isso porque, durante os poucos segundos que duram um
abraço de entrega, as dores passam, nenhum problema nos vem à cabeça; nada de
mal fica entre duas pessoas que se abraçam. Portanto, se me perguntarem hoje do
que tenho sentido mais falta, direi: DE ABRAÇOS. Muito embora, nos últimos
dias, tenha recebido abraços sinceros e muito bons de meus alunos e colegas de
trabalho e, em especial hoje, de algumas pessoas que não via há tempos. E isso
amenizou um pouco esta falta... Mas, sempre estarei querendo MAIS!
INTERESSANTE: MÚSICA E
LITERATURA - “Amor I Love You” é um single da cantora brasileira Marisa Monte,
que faz parte do terceiro álbum de estúdio, Memórias, Crônicas e Declarações de
Amor. A canção foi lançada como primeiro e único single do álbum, no início de
2000, e sendo, em geral, bem recebida pela crítica, chegando à primeira posição
no Brasil, após nove anos sem chegar ao topo da parada é foi a música mais
tocada de 2000. “Amor I Love You” foi composta em parceria com Carlinhos Brown,
a parte recitada por Arnaldo Antunes é um trecho do livro O Primo Basílio de
Eça de Queirós. (In. http://www.lastfm.com.br/music/Marisa+Monte/_/Amor+I+Love+You
– acesso em 14/11/14)
“Deixa eu dizer que te amo Deixa eu pensar em
você. Isso me acalma Me acolhe a alma Isso me ajuda a
viver. (...)” (Marisa monte e Carlinhos Brown)
- Toques.- Árvores.- Retratos antigos.- Olhares.- Poesia.- A voz inigualável de
Arnaldo Antunes...
Todos estes elementos
juntos, criam o ambiente propício para acolher meus pensamentos sobre o amor. Hoje,
já vou dizendo, não estou boa para comentários otimistas. Em nada me agrada a
solidão. Enfim...
Ainda pensando sobre o AMOR GENUÍNO, me lembrei do
quanto ele faz bem... Por outro lado, me lembrei também que conheço pessoas que
NÃO SE PERMITEM ser amadas. Pessoas que, por mais que a gente queira amá-las, uma barreira
já foi construída – consciente ou inconscientemente – feito uma redoma, impedindo
que os sentimentos fluam.
Em situações como esta, as demonstrações
de afeto são mais superficiais, raras e frias. Particularmente, acredito na força das
palavras. O chavão: “Eu não digo que amo, eu o demonstro através de atitudes!”
não me convence. Por que não podem ser as duas coisas? PALAVRA – AÇÃO! Se uma
contradisser a outra, não é amor. Ponto! Mas, eu, Mari, preciso OUVIR eSENTIR.
E preciso também dizer; pensar na pessoa e; sobretudo, acreditar na RECIPROCIDADE
e, parafraseando o poema, “SENTIR UM ACRÉSCIMO DE ESTIMA POR MIM MESMA.” (to be contihued) Mari Monteiro - 14/11/14
Amor romântico e amor genuíno | Jetsunma Tenzin Palmo on romantic love
D
PRIMEIRO DIA: E, por falar em AMOR VERDADEIRO...aprendi muito assistindo a este vídeo. Sei que não é nada fácil seguir as orientações. Somos seres materialistas e o DESAPEGO é um aprendizado que exige muita elevação espiritual; muita segurança e confiança. Mas, me pergunto: "QUE RELACIONAMENTO SAUDÁVEL NÃO EXIGIRIA ISSO TUDO?"
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES: Este artigo, além de ter sido um dos mais difíceis de concluir, considero o trabalho de REDAÇÃO MAIS SIGNIFICATIVO que realizei, pois o mesmo faz parte de um trabalho sobre DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA realizado com os alunos do Ensino Médio, cujos textos base giram em torno da temática da existência do amor verdadeiro. Ao revisá-lo foi inevitável não me lembrar do livro: "AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO CÉU" (que virou um filme, recomendo.) Além disso, dedico este artigo AS QUATRO PESSOAS QUE ENCONTREI NA TERRA: Maurílio da Cunha Monteiro (meu pai, in memoriam); Edson Kemmer (meu namorado); Michele Robbles Zanini (minha amiga) e Victor Eduardo Marques (meu aluno). Muito obrigada; não precisamos esperar para nos encontrar no céu... (rs)
Optei por iniciar este artigo com genuínas expressões de
AMOR. Sobretudo, porque – depois de tudo
– ficará muito evidente que NÃO deixei de amar, apenas mudei meu JEITO DE AMAR.
