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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

FILME RECOMENDADO: “PARA SEMPRE ALICE “ (STILL ALICE)

POR MARI MONTEIRO


Imagine a seguinte situação: num dia qualquer, no auge de sua carreira e da sua vida pessoal, de repente, começa a lhe “fugir” algumas palavras; palavras muito familiares ao seu cotidiano, à sua especialidade. Em outros momentos, você simplesmente não consegue voltar para casa após uma corrida feita há tempos no mesmo local. Preocupante, no mínimo...




No filme “PARA SEMPRE ALICE”, questões relacionadas ao Mal de Alzheimer são abordadas de modo IMPACTANTE e PROFUNDO. O que nos remete a muitas reflexões. Eu, particularmente, me “vesti” da personagem Alice e vivenciei todos os seus dramas e todos os seus medos. A propósito, medos que me rondam desde a infância: medo de esquecer rostos; olhares; nomes; lembranças; momentos... Deve ser daí que advém a minha “quase fixação” por retratos (não gosto de falar fotografias). Eles nos ajudam a relembrar, eternizam momentos que, obviamente, só podem voltar em nossas lembranças... Mas, e se eu me esquecesse de tudo?

Além disso, o roteiro traz abordagens muito interessantes sobre as alternativas encontradas por Alice para prorrogar o máximo possível suas lembranças.

Enfim, sempre que termino de ver um filme, fico com que mais me tocou. Posso contar isso aqui porque não considero um spoiler e a interpretação de filmes, livros etc é algo muito pessoal. Nesse caso, fico com a valorização dos pequenos acontecimentos que, muitas vezes, não passam despercebidos e; por isso, logo são esquecidos. No entanto, estes momentos podem ser as lembranças mais belas que temos de nossas vidas...

 
Para encerrar, por ora, quero compartilhar um texto no qual, empregando uma ironia peculiar, Rubem Alves complementa a temática abordada no filme. Vale a pena ler... Deleite-se e; sobretudo, não se esqueça dele tão cedo.




Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.



Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakovski suicidou-se. Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.



Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as ideias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem-unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme!) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou. Pensar é coisa muito perigosa...




Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.



 

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software, "equipamento macio". O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.




Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.




Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que chamar psiquiatras e neurologista, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele. Assim, para lidar com o software há que fazer uso de símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.




Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos do Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e de se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía do seu software era tão bonita que o seu hardware não suportou.




Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contraindicados. Já o rock pode ser tomado à vontade. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.




Seguindo esta receita você terá uma vida tranquila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.




terça-feira, 4 de agosto de 2015

EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: PROGRESSÃO CONTINUADA OU REGRESSÃO CONTINUADA? (CONTINUED PROGRESS OR REGRESSION CONTINUING?)

POR MARI MONTEIRO



PROGRESSÃO CONTINUADA. Eis um assunto que sempre trago à tona. Principalmente, quando chegam às minhas mãos atividades, no caso de Língua Portuguesa, relacionadas a alunos com muita dificuldade de aprendizagem. As atividades que vi hoje consistem em alguns ditados e escritas espontâneas de dois alunos de 5º ano. Eu escrevi 5º ano!!! Nestas atividades, os alunos, literalmente, apenas escreveram o próprio nome. As demais escritas eram ilegíveis. Porém, “DEDUZÍVEIS”! E, em minha opinião, é JUSTAMENTE NO FATO DE O PROFESSOR DEDUZIR O QUE ESTÁ ESCRITO É QUE ERRAMOS! E ERRAMOS FEIO! Seguem outras atividade de sondagem (é assim que chamam o procedimento "incansável" de verificar se o aluno evoluiu ou não - com ditado de palavras e frases!). ESTAS ATIVIDADES TAMBÉM SÃO DE ALUNOS QUE ESTÃO NO 5º ANO!!!


















Já disse isso em outras ocasiões. Não se trata de encontrar culpados; mas que eles existem, EXISTEM! Penso que, no exato momento em que foi colocada a expressão “PROGRESSÃO CONTINUADA”, ela soou bem, nos pareceu algo positivo; afinal, pensamos: “quem não quer progredir continuamente”? Eu até acredito na BOA INTENÇÃO DE TODOS. Mas, ao começarmos a ADIVINHAR O QUE ESTAVA ESCRITO NAS ATIVIDADES DOS ALUNOS QUE NÃO SABIAM ESCREVER, começamos também a traçar uma trajetória de fracassos relacionados ao aprendizado real e à possibilidade de continuidade nos estudos.


Daí surgiu a FAMIGERADA classificação (e não me importo com possíveis xingamentos de alguns colegas docentes, conheço profissionais que DEFENDEM de forma ferrenha esta “avaliação”) na qual os alunos são “classificados” em: alfabéticos; silábicos; silábicos sem valor; silábicos com valor; pré-silábicos...  Depois disso, percebi que estava tudo acabado. ADEUS EDUCAÇÃO DE QUALIDADE! Não sei exatamente há quantos anos a Progressão Continuada vem sendo praticada no Brasil. O que sei é isso NÃO MELHOROU EM NADA A QUALIDADE DA NOSSA EDUCAÇÃO. Caso contrário, o Brasil não ocuparia uma posição tão vergonhosa no Ranking Mundial de Educação.


http://www.cartacapital.com.br/educacao/brasil-e-60o-de-76-paises-em-ranking-de-educacao-8400.html




Sempre me posicionei de forma muito objetiva quanto a referida forma de classificação que, para mim, nada mais é do que uma forma “rebuscada” de justificar  QUALQUER MÍNIMO SUPOSTO AVANÇO que o aluno tenha de um bimestre para outro para APROVÁ-LO, sob o pretexto de que ele EVOLUIU. E meus questionamentos sempre foram:

- Evoluiu ao ponto de ser aprovado E ACOMPANHAR OS CONTEÚDOS da série seguinte?

- Até que ponto aprovar o aluno que NÃO SABE é positivo pra ele?

- Como será a continuidade do trabalho pedagógico do professor da série seguinte? Ele também ficará ADIVINHANDO O QUE O ALUNO ESCREVE e, com base nisso, decidirá se ele “passou de fase”, ganhou “vida extra” ou foi game over?

- Há quem defenda que o aluno não pode repetir, pois se sentirá excluído e marginalizado. Pra essas pessoas, eu pergunto: “E quem (e o que) impedirá que ele se sinta excluído e marginalizado numa sala de sexto ano consciente de que não está conseguindo acompanhar as aulas, os conteúdos, os colegas???”. APROVAR ALUNO QUE NÃO ESTÁ APTO TAMBÉM É EXCLUIR. Apenas se adia a exclusão.

- E, no caso do 5º ano, onde sempre atuei e discuti de forma mais incisiva a progressão continuada, o aluno cujas leitura e escrita são completamente deficientes  e que, claro, será  aprovado para o SEXTO ANO, continuará sendo ATENDIDO E ENTENDIDO pelos professores de cada área?




Sobre este último questionamento, sempre soube a resposta, porque atuei também no Fundamental II e no Ensino Médio.  A resposta é: NÃO. ELE NÃO SERÁ ATENDIDO E ENTENDIDO e, muito menos, tratado como foi no Fundamental I. E os motivos são óbvios e até justos:

- subentende-se que se o aluno está no sexto ano, minimamente, ele escreve com autonomia e lê com uma fluência suficiente para dar conta do aprendizado dos conteúdos;

- a dinâmica de ensino é outra, muitos professores, mais matérias e cada professor com sua “metodologia”;

- cada professor possui um número mais elevado de alunos (tanto por sala como no total de sua turmas/séries).


Eu disse que os motivos são óbvios. Tão óbvios que, mesmo por isso, até podem passar despercebidos (quero crer) por aqueles que aprovam os alunos sem as devidas condições. Soma-se a isso a necessidade de PONDERAR SOBRE COMO O ALUNO COM DIFICULDADE SE SENTIRÁ NO GRUPO. Ou seja, o provável aumento das dificuldades de aprendizagem minará sua autoestima e sua segurança. Uma vez inseguro e sentindo-se incapaz, a evasão é apenas uma questão de tempo.






Aqui cabe uma ilustração, mais que isso, um fato que ocorreu no primeiro dia em que voltei pra escola neste semestre. Reencontrei uma aluna que não via há uns sete anos. Estava no portão da escola e ela chegou com sua mãe e foi logo me abraçando e dizendo: “Prô, que saudade!”. Não fosse esta frase, talvez eu não entendesse nada. Ela está muito diferente. Uma moça alta, maquiada, de salto alto. Foi minha aluna no  ano 5º ano (APROVADA PELO CONSELHO COM RECOMENDAÇÃO DE REFORÇO NA SÉRIE POSTERIOR – balela, nunca encontrei nenhum aluno com dificuldade no Fundamental II, que  estivesse tendo reforço.). Conforme a gente foi se falando, depois de alguns segundos, já me lembrava até do lugar em que ela se sentava na sala. E, eu com minha mania de acreditar sempre no melhor, fiz a pergunta clichê: “ E então, está terminando o Ensino Médio?”... Silêncio! A mãe se apressou em dizer: “Nada professora, ela largou de mão os estudo (sic).” “Oi? Como assim criatura?” – Ninguém estranha, sempre foi meu jeito de falar com todos meus alunos. A mãe se apressou em explicar já que a moça abaixou a cabeça constrangida.

- Ela deixou no sexto ano professora. Foi mais não. Agora a gente veio fazer a inscrição pra ela terminar os estudos, pra poder trabalhar.

“Entendi. Faz bem.” Disse eu à mãe, me lembrando de uma faixa da EJA (Educação de Jovens e de Adultos) em frente á escola informando os prazos de inscrição para os cursos.


Alguns (talvez muitos), EQUIVOCADAMENTE, que sou favorável à reprovação. Para constar, deixo claro o seguinte: não acredito em uma educação que permite que o aluno “saia” do 3º ano do Ensino Fundamental I sem saber ler e escrever. Surgiu há pouco, não sei precisar agora, o PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (ver mais no link: http://pacto.mec.gov.br/component/content/article/2-uncategorised/53-entendento-o-pacto ), que é quando? Aos oito anos de idade. Bingo! Eu nunca estive de tudo errada. Sou a favor de uma APROVAÇÃO CONSCIENTE E REAL, inclusive para os pais, eles merecem saber o que o aluno sabe ou não  e a QUALIDADE do que ele sabe. Logo, entre aprovar um aluno sem saber ou reprová-lo para que ele, no mínimo, continue contando com um atendimento mais individualizado e com possibilidades de reforço efetivo, eu reprovaria sem a menor culpa.


Enfim, este é um assunto para infindáveis páginas e discussões. Por ora, ficarei por aqui frustrada com as constatações de um fracasso escolar que, acredito, ganhou “forças” com  a tal progressão continuada que, na verdade, não oportuniza nenhum progresso; ao contrário, ficamos (professores e alunos) andando em círculos ou, pior, REGREDINDO.  Visualizar esta situação pode ser mais fácil do que parece. COLOQUE-SE NO LUGAR DE ALGUÉM QUE NÃO ESTÁ APTO PARA PROSSEGUIR OS ESTUDOS (para ser aprovado, é assim que aparecem na documentação), pense como você (ou um filho seu) se sentiria quando os professores do 6º ano dissessem coisas do tipo: “Abram as apostilas e leiam a página 32.” (considerando que você também será convidado a ler); “Agora produzam um texto a partir do tema escrito na lousa para ser entregue no final desta aula”... Pensou? Visualizou o que faria nas situações colocadas? Gostou da sensação? Então. É isso. Caso tenha gostado ou ficado indiferente, lamento sua falta de sensibilidade. Agora, se algo te deixou desconfortável, repense a progressão automática. Ou melhor, pensemos juntos sobre o que ela “PROMOVE”.



terça-feira, 21 de julho de 2015

SÉRIE IMPRESSÕES: “A CIVILIZAÇÃO DO ESPETÁCULO”, OBRA DE MARIO VARGAS LLOSA ("CIVILIZATION OF SHOW", MARIO VARGAS LLOSA)

POR MARI MONTEIRO

Primeiramente, é essencial conhecer ainda que minimamente o autor da obra que dá origem ao título deste artigo. Mario Vargas Llosa (1936) é um escritor, jornalista, ensaísta e político peruano, que foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 2010.  Jorge Mario Pedro Vargas Llosa (1939) nasceu em Arequipa, no Peru, no dia 26 de março de 1936. Passou sua infância na cidade de Conchabamba na Bolívia. De volta ao Peru, estudou Direito e Letras na Universidade de San Marcos, em Lima. Em 1959 muda-se para Madri, onde ingressa no Doutorado em Filosofia e Letras.


Em sua obra: “A CIVILIZAÇÃO DO ESPETÁCULO”, Llosa trata de aspectos importantíssimos inerentes à modernidade e ao avanço tecnológico; mais especificamente, à instantaneidade  a  ela vinculado. Um dos aspectos refere-se ao crescente PODER DA IMAGEM SOBRE A PALAVRA. “(...) Agora, a palavra está cada vez mais subordinada à imagem. E também à música, signo de identidade das novas gerações, cujas músicas pop, folk ou rock criam um espaço envolvente, um mundo no qual escrever, estudar e COMUNICAR-SE PESSOALMENTE (...)” Llosa, 2013:19. A esse “fenômeno” Llosa denomina “DETERIORAÇÃO DA PALAVRA. O que, acredito, seria um excelente título de uma pesquisa acadêmica.



Especificamente no tocante à cultura e à “mudança de visão e  de entendimento sobre  este conceito”, o autor chama  a atenção para o fato de que a cultura verdadeira perdeu espaço para o que é comercializado, fazendo com que haja uma dicotomia entre PREÇO e VALOR. Inclusive, ele menciona: “(...) Para essa nova cultura são essenciais a produção industrial maciça e o sucesso comercial. A distinção entre preço e valor se apagou ambos agora são um só, tendo o primeiro absorvido e anulado o segundo.




Outro aspecto muito interessante abordado por Llosa é a tendência de que a Literatura desapareça. Segundo ele, a Literatura tal como se conheceu e se valorizou há séculos deixará de existir. Primeiro, porque não terá mais lucratividade e segundo, e LAMENTÁVEL, porque não terá público leitor para obras clássicas ou contemporâneas que tenham uma escrita elaborada (como deve ser – grifo meu), porque o indivíduo não terá paciência, nem compreensão e, conseqüentemente, interesse pela leitura de escritos mais elaborados.


Sou professora de Literatura no ensino Médio e posso garantir que Liosa está coberto de razão quando afirma que a Literatura terá de se tornar cada vez mais light e superficial se quiser sobreviver. ISSO É MUITO TRISTE. Sobretudo, pela perda da cultura acumulada pela humanidade; pela riqueza dos vocabulários empregados e pelo esmero com que as grandes obras (clássicas ou contemporâneas) são escritas. Exemplo disso é o Twitter, em que a pessoa deve resumir suas idéias em 145 caracteres...


Gostei tanto desta obra que escreveria páginas e mais páginas sobre Llosa e os fatores que desencadeiam a formação da sociedade do espetáculo (multiplicação das indústrias de diversão; a democratização da cultura, que foi erroneamente confundida com o ato de trivializar da cultura... qualquer “coisa” é cultura). Fato é que, na civilização do espetáculo, a maioria de nós vive com A  CÔMODA IMPRESSÃO DE QUE SOMOS CULTOS SEM O MÍNIMO ESFORÇO INTELECTUAL.



Então, para fazer jus à defesa de Llosa sobre uma cultura “real”, aquela que exige esforço intelectual; capacidade de selecionar entre esta ou aquela música, este ou aquele filme... Não falarei mai sobre nenhum aspecto da obra. Porém, finalizo afirmando que estamos nos desviando tanto do que deve (e merece) ser considerada cultura que, caso não trabalhemos (individual e coletivamente) sobre este tema, muito em breve TUDO, exatamente tudo SERÁ CONSIDERADO CULTURA, que  equivale  a afirmar que não haverá mais necessidade de se empenhar, histórica e socialmente, para “produzir” cultura. SEREMOS (se é que já não somos) uma CIVILIZAÇÃO TOTALMENTE ACULTURADA, que só valoriza o ESPETÁCULO, mas sem a mínima pretensão de buscar conteúdos ou  conhecimentos (e não falo apenas de conhecimento acadêmico não, falo da cultura de quem conhece “SEU CHÃO”, que traz “CAUSOS” sobre suas raízes, que correm o risco de se perder no tempo...), apenas LUZES, CORES E O MÍNIMO DE PALAVRAS POSSÍVEIS.

domingo, 12 de julho de 2015

ELABORAÇÃO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO SEM TRAUMAS! (PREPARATION WORK WITHOUT TRAUMA COURSE COMPLETION!)

POR MARI MONTEIRO




Antes de começar um texto extremamente técnico e OBJETIVO sobre a elaboração de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), preciso informar que ALGUNS PROFESSORES, MESTRES, DOUTORES E O ESCAMBAU  parecem ter a única função de COMPLICAR A S COISAS E FAZER TODO MUNDO GARRAR ÓDIO DE UM TRABALHO TÃO IMPORTANTE. Entendo bem isso. Presenciei  muito isso enquanto lecionei para o Ensino Médio. Em escolas de boa qualidade, é muito normal que os alunos realizem, ao final do EM, um TCC. 


Acredito nesta proposta. É interessante fornecer ao aluno uma noção mais próxima possível da vida acadêmica. A questão é há professores que EXAGERAM. Gente, “os meninos” estão no ENSINO MÉDIO. Considerem aspectos como: falta de preparo nos anos anteriores; maturidade. Conhecimento científico suficiente etc. Caso contrário, ao invés de prepará-los e incentivá-los, estaremos fazendo com que eles temam a vida acadêmica.


Dito isso, esclareço que para a realização de um BOM TCC é necessário, antes de tudo, PAIXÃO PELA ÁREA DE ESTUDO ESCOLHIDA E PELO TEMA. Quando a gente não gosta do temas, não vai rolar. E aí reside um grande problema com alguns PROFESSORES ORIENTADORES. Ilustríssimos Professores e Mestres, o tema precisa ser INTERESSANTE para o ALUNO/ACADÊMICO e não um tema que apenas atenda as expectativas de professores limitados a esta ou àquela área. Então, deem - lhes a LIBERDADE DE ESCOLHA. O que pode acontecer, com tempo, através de algumas pesquisas sobre possíveis temas atraentes para os alunos. Uma vez gostando do tema, o resto é pesquisa e PESQUISA REQUER PAIXÃO. No mais, a ABNT não deixa espaço para muita coisa. A escrita e a formatação é muito técnica. E DEVE SER ASSIM. Precisamos ESCREVER BEM e FALAR BEM. Assim, fica fácil? Não. Mas, ao menos existe uma maior possibilidade da elaboração de um TCC com excelente qualidade. Pois, uma vez apaixonado pelo seu tema, o aluno vai se engajar como nunca na pesquisa. Saberá sobre o assunto e conseguirá escrever sobre ele dialogando com os AUTORES que já se apropriaram do tema escolhido.  Lembrem – se UM TCC É UMA COLCHA DE RETALHOS FEITA A MUITAS MÃOS, suas mãos e as mãos de muitos outros pesquisadores.


OBS.1 - Nunca é demais lembrar a GRAVIDADE das escritas que envolvem PLÁGIO.

2 – O Google é um mecanismo de busca. Nunca confie no primeiro link que encontrar.

3 – Não recorra a “TCCs PRONTOS”, disponíveis na rede. Eles não refletem suas idéias. Além disso, você terá a ilusão de que foi “esperto”; mas, na verdade, terá deixado de aprender muita coisa!


BOA LEITURA E BOM TRABALHO!





1 – Diferença entre TEMA e TÍTULO:

Muitos estudantes comumente tendem a confundir o tema de seus TCC’s, com o título efetivamente dado para tal trabalho. Sim, existe diferença entre estes dois itens.
O tema do TCC remete à área que se pretende abordar, ao assunto que se pretende dissertar, estudar e aprofundar.

O título do TCC é como a frase de chamada. Deve ser atraente, instigante, inovador, como o de um livro, que através de sua capa enseja uma mensagem, detém certo marketing, um poder de atração que leva o consumir a comprá-lo.

Nesse sentido, ao delimitar o tema da Monografia, o aluno deve ter em mente seu objeto de estudo. Proporcionalmente, ao eleger o título da Monografia, deve elaborar sua frase de chamada, seu atrativo, com efeito, que proporcione impacto, peso, significância, remetendo ao conteúdo de forma interessante e criativa.

Nada mais monótono para um orientador que receber um trabalho monográfico que estampe na capa: “Ensino superior privado no Brasil”, de um aluno que expresse o questionamento da qualidade e da autenticidade dos diplomas adquiridos em instituições de ensino privadas, com pouca, ou talvez nenhuma excelência. Melhor seria ilustrar o título da seguinte maneira: E o diploma, está à venda?

Do modo supracitado, certamente uma Monografia será apresentada de modo a suscitar interesse, entusiasmo do leitor, e sendo este o orientador, melhor conceito final.


2 - ETAPAS

Elaboração do Projeto;
Análise e aprovação do projeto;
Elaborar referencial teórico  de modo a contemplar os capítulos (dica: uma vez decidido o tema e limitado o título, elabore os títulos dos capítulos  de modo a apresentar o assunto de uma forma seqüencial e satisfatória);
Coleta de dados (caso haja pesquisa de campo);
Tabulação e análise dos dados;
Elaboração do documento (escrita dos capítulos);
Revisão final gradativa dos capítulos pelo Professor Orientador (recomendável);
Revisão final;
Entrega do TCC;
Socialização do TCC (apresentação do TCC quando for o caso).

3 -  ELABORAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

► ROTEIRO DO TCC
A estrutura do TCC é composta de três partes básicas, denominadas de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, em cada uma destas partes existem elementos que podem ser obrigatórios e opcionais. A sequência destes elementos está apresentada a seguir. Elementos Pré-textuais:
►Capa (obrigatório);
►Folha de rosto (obrigatório);
►Declaração de Autoria (obrigatório);
►Folha de aprovação (obrigatório);
►Dedicatória (opcional);
►Agradecimentos (opcional);
►Epígrafe (opcional);
►Resumo (obrigatório);
►Sumário (obrigatório);
►Lista de ilustrações (opcional);
►Lista de abreviaturas (opcional);
►Lista de símbolos (opcional).
►Elementos Textuais:
►Introdução (obrigatório);
►Desenvolvimento (obrigatório);
►Conclusão (obrigatório).
►Elementos Pós-textuais: Obras Consultadas (obrigatório);
►Apêndice (opcional);
►Anexo (opcional);
►Glossário (opcional).

4 - NORMAS A SEREM SEGUIDAS NA ELABORAÇÃO DOS DOCUMENTOS

Nesta seção são apresentadas algumas orientações relacionadas à forma de organização e digitação dos trabalhos, seguindo as normas estabelecidas pela ABNT. Para maiores detalhes devem ser consultadas as respectivas normas, procurando sempre verificar se elas estão atualizadas, tendo em vista que periodicamente algumas delas são reeditadas contendo modificações.

4.1 CAPA

A capa é o elemento inicial de um trabalho acadêmico e é indispensável para sua identificação. Nas normas da ABNT são apresentados quais dados devem ser incluídos, bem como indica a sequência a ser adotada. No entanto não são apresentadas nenhuma menção das medidas, espacejamento e tamanho de letras. Segundo a NBR 14724, “o projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho”.


4.2 FOLHA DE ROSTO

A folha de rosto apresenta a mesma distribuição da capa do trabalho, sendo retirados os nomes da instituição, GPA e curso; e incluído a natureza do trabalho, que é digitado na linha 23, recuo a esquerda de 8 centímetros, espaçamento simples, fonte 10 e justificado. A natureza do trabalho deve ser seguido do objetivo (Trabalho de Conclusão de Curso ..., avaliação, etc), do nome da instituição (UNIVAG – Centro Universitário de Várzea Grande), e nome do(s) orientador(es) ou do coordenador.


4.3 FOLHA DE APROVAÇÃO

A norma da ABNT, publicada em 2001, tornou este elemento obrigatório, em todos os trabalhos científicos. A folha de aprovação deve conter:
►nome do autor (ou autores) do trabalho;
►título (por extenso) e subtítulo (se houver);
►natureza do trabalho;
►objetivo visado pelo trabalho;
►nome da instituição a que o trabalho é submetido;
►área de concentração;
►data da aprovação;
►nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.


 4.4 RESUMO

O resumo deve ser redigido em um único parágrafo, em espaço simples, com aproximadamente 300 palavras, contendo título, autor, professor-orientador e abaixo do resumo 03 (três) palavras chaves. O conteúdo do texto deve expressar o Assunto, o Problema, o Objetivo, a Metodologia, o Resultado e a Conclusão a que se chegou depois de realizada a pesquisa, por isso é o último texto a ser redigido na monografia.

4.5 SUMÁRIO

Tem a finalidade de facilitar a localização dos assuntos. Deve indicar todos os elementos estruturais (títulos, subtítulos e seções), na mesma ordem e grafia em que aparecem no texto. O sumário pode ser gerado de forma fácil, utilizando o processador de texto Word. Primeiro é necessário selecionar os títulos, um a um, e na caixa de estilo, mudar de normal para o nível do título que foi selecionado (Título 1, Titulo 2 ...). Entende-se por título 1, aqueles sem numeração (exemplo: INTRODUÇÃO) ou que possui apenas um algarismo arábico. Quando é escrito com dois algarismos, como no caso desta seção 3.2, é considerado título dois. Após a definição de todos os títulos, basta posicionar o cursor no local onde deverá ser incluído o sumário e realizar os seguintes procedimentos: Inserir (barra de menu), referência, índices, índice analítico, ok. Se o documento apresentar mais de três níveis de título, é só alterar antes de clicar ok o número de níveis a serem mostrados.


4.6 INTRODUÇÃO

Texto que tem a função de informar ao leitor o que foi desenvolvido na pesquisa, mostrando uma abordagem geral do tema, a finalidade (objetivo geral), a justificativa, o problema de pesquisa, as hipóteses, a metodologia, bem como as seções que compõem o trabalho de forma resumida e objetiva, sem apresentar análises detalhadas, podendo-se inclusive, fazer algumas colocações pertinentes à conclusão.




4.7 DESENVOLVIMENTO

Constitui a parte mais preciosa do estudo onde todos os segmentos serão analisados detalhadamente. Deve ser subdividido em vários capítulos visando facilitar a apresentação dos dados coletados, das pesquisas e análises realizadas, das argumentações desenvolvidas, das propostas pertinentes e dos resultados alcançados nos diversos assuntos abordados, que estão diretamente relacionados ao objetivo geral e aos objetivos específicos do trabalho.

A título de padronização serão exigidos que o TCC apresente no mínimo: um capítulo de fundamentação teórica, um capítulo expressando a metodologia utilizada no estudo (ver item 7 do Roteiro de Projeto) e um capítulo de análise dos resultados obtidos na pesquisa. A análise de resultados deverá discutir os dados obtidos e relacioná-los com a fundamentação teórica apresentada no capítulo inicial, é neste item que se apresenta as tabelas, gráficos e respostas obtidas nos instrumentos de coleta de dados.

A linguagem utilizada em todo o trabalho é impessoal, não se utilizando termos como: verificamos, observamos, concluímos, observei, utilizei, analisei etc. Palavras como “eu acho”, “talvez se ...”, jamais devem ser empregadas em um trabalho científico. Parte  crucial a ser trabalhada, porque exige maior tempo de pesquisa para gerar os textos, as tabelas, os gráficos e as citações. Daí, a razão de ser indicado um professor orientador para acompanhar o acadêmico na sua elaboração.
Independente do tema pressupõe-se que um TCC deva conter no mínimo 60 (sessenta) páginas.


4.8 CONCLUSÃO

Este é o último texto a ser elaborado, não precisando que se recorra a qualquer referencial. Nesta parte do documento são apresentados os resultados obtidos de forma clara e objetiva, sempre centrando nos objetivos do trabalho e do problema que deu origem à investigação. Também são apresentadas sugestões para novas pesquisas e estudos sobre o assunto abordado, ou de aspectos específicos e importantes que foram identificados no decorrer do trabalho e não foi tratado por não estarem relacionados aos objetivos específicos do estudo realizado ou por questões de tempo e custo.


4.9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Segundo a ABNT, referência é um conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite a sua identificação individual. No caso específico de referência bibliográfica, ela deve situar-se após a conclusão do trabalho nos elementos pós-textuais, antes dos apêndices e anexos.

4.10 APÊNDICES E ANEXO

Apêndice é um elemento opcional, elaborado pelo próprio autor(es) do trabalho e trata-se de um documento, texto, formulário de coleta de dados, artigo ou outro material qualquer, que se destina a complementar as ideias desenvolvidas no seu decorrer.

O anexo também é um elemento opcional e de suporte ao estudo realizado. No anexo é incluído o material que não foi elaborado pelo autor da pesquisa.



5 - NORMAS DA ABNT QUANTO A FOLHA, ESPAÇAMENTO E DIGITAÇÃO.

5.1 Tamanho do papel e margens
Utilizar papel formato A4 (21,0 cm de largura por 29,7 cm de altura) de cor branca. As margens devem ter as seguintes dimensões 3: margem superior 3,0 cm; inferior 2,0 cm; esquerda 3,0 cm e direita 2,0 cm.

5.2 Tamanho e tipo de fonte
O tamanho da fonte recomendado para o texto do corpo do trabalho é 12. Nos títulos das seções e suas subdivisões o tamanho da fonte não deve ser mudado, mantendo também 12. No caso da citação direta ou textual (transcrição) com três ou mais linhas, denominada citação longa 4, bem como em notas de rodapé o tamanho de fonte a ser utilizado é a 10. A ABNT não determina um tipo de letra (fonte) a ser utilizado, entretanto recomenda o uso dos tipos Times New Roman ou Arial. Com o objetivo de padronizar os trabalhos a serem desenvolvidos optou-se pelo tipo Arial.

5.3 Espaçamento entre linhas
Espaçamento entre linhas para o texto em geral, estabelecido na última norma da ABNT é o duplo, entretanto neste manual está sendo adotado, para os elementos textuais, o espaçamento de 1,5 linha, visando economizar papel e custos com as cópias dos documentos produzidos. Para evitar a inclusão de uma linha após cada parágrafo do texto, é possível formatar o espaçamento depois do parágrafo com 12 pt. 5

5.4 Espaçamento entre parágrafos              
A ABNT não faz menção ao espaço entre parágrafos, nas suas últimas normas (FURASTÉ, 2006). Para facilitar a leitura e por questões estéticas será adotado o espaço depois do parágrafo de 12 pt, que equivale ao espaço de uma linha. Os procedimentos para realizar este tipo de formatação utilizando um processador de texto estãoexplicados na nota de rodapé na subseção anterior.



5.5 Numeração das páginas
A posição da numeração das páginas deve ser no início (parte superior - cabeçalho) e o alinhamento a ser adotado é à direita, isto é, canto superior direito, a dois centímetros das bordas (superior e direita)6. Todas as páginas são contadas (a partir da folha de rosto, não é considerado na contagem a capa do documento), entretanto a numeração não aparece na parte pré-textual. A numeração só é escrita a partir da primeira página da parte textual (NBR 14724, 2001, p.5). A numeração é feita em números arábicos.
Quando houver apêndice ou anexo, suas páginas serão também numeradas, obedecendo a sequência e a forma apresentada no parágrafo anterior.

5.6 Numeração dos títulos
Os títulos que recebem indicativos numéricos devem ficar alinhados à esquerda, com o numeral separado por um único espaço. A distância da borda superior é de três centímetros, portanto, inicia-se logo na primeira linha da página. O texto deve iniciar na linha seguinte logo após o título.


6 - RECOMENDAÇÕES PARA A APRESENTAÇÃO ORAL DO TCC (quando for o caso):
►Chegar 30 minutos antes do horário estipulado para sua apresentação;
► Procurar apresentar-se polidamente à banca examinadora, sem usar chavões ou outros maus hábitos de linguagem oral. Evitar intimidades;
► Apresentar com simplicidade oral, sem utilizar períodos longos, ou dizer-se especialista no tema da pesquisa, para não ser antipático perante a banca;
►Informar primeiramente o tema do TCC e citar os pontos básicos a serem abordados, tais como: o professor orientador, o problema e os objetivos;
► Fazer a introdução da monografia (é o resumo da INTRODUÇÃO)
►Deslanchar a apresentação particularizada de cada ponto (títulos, contidos nos capítulos), sem ser prolixo;
►Finalizar a apresentação com a CONCLUSÃO;
►Colocar-se à disposição da banca examinadora, para quaisquer esclarecimentos;
►Sugere-se a manutenção da polidez, através do agradecimento à audiência da banca examinadora.


5-  CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Serão considerados, para fins de avaliação:
►A busca de orientação e atendimento às pontuações do professor-orientador;
►O cumprimento de todas as etapas;
►A observância dos prazos;
►O empenho na fase de coleta de dados, processamento e análise dos resultados;
►A estética do Projeto e do Trabalho Final, seguindo as Normas da ABNT e as orientações deste manual;
►A redação deve ser impessoal, sem erros gramaticais e de digitação, texto coerente e com boa argumentação;
►O conteúdo apresentado (abrangência, clareza, precisão, concisão, autoria e originalidade);
►A pesquisa bibliográfica é suficiente para atender ao problema;
►A análise dos dados coletada está embasada nos teóricos mencionados nos capítulos iniciais;
► A defesa oral do trabalho (desenvoltura e participação na apresentação).




Fontes:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 6p.
_______. NBR 6023: Informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24p.
_______. NBR 6024: Numeração progressiva das seções de um documento. Rio de Janeiro: ABNT, 1982. 2p.
_______. NBR 10520: Informação e documentação: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7p.
ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. 174 p.
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE – UNIVAG. Manual do Trabalho Integrado do Curso de Administração.Várzea Grande, 2006 (mimeo)
_______. Normas para elaboração e apresentação do trabalho de conclusão de curso de Ciências Contábeis. Várzea Grande, 2005 (mimeo)
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para Trabalhos Científicos: Elaboração e formatação. 14.ed. Porto Alegre: Dáctilo – Plus, 2006. 307 p.
OLIVEIRA, Leila Barros Cardoso. Manual para apresentação de monografias, dissertações e teses da Universidade Católica de Brasília. 2ª ed.Brasília: Universia, 2004. 56 p.

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