SINOPSE: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade,
que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem
deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco.
Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria,
o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se
esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz.
Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam
expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas
existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle
- e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente. (Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-196960/
acesso em 06/07/2016)
Filme vencedor do Oscar de Melhor Animação deste ano,
“Divertida Mente”, indicado para faixa etária a partir dos seis anos de idade,
em minha opinião exige um tanto mais de maturidade para compreensão da
enriquecedora mensagem incutida na obra. O que equivale afirmar que quanto
maior o grau de abstração do público maior e mais profunda será a leitura feita
do enredo.
Conforme dito na sinopse, os sentimentos que habitam a mente
de Riley se “movem” de acordo com as circunstâncias em que se insere a
personagem. De um modo pedagógico,
pode-se dizer cada sentimento resulta num tipo de consequência. O enredo é
elaborado de tal forma que é impossível para quem assiste não se colocar no
lugar de Riley, o que deixa a trama mais emocionante e dinâmica.
Durante o filme é possível, inclusive, sentir os impactos
que as palavras POSITIVAS E/OU NEGATIVAS têm para o nosso processo de formação
implicando os campos social, físico e emocional. De acordo com o enredo,
criamos ILHAS DE PERSONALIDADE compostas pelas nossas memórias mais
significativas. Quanto mais ricas e positivas as memórias, mais belas e sólidas
são as nossas ilhas.
Aliando tecnologia e humanismo, a Pixar desenvolveu uma
animação que nos faz desejar realizar um “passeio” dentro do próprio cérebro.
Um passeio para reorganizar as memórias; para priorizar umas e apagar
outras. Que vontade que tive de possuir
uma espécie de aspirador de memórias para sugar todas as lembranças e as
informações inúteis e tristes que ocupam lugar na minha mente para ceder espaço
para outras mais felizes e significativas. Confesso que já tenho um, mas queria
um mais potente. (rsrs)
Outro aspecto que me chamou a atenção foi a classificação
das memórias. Existem as memórias de longo prazo, as recentes... E assim por
diante que ficam organizadas em prateleiras. Tive uma sensação muito boa quando
percebi esta “organização”. Ingenuamente, passou pela minha mente que eu poso
fazer o mesmo com minhas lembranças.
Para que os sentimento “positivos” predominem sobre os demais. Não seria
ótimo?! Mesmo porque, a expressão “cair no esquecimento” é literal no roteiro.
Enfim, trata-se de mais uma “ferramenta pedagógica” que,
através do entretenimento, pode ser empregada para a realização das mais
diversas atividades interdisciplinares e em todas as séries e segmentos do
Ensino Fundamental e Médio. (VER PROJETO CINEMA EM CENA – contato: marimonteiro10@hotmail.com).
“Tentei não me manifestar SOBRE
ORLANDO. Mas, sou mãe e alguém que possua o mínimo grau de empatia não fica
indiferente a algo assim: o filho se despedindo da mãe (de dentro da boate). Aí
o pai do assassino se desculpa e diz que o "o filho não precisava fazer
isso, porque Deus julgará os gays depois."... Ah!!! PQP!!! Vamos dar
"um reset" , definitivamente, a humanidade não deu certo...” (Post na
minha timeline/ Facebook em 13/06/2016).
Quando escrevo repetidas vezes que
TUDO passa pela EDUCAÇÃO (seja ela formal ou informal e, preferencialmente, as
duas), não estou exagerando. Não vejo espaço nas grades curriculares – ao menos
aqui no Brasil – para atividades e/ ou discussões que incentivem a cultura da
paz; da tolerância; da empatia.
Dirão-me: “Mas existem as Leis, os
PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), que oferecem ‘espaço e suporte’ para
atividades relacionadas a Temas Transversais.” Si. Existem. Mas, na prática,
NUNCA VI NINGUÉM FAZER USO DELES. É como um vestido lindo e caro que compramos
e deixamos no cabide, de enfeite, para colorir o guarda – roupa.