Jobim, com sua licença: “EU SEI QUE VOU TE AMAR...”
"Eu
sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar.
E
cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu
sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu
sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida"
Assim
como esta DECLARAÇÃO DE AMOR de Jobim, há outra de Fernando Anitelli que
considero igualmente profunda: “SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR, VOU ME LEMBRAR DE
VOCÊ.”
Sempre soube que o AMOR existia. Mas, agora, sei que ele existe e que não é exatamente
como pensava que fosse. Há coisas que nos acontecem e tem o poder de revirar tudo
que sentimos de forma intensa e radical. No meu caso, foram quatro pessoas e
uma “situação indireta”. Isso tudo constituiu ma experiência tão intensa ao
ponto de eu querer passar a fazer algo que NUNCA fiz ou deixar de fazer algo
que SEMPRE fiz. Se bem que, de algum modo, sabia que faltava pouco... Muito
pouco para eu mudar um hábito. Aos acontecimentos que me conduziram à mudança
de PENSAMENTO e de ATITUDE, não chamarei de “lições” (não simpatizo com esta
palavra). Chamarei de “SINAIS”, no sentido de alerta, de orientação, de
ensinamento... Também não farei rodeios, os sinais, apesar de obedecer a uma
ordem cronológica quanto à narrativa, cada um deles é carregado de uma IMPORTÂNCIA
ÚNICA no meu aprendizado.
Comecemos...
►PRIMEIRO SINAL (minha vida inteira...):
Este fato foi um “divisor de águas”. Dizer “eu te amo” nunca
foi algo que me incomodasse. Ao contrário, bastava gostar um pouco mais de
alguém e lá estava o “eu te amo”. Quando senti a NECESSIDADE DE DIZER “eu te
amo” para alguém que era REALMENTE IMPORTANTE PARA MIM e - ao mesmo tempo –
muito frio e DISTANTE, percebi o quanto isso seria difícil. Eu já tinha mais ou
menos uns 30 anos e NUNCA havia dito “eu te amo” ao meu próprio pai. A certeza desse amor e a distância que sempre
nos foi imposta, por CIRCUNSTÂNCIAS NADAAGRADÁVEIS, consistia em barreiras
que, por mais que tentasse, não conseguia transpor.As tentativas eram sempre frustrantes. No momento do
encontro ou da despedida: um abraço “frouxo” e um “tchau” sempre seco viraram
hábito. UM HÁBITO DETESTÁVEL. Isso me incomodava cada vez mais. Numa noite,
aproveitei que estava sozinha e liguei pra ele.
Ao final da conversa trivial, num ímpeto de alguém que não poderia mais
esperar, eu disse: “PAI, EU TE AMO VIU?”
(...) Do outro lado da linha: SILÊNCIO
ABSOLUTO.
(...) “Pai?” - perguntei. Ouvi
apenas: “Oi fia. Fica com Deus.” (SIC)Foi um dos momentos MAIS DIFÍCEIS DA MINHAVIDA. Meu
estômago doía. E doía porque era como se alguém tivesse ENFIADO O BRAÇO INTEIRO
PELA MINHA GARGANTA PARA ARRANCAR O“EU TE AMO”. Chorei muito. Chorei pela dor.
Chorei pelo silêncio e; depois, chorei de alívio: consegui dizer.
TENSÃO: como seria quando nos encontrássemos pessoalmente?
Árduo percurso. Nos primeiros encontros, ao dizer ao meu “eu te amo”, ele
respondia “OBRIGADO”. Não sei o que passava pela sua cabeça. Eu não estava lhe
fazendo nenhum favor. Passei anos repetindo os mesmos gestos e ouvindo a mesma
palavra: “Obrigado.”. Anos depois, do “obrigado”, avançamos para o “EUTAMBÉM!”. O que me soava como “saúde” diante de um espirro!Devo dizer que aprendi a me contentar com o “EU TAMBÉM” como
resposta. E, mais, tinha muito medo de não ouvir mais isso. E assim foi até a
data do nosso ÚLTIMO ENCONTRO em sua casa; quando, na hora de me despedir, o
abracei e disse: “EU TE AMO PAI.” E ele, finalmente, com uma voz calma disse:
“EU TAMBÉM TE AMO FILHA!”. Foi o abraço mais demorado de nossas vidas. Chorei. Desta vez, de CONTENTAMENTO. Uma semana depois, ELE SE FOI.
► SEGUNDO SINAL (meados de 2012):
Já havia começado a pensar mais profundamente no significado da expressão "eu te amo" no dia em que senti que
amava meu namorado EDSON KEMMER. Ao tomar coragem para me declarar, alguns
meses depois de estarmos juntos... Li a seguinte e INESQUECÍVEL resposta (por
sms): “Que coisa boa de saber. Espero em breve poder retribuir...”. MEU DEUS!
COMO ASSIM?! (rsrrsrs). Claro que esperava um: “também te amo!”. Afinal, este
era, até então, meu melhor parâmetro... Herdado do meu paizinho. Pensei dias sobre isso e entendi perfeitamente
o quanto aquela resposta havia sido HONESTA e; por isso, SUBLIME. Não me
frustrei ou me aborreci. Aprendi. Entendi que o amor não “chega” de repente.
Ele é “construído” conforme o ritmo de cada um. Entendi que NÃO SE AMA DE UM
DIA PARA O OUTRO; DE UMA SEMANA PARA O OUTRA... DE UM MÊS PARA O OUTRO... O
amor para ser dito e “redito” precisa de tempo, o tempo dele...
Edson
me ensinou algo ainda mais importante: O AMOR NÃO É UM SENTIMENTOABSTRATO como
me ensinaram na escola. O amor é VISTO e
SENTIDO. Edson não me diz muito do seu amor por mim; mas, ELE ODECLARA COM
ATITUDES; com RESPOSTAS a necessidades sobre as quais nem lhe falei; com
GENTILEZAS que talvez ele nem tenha se dado conta do quanto são inéditas para
mim; COMSILÊNCIO, às vezes, é só disso que precisamos... Ouvir a respiração um
do outro. “E o que houve com o amor à primeira vista?”... Neste, NUNCA
acreditei.
► TERCEIRO SINAL (agosto, 2014):
Adoro conversar. Existem pessoas com as quais eu conversaria
a noite toda... Outras, o trivial “Bom dia!” já é muito... Dia destes, tive uma conversa com uma destas
pessoas: minha amiga MICHELLEROBLES ZANINI, cujo diálogo flui em consonância
com os gestos e com os olhares; pessoas com um timbre de voz que não cansa, ao
contrário, ele NOSALCANÇA e prende a
atenção dos sentidos. Durante a conversa, surgiu a questão de chamar
alguém de “AMOR”. Sob o ponto de vista de Michelle, chamar alguém de “amor’ é
por demais ‘genérico”, qualquer um pode ser chamado de amor. A ex-namorada era
“amor”; a anterior à ex também... E a próxima também será... De certa forma, é
um prejuízo de IDENTIDADE.
Desde o dia em que eu e Michelle conversamos – certamente,
por se tratar de uma pessoa sensível e especial (o que pode parecer um
paradoxo, mas não é rsrs) – a palavra “amor” já não flui mais tão facilmente
como antes no meu dia a dia. Chamar alguém de “amor” passou a ser algo FORTE e
PESADO DEMAIS pra mim. E, caso escapasse, era como se
cometesse uma blasfêmia e, dependendo da situação, deixava um gosto ruim n
boca... E muitos “ruídos” a me perturbar: “QUEM É MEU AMOR?”; “QUEM SÃO MEUS
AMORES?”; “AMO COISAS OU PESSOAS?”... Inclusive, pensei no famoso slogan “AMO
MUITO TUDO ISSO.”... Quem é ou o que é “TUDO”? Quem ou o que é “ISSO”... NINGUÉM
AMA TUDO E MUITO MENOS ALGO QUE POSSA SER CHAMADO DE “ISSO”. Como professora de Língua Portuguesa, percebo, agora, que em muitos casos a palavra (ou o "chamamento") "amor" se transformou num vício de linguagem.
► QUARTO SINAL (início de Setembro, 2014):
VICTOR EDUARDO MARQUES. Conheço Victor há três anos. É
impressionante como a autêntica EXPRESSÃO de seus sentimentos me causa
ADMIRAÇÃO. Ele é uma das pessoas que falou comigo e que me ensinou como se
fosse meu pai. Ele me ensinou que amar é muito difícil e que AMOR NÃO É
OBRIGAÇÃO, nem mesmo quando se trata de alguém muito próximo.
Com uma
propriedade de quem “viveu séculos”, me disse que para era amado é preciso
MERECER; logo, só ama a quem mereça seu amor.
Seus argumentos sólidos; sua voz firme e seu olhar confiante me
CONVENCERAM e COMOVERAM, me tornei sua cúmplice no que se refere às suas ideias
e ideais sobre as relações entre “AMOR E MERECIMENTO.”
► QUINTO SINAL (meados de setembro, 2014):
(Perceberam como os fatos começaram a surgir amiúde?)
Apesar de saber que aquelas páginas “printadas” que chegaram
às minhas mãos me causarão ASCO todas as vezes que delas me lembrar,
devo agradecer de algum modo; pois elas me alertaram para outro aspecto
relacionado ao amor: O USO
INDISCRIMINADO E MAL INTENCIONADO DA PALAVRA. O trecho da “conversa” que segue
foi “printado” de uma página do WhatsApp . Não
postei o “print” da página porque se trata de uma conversa entre um “ADULTO”
(por falta de adjetivo censurável) e de uma menina de 10 anos de idade.
Além disso, o plano de fundo da página identificaria a mãe da criança. A
propósito, o trecho é mais um monólogo que um diálogo; pois, assim que a criança lê o primeiro
palavrão, ela entrega o celular à mãe...
“(...) – AMOR, vc
tá sozinha?
- Meu AMOR,
preciso tocar em você.
- Sabia que vc já
é uma mulher meu AMOR? E que é muito Gostosa?
- Fico imaginando
vc nua AMOR. Vc está gostando AMOR?
- Vou (.......)
logo meu AMOR. E vc?
- Prometo que vc
vai gostar AMOR.- Pode ser agora
AMOR?”(sic)
Recuso-me a
transcrever mais que isso. Porém, posso garantir que as falas do adulto
adquirem proporções BIZARRAS, NAUSEANTES... Os palavrões não têm limites. A
certa altura, o adulto desconfiado do silêncio da menina pergunta: “Porque vc
está tão quieta meu AMOR?” (sic). E a mãe da criança que, neste momento, já estava com
o celular, responde apenas “Nossa!”, com o objetivo de “coletar” o máximo de
“provas” possível. Não entrarei no
mérito de um acriança de DEZ ANOS possuir um aparelho com tal recurso. Esta é
outra discussão... Além disso, informo que a DENÚNCIA foi feita e os
PROCEDIMENTOS LEGAIS já foram tomados.
Obviamente, a
questão da pedofilia caracterizada pelo “sexo virtual” (assédio moral) me
impactou profundamente. Mesmo agora, dias depois, ao escrever sobre este
assunto, sinto NOJO e REPULSA. Lembro-me exatamente do rosto do adulto (fake,
claro, mas me lembro). Contudo, o emprego da palavra “AMOR”em TODAS AS FRASES (exatamente todas!), provocou em mim um “Tsunami de sensações”: Amor? Que Amor?
Quem é o “amor” dele? O que é “amor” para ele? O que ele sabe sobre ela para
chamá-la de “AMOR”? Que amor doentio é esse? Amor que VIOLENTA moral, emocional
e sexualmente? AMOR QUE MANIPULA?Depois disso tudo; depois desse “embrulho providencial” que,
literalmente, me fez vomitar ( no caso da situação descrita), raramente, escapa
um “meu amor” indevido (agora sei!); mas, logo sei que terá sido a ultima vez.
Porque, em menos de um segundo, arrependo-me de ter dito, engulo e vomito.
Nunca mais direi, em vão, sobre o amor...Creio que, caso
eu tivesse procurado intencionalmente um exemplo para a BANALIZAÇÃO e para “O
USO INDEVIDO” da palavra amor, não teria encontrado “exemplo” mais FORTE, REAL
e IMPACTANTE. Estas “facetas do amor”, se é que posso chamá-las assim, para
mim, INEXISTEM. Simplesmente não as considero “variações” do sentimento mais
nobre do mundo... Não são fraternais e nem passionais. São IMUNDAS e
INCONCEBÍVEIS.
ADOECI POR ALGUNS DIAS (...). Foram dias nauseantes em que
não conseguia comer...
Posso assegurar que, se algum dia, lhe chamei de “amor”, não
agi com má intenção; mas, provavelmente, depois de ler este artigo, você saberá
se fui VERDADEIRA ou NÃO. Além disso, se eu não sou sua namorada; senão consto
na lista de seus melhores amigos; não sou sua parenta (em certos casos, isso
pode até ser vantajoso; pois tenho alguns parentes pelos quais NÃO TENHO OMENOR
AFETO! Ao contrário, sinto por alguns deles o que Paulo Freire chamou de JUSTA IRA; ou
seja, motivos não faltam...), muito provavelmente, o “eu te amo” que você ouviu
não SIGNIFICA MAIS NADA PARA MIM. Na ocasião, pode ter sido, no máximo, um
gesto de carinho. Pois, meiga sei que ainda sou. (rsrs). E isso não tem nada a
ver com amor.
Não sou capaz de definir “amor”;
mas sei que é um sentimento que não pertence ao LUGAR COMUM. Confesso, inclusive, que trabalhar a “DESBANALIZAÇÃO” do
amor foi como ter de “cortar na carne” muitos hábitos. Conheço-me. Ou faço
assim ou protelo... Então, mudei muito (ao ponto de sentir a falta do que fui,
mas não tanto ao ponto de voltar a ser o que fui); mudei nas minhas atitudes; nos meus
escritos; nas minhas falas... A palavra “AMOR” e a expressão “EU TE AMO” agora são
ditas para POUCAS PESSOAS e em RARAS CIRCUNSTÂNCIAS.
Agora, sim, sei que amei menos do que achei que fosse e mais
do que deveria. Amei poucos e agora amo menos pessoas ainda. Não amo “coisas”!
Continuo romântica; mas uma romântica menos impulsiva; porque descobri que meu
amor é por demais valioso... AS PESSOAS AMADAS POR MIM SABEM DISSO E, DEPOIS
DESTE “ARTIGO-CONFISSÃO”, terão ainda mais CERTEZA disso; porque elas perceberão o
quanto as palavras fluirão levemente... SERÃO PALAVRAS SEM EFEITOS ESPECIAIS;
desacompanhadas da afetação que a falsidade e que a superficialidade exigem...
Não tenho mais "ex - pseudoamores", apenas AMORES VERDADEIROS.
Meu sentimento em relação ao amor não foi abalado.
Modificado, sim. Já não o confundo mais com o afeto e com o ato de
gostar. Gostar é fácil... Assim como, desgostar... Amar é difícil; assim como é difícil
“desamar”. Amor é SÓLIDO, mas não é passivo. Amor é SELETIVO, porque se torna
raro e escasso a cada dia... Acredito até que chegará um tempo em que AMAR E SER AMADO será
considerado um verdadeiro LUXO!
Portanto, se eu lhe chamar de “MEU AMOR” ou se lhe disser
“EU TE AMO” – C – O – M – T – O – D – A – A – A – S – L – E – T – R – A – S, tenha certeza de que estará recebendo o que de mais valioso trago comigo.
RECOMENDO (para reforçar nossa crença no amor) um artigo baseado numa HISTÓRIA DE AMOR REAL:
As lágrimas eram de alegria: Encerramento do Projeto Sem Nome - Carlos Drummond - 2010.
Não poderia precisar quantas pessoas fizeram parte da minha
carreira e, POR ELAS E COM ELAS, persisto, continuo professora. Penso que criei
certa “dependência positiva”: dependo de GENTE. Porque preciso estar perto de seres
que AGEM e REAGEM; que CHORAM; que SORRIEM; APRENDEM; DESAPRENDEM... ENSINAM.
Obviamente, nem tudo e nem sempre é assim. Há percalços. E como há! Ainda tem
gente que NÃO SABE DISSO; mas professor chora; professor sofre; professor tem
carências de todos os tipos e... Por aí vai.
Outra coisa que afirmam e que COMIGO FOI DIFERENTE é a
questão do dom. Não acredito em DOM DE ENSINAR. Não nasci professora. Ocorre que desenvolvi um DESEJO IMENSO POR
CONHECER. Isso sim deve ter nascido comigo. Pois, contra todas as expectativas,
cá estou eu lhes falando sobre ensinar e aprender.
Somaram a isso as possibilidades que tive de encontrar as
“PESSOAS CERTAS”. Estas, sim, foram determinantes para minhas escolhas. E, no
meu caminho, encontrei muitos professores: ALGUNS DIPLOMADOS e outros, sem
diploma, IGUALMENTE SÁBIOS. Nunca ouvi ninguém dizer: “NOSSA, VOCÊ TEM JEITO
PARA PROFESSORA!” ou algo que equivalha. Ao contrário, ninguém nunca sugeriu nada, fiz “de um tudo” e,
depois de transitar por muitas áreas e funções das mais variadas, FIQUEI SENDO
PROFESSORA. E GOSTEI!
SALA DE AULA NA ESCOLA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (2007)
Nestas minhas funções, sempre houve uma pessoa ou mais que,
indiretamente, me ENSINOU MUITO. E foi em chão de cozinha de escola; em casas
de família; em serviços outros que percebi que PODERIACONHECER MAIS, porque as
pessoas me diziam, com palavras ou com atitudes, o que eu NÃO gostaria de me
tornar...
Quando entendi que tudo era uma questão de conhecer (ou
não!), considerei que SERPROFESSORA SERIA O MELHOR A FAZER. Porque na minha
cabeça – e isso é uma IDEIA FIXA -; pois penso assim até hoje: PROFESSOR É
AQUELA PESSOA QUE GOSTA DE CONHECER E; POR ISSO, ESTUDA PARA SEMPRE. Ou seja; o
professor é um eterno pesquisador.
TEATRO DE BONECOS: PURA DIVERSÃO
E foi assim que DESCOBRI O PERFIL DE PROFISSIONAL QUE
DESEJAVA. E que, hoje entendo que se trata de uma MISCELÂNEA de todos os
professores (diplomados ou não) que conheci e que “são” (não os considero longe
de mim). Neste sentido, NÃO sou professora. SOU UMA“PROFESTEIN”, uma mistura
de Frankestein com Professora: pedacinhos somados de cada pessoa que conheci e
que fez (e faz!) a diferença na minha vida. Estas pessoas eram/são BELAS (por
dentro ou por fora); são PERFUMADAS; SORRIEM; são CARISMÁTICAS; NÃO GRITAM; TEM
BRILHO NOS OLHOS; LEEM MUITO; RESPEITAM A TODOS... O que não nos exime, claro,
de sofrimentos outros. É que, com “PROFESTEINS” acontecem coisas mágicas, entre
elas: NÃO DESCONTAR NO SEMELHANTE NOSSOS RECALQUES E NOSSAS INSATISFAÇÕES. Ao
invés disso, lutamos com dignidade, pelo que é justo e pelo que nos é de
direito...
SOCIALIZAÇÃO DE "LEITURA LIVRE" - CEC ( 2013)
Assim sendo, tal como Frankenstein, ao longo do tempo,
costurava estas virtudes em mim como PEDACINHOS que formam minha identidade
profissional. Certamente, vez por outra, tinha que remendar um rasgo aqui, um
furinho ali... Sei o nome de cada DOADOR DOS“PEDACINHOS”. E, como nem toda
costura é para sempre, sei que, quando boa parte destas virtudes de mim se despregarem
, NÃO PODEREI ESTAR MAIS PROFESSORA. Porque terei me tornado uma pessoa bem
MENOS sensível e MENOS capaz de enxergar no outro MAIS QUE UM NÚMERO DE CHAMADA;
mais que um CARNÊ de mensalidade; mais que uma possibilidade de BÔNUS... Além
disso, começarei a sentir DORESHORRÍVEIS; onde antes, habitavam os PEDACINHOS
COSTURADOS. O vazio continuará e as lembranças de tudo que foi SIGNIFICATIVO será o que restará, para
sempre, no meu relicário...
Este vídeo é MEU PRESENTE para meus ALUNOS; PAIS; COLEGAS PROFESSORES...
FELIZ DIA DOS PROFESSORES! FELIZ VIDA DE PROFESSOR!