Sem me limitar apenas a discussões acerca da intolerância homofóbica ou religiosa, quero abranger todas as formas de intolerância; pó que chamarei de
INTOLERÂNCIA AO DIFERENTE, seja este “diferente” no que for: cor; raça; etnia;
credo; gênero... Isso é muito complexo? Pode ser. Então, comecemos pensando
raso: os intolerantes a um determinado gênero musical por exemplo. O que há de
errado nisso? O que nos impede de CONHECER e de RESPEITAR as pessoas que são e
que não gostam dos mesmos gêneros musicais que nós? Não gosto de funk; mas,
tolero. O que não significa que vou CONSUMIR as músicas e frequentar bailes funk e que, muito menos, vou entrar num baile com uma arma potente e atirar em
dezenas de pessoas, porque não gostam do mesmo estilo musical que eu, porque
não se comportam como eu acho que deveriam.
É exatamente isso que ESCOLAS e
FAMÍLIAS devem ensinar desde cedo: compreender os diferentes e respeitá-los.
NÃO HÁ TOLERÂNCIA SEM COMPREENSÃO. E, quando digo, “desde cedo”, quero dizer,
desde o nascimento até a morte. O que é difícil para nós adultos. Alguns de nós
crescemos sem a mínima tolerância (por parte dos adultos em geral: professores;
parentes etc) com nossos hábito e jeito de ser. E, uma vez que eu, adulta,
estou escrevendo este artigo, me ocorre que isso é uma prova de que a
TOLERÂNCIA É APRENDIDA. Eu, assim como muitos outros da minha geração, aprendi a
ser tolerante, justamente a partir da intolerância dos outros.
Nesse aprendizado, os “porquês’ são
essenciais; porém, até com as perguntas não há mais paciência, não há
tolerância. Diante de um questionamento,
a maioria de nós se esquiva ou responde que não sabe. Por exemplo, o que
você responderia hoje para um aluno de
sete anos que lhe perguntasse algo como: “Por que mataram aquele monte
de gente lá nos Estados Unidos?” Já posso ouvir dizerem; “Ah, mas uma criança
de sete anos jamais perguntaria isso?” É
exatamente aí que está o problema. O
correto seria perguntar. Vivemos na Era Digital; as crianças são perspicazes. A questão é o
“direcionamento’ dado em casa; o que assiste; o que vê na internet; quais são
as brincadeiras etc. Pois há lares em que as crianças são proibidas de ver os
noticiários porque traumatizam; mas, podem brincar com games violentos; ver
novelas... “Malhação” e afins.
Enfim, seria saudável se as crianças
perguntassem e – mais saudável
ainda se os professores respondessem com
base nos FATOS – isso em todas a s séries do ensino e iniciassem discussões a
respeito. Porém, ao contrário, tanto a escola como a família, “fogem” do
enfrentamento, da discussão (por preguiça, despreparo, sei lá...). Fato é
que, isso contribui indiretamente para a
manutenção do ódio. Estaria eu sendo por demais áspera? Creio que não. E mais.
Acredito que não há ninguém, neste momento, em uma sala de aula (independente
de série) promovendo um debate sobre este assunto. Tudo “se restringe” a
desabafos e a protestos nas Redes
Sociais, o que – convenhamos – já é alguma coisa. Mas não o suficiente para
EDUCAR PARA A TOLERÂNCIA.
No balanço das inscrições para o
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016, o Ministério da Educação (MEC)
divulgou que, no total, foram registradas 9.276.328 inscrições. O número é
superior ao da edição de 2015, que teve 8.478.096 inscritos, mas ainda inferior
ao recorde de 2014, que bateu 9,5 milhões. (Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/enem-2016-registrou-9-2-milhoes-inscritos-951287.shtml
- acesso em 25/05/2016)
Apesar de não ultrapassar o número
de inscritos de 2014, o aumento ocorrido em 2016, no mínimo, representa dois
aspectos. Primeiro, os estudantes ainda acreditam e apostam numa oportunidade
de realizar o Ensino Superior como forma de viver melhor. Segundo, apesar da crise
que assola o país no que diz respeito especificamente à educação, quando até
bem poucos dias atrás haviam ainda várias escolas ocupadas pelos alunos e por
alguns professores, os alunos se inscreveram. O que, de certa forma, “derruba”
o paradigma de que para se inscreverem no ENEM os professores precisam ficar
falando e os lembrando dos prazos, importância etc.
Inclusive, através de reportagens
e das redes sociais, sabemos que em algumas escolas os alunos passavam boa parte
do tempo estudando em grupo e com o auxilio de professores. Independente de
eventuais (e isolados) casos de vandalismo, vejo com bons olhos este movimento.
Em todos os discursos realizados pelos
estudantes, além da aclamada justiça acerca da merenda escolar, a pauta era a
MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO.E,
diante de uma reivindicação destas, não pra dizer que a culpa pela péssima
qualidade da educação é do desinteresse da maioria dos ALUNOS.
Fonte: UNESCO - 2015
Não quero fazer o papel de
advogado do diabo; mas, os alunos têm toda razão. E mais: na ocasião das primeiras
ocupações em São Paulo, eles provaram de seu poder, fazendo com que o Governo revogasse
um decreto já publicado em Diário Oficial e voltasse atrás na questão da
reorganização escolar. Foi um grande feito. Conseguiram o que muitas vezes o
Sindicato dos Professores não conseguiu. Isso demonstra um elevado nível de
consciência por parte dos estudantes. Eles sabem o quanto o mercado de trabalho
tem se estreitado e o quanto isso torna difícil a ascensão profissional em um
país que ocupa um dos últimos lugares no ranking mundial de educação.
A verdade é que, há tempos,
professores e alunos, vêm sendo sacrificados com os baixos investimentos na
Educação e com o descaso das autoridades, o que gera falta de estrutura;
péssima remuneração... E por aí vai. Uma série de aspectos mais profundos surge
deste caos: descontentamento; evasão escolar; falta de professores (pelos mais
variados e JUSTOS motivos) e o que chamo de DE – SÂ – NI – MO PEDAGÓGICO.
Converse com um professor no domingo à noite e veja sua animação pra retomar a
semana.
Fato é que os estudantes estão
demonstrando VONTADE de alterar o estado de coisas na educação e, consequentemente,
nas demais esferas sociais. A maioria deles anseia por frequentar uma boa Universidade. Logo, está dada a largada. Caso haja interesse
sincero por parte das autoridades e dos profissionais docentes, acredito que
seja possível dar um novo rumo à educação brasileira. O que equivale a afirmar
que será possível aos estudantes brasileiros sonharem com vagas em
Universidades conceituadas, tanto no Brasil como fora do país. Continuaremos falando sobre isso por aqui... Esperamos
resultados cada vez mais positivos. ME – RE – CE – MOS.
Detalhes à parte, este é “apenas” mais um tema em que o
Brasil ocupa um péssimo lugar no ranking mundial. Ocupamos péssimos lugares também
em saúde pública; educação e segurança. Por outro lado, somos muito bons em
corrupção; em penas injustas; em impunidades; em perder para a Seleção Alemã... (rs).Enfim.
Fato é que o que menos precisamos agora é de notícias como
esta: SOMOS IGNORANTES. SOMOS? Em minha opinião, lamentavelmente, somos. Há
vários fatos e circunstâncias que comprovam isso. Reivindicamos as “coisas”
erradas nos momentos certos, mas da forma errada. Exemplifico. Na questão
política; por exemplo, ao invés de lutarmos pela NÃO OBRIGATORIEDADE DO VOTO;
de pesquisarmos sobre os candidatos antes de votar, a gente os elege, reelege
e, depois, queremos bons resultados. A gente espera até tudo transbordar pra,
depois, se dar conta de que estamos na merda. É como colocar uma tranca nova
numa porta arrombada.
Mais um aspecto que contribui para essa nossa “fama”: a descarada desigualdade social. Habitamos um país imenso, com muitos recursos (pelo menos, eram muitos...), no
qual a minoria (geralmente através de engôdos políticos) detém muito dinheiro.
E sabemos que é dinheiro sujo. DINHEIRO ROUBADO. Enriquecimento ilícito é coisa
antiga neste país.
Retomando a pesquisa que diz sobre nossa ignorância;
assim como alguns leitores comentaram, eu também pensaria em outras questões
para apurar o “tamanho da nossa ignorância”.
Como, por exemplo:
- Você conhece os governantes de seu país?
- Qual é o regime político adotado no Brasil?
- Você realiza algum tipo de pesquisa sobre os candidatos
nos quais vota?
- Quantas pessoas sem emprego você conhece? Contudo, a partir das perguntas acima, talvez o resultado fosse ainda pior; pois, apesar do amplo acesso às informações, nos falta o mais importante: INTERPRETÁ-LAS. Neste caso, talvez fôssemos os primeiros colocados...
Na verdade, esta reportagem é só um gancho para falar um
pouco do que estamos passando. Exatamente hoje, vivemos um capítulo que se, por
um lado mostra a força do povo brasileiro; por outro, nos envergonha histórica e
socialmente. Viramos, literalmente, PIADA no EXTERIOR e há mais de décadas
Renato cantava: “TERCEIRO MUNDO SE FOR. PIADA NO EXTERIOR.” Mal sabia ele que
seríamos mais que isso... Que nosso país cairia em DESCRÉDITO MUNDIAL.
No impeachment de Fernando Collor, provavelmente por conta
da tecnologia de que dispomos agora, tudo pareceu mais lento e “distante”. Mas,
desta vez, ás coisas acontecem dentro da nossa casa. Sabemos de tudo em tempo
real. E, desta forma, tudo parece mais aflitivo. Pode ser que existam pessoas
alheias a tudo isso... Não sei. Mas, a grande maioria de nós está acompanhando
tudo de muito perto. O que, particularmente, faz com que o brasileiro se sinta
mais angustiado para ver a resolução (ou indícios de uma possível resolução) de
tantos problemas. A impressão que tenho é que dormimos num país e acordamos num
lugar pior, ética e politicamente falando.
Isso sem contar a instantaneidade com que os fatos viram "memes" na internet. Quase simultaneamente, os políticos e os respectivos escândalos
são postados nas redes sociais e ganham espaço, virando polêmica ou piada
dependendo do leitor. O aspecto positivo disso é que, querendo ou não;
brincando ou levando a sério; muito mais pessoas “discutem política” hoje do
que alguns anos atrás.
E, mesmo depois de hoje (dia da votação no Senado Federal), ainda teremos muito que fazer. Há
muito a percorrer até que possamos retomar certa estabilidade econômica e isso,
não sei quanto a vocês, mas me atinge de forma muito pesada e incisiva. Minha
preocupação com o “PLANETA DO NETO DO MEU FILHO”, agora, cedeu lugar para o “BRASIL
DO MEU FILHO” tamanha incerteza sobre o futuro. Por exemplo, digamos que pudéssemos realizar uma eleição direta
daqui a três meses, qual seria seu candidato? Porque eu não tenho ninguém em mente.
Por onde olho só vejo sujeira. Não consigo pensar em ninguém capaz de minimizar
impactos; de estancar este efeito dominó que envolve desemprego; alta da
inflação etc. A propósito, sei de casos de suicídio por dívidas, pessoas que
trabalhavam e honravam seus compromissos e não conseguiram mais pagar suas
casas, prestações, alimentos etc.
Conheço pessoas que estão
deprimidas por conta da falta de emprego e, pior, pela falta de esperança.
Enfim, o país está um puteiro no que se refere à governabilidade;
à ética e à credibilidade. Usei o verbo “estar” e não verbo “ser” de esperançosa
que sou. Fico imaginando vivos: Ariano Suassuna; Darcy Ribeiro; Rubem Alves; Paulo
Freire... E tantos outros. Que tristeza! De minha parte, assumo que sinto nojo
de tudo isso. Amo meu país; mas, se pudesse, iria embora daqui por uns dez anos...
Isolaria-me intencionalmente, pra ficar sem noticias e voltaria dez anos depois
pra ver no que tudo se transformou... Minha
esperança é que, parafraseando meu avô, “nada fique como antes no quartel de Abrantes”.
São tantos temas e tantos dramas tão importantes e fugazes,
que mal assimilamos uma informação, chegam outras e mais outras... E a intenção
é esta mesmo: NÃO SOBRAR TEMPO PARA QUE NOS DEBRUCEMOS SOBRE NENHUM ASSUNTO AO
PONTO DE ENTENDÊ-LO. Assim tem sido em todos os âmbitos: político, social,
econômico e afetivo. E, como ouço desde criança, “vamos empurrando com a
barriga”. E algumas pessoas fazem isso literalmente. É o caso dos adultos cuja
obesidade tomou uma proporção imensa e a pessoa acha que está “tudo bem”.
Lamentavelmente, se isola e fica numa ZONA DE CONFORTO IMAGINÁRIA. Sem
generalizar, obviamente, mas não sabemos lidar com nossos dramas pessoais e a
obesidade é uma deles. E se, nós, adultos, não sabemos, imaginem as crianças.
No caso das crianças, a cada ano que passa é possível
observar o aumento da obesidade e suas consequências. Na maioria dos casos, a origem – além dos
péssimos hábitos alimentares – está no sedentarismo “hereditário”. O termo
“hereditário”, empregado no título, carece de uma breve justificativa. Ocorre
que, baseada em observações de grupos de famílias em locais de lazer como
praças de alimentação, restaurantes, praias e piscinas e também nas crianças em
ambientes escolares (especificamente no Ensino Fundamental I, cuja faixa etária
está entre 6 e 9 ou 10 anos de idade), é possível concluir, sem muito esforço,
que quando as crianças são obesas, os pais também o são ou, em alguns casos,
pelo menos um dos dois (pai ou mãe) o é.
A partir desta observação, é possível supor que, muito
provavelmente, os pais não praticam atividades físicas, nem de forma individual
e nem em grupo; ou seja, raramente, vemos os membros de uma família pedalando,
jogando bola ou caminhando juntos. Soma – se a esta constatação o fato de que
as crianças já nascem tendo tudo à mão. É a “Lei do Mínimo Esforço”.
Para fins de “justificativa”, tanto para o sedentarismo,
como para a obesidade, não faltam argumentos. Porém, o principal deles é a
famosa FALTA DE TEMPO: “não sobra tempo para o lazer”; “chegamos muito tarde em
casa”; “tenho dupla (ou tripla) jornada de trabalho e, quando chego em casa,
quero mais é me deitar”. Isso tudo procede na maioria dos lares? Sim! É muito
difícil conciliar trabalho, família, estudos e atividades físicas? Sim! Muito!
A questão é que precisamos pensar a médio e
a longo prazo. Ou seja, o que consideramos “saudável” e necessário à
nossa saúde e bem estar no momento, que é, PRIORITARIAMENTE DESCANSAR, COMER E
DORMIR, mais adiante nos trará vários problemas de saúde. Há uma parcela da população
apresentando problemas de saúde como diabetes e de pressão alta, por exemplo,
com idade cada vez menor.
Sobre nossos péssimos hábitos alimentares, as justificativas
são muito parecidas: “comenos muito fora, porque não tenho tempo pra fazer
almoço e jantar todos os dias”; “fazemos lanche no jantar, porque estamos
cansados e é mais prático.” Contudo, no caso da alimentação, há um agravante: o
ato de comer “por impulso”. Às vezes, comemos tão rapidamente que nem
saboreamos a alimentação ou prestamos atenção às suas cores e às texturas. E
tudo isso junto contribui para o aumento de peso, o que funciona mais ou menos
como um “efeito dominó”: os maus hábitos de alimentação mais o sedentarismo
levam à obesidade infantil, que leva à baixa autoestima, que leva ao isolamento,
que, eventualmente, leva à depressão e outros problemas que se agravam com a adolescência
como bulimia ou anorexia.
Nas fases da infância e da adolescência surge, ainda, outra
questão que carece de cuidados e de soluções: o bullying. Neste caso, o
bullying relacionado especificamente à obesidade. Não é raro andarmos pelos
corredores das escolas e salas de aula e nos depararmos com alunos com blusões
largos de moletom e com capuz. Às vezes, nem está frio, mas está lá a pessoa
tentando se esconder. Isso é triste. Ainda mais quando um adulto (adultos são
bons em questão de insensibilidade) diz na frente de todo mundo algo assim:
“ESTÁ DOENTE GAROTO (A)? TIRE ESTA BLUSA AGORA!”. É preciso ter um mínimo de
TATO, quando lidamos com GENTE, e isso deveria ser “OBRIGATÓRIO” nas escolas,
já que supostamente é um local onde (também supostamente) reina a educação (só
que não!).
“(...) A criança obesa é muito afetada pelo bullying, já que
a forma de seu corpo gera insultos e apelidos, causando isolamento e depressão.
É preciso ajuda mútua entre pais e professores para combater as agressões. Os
pais devem ficar atentos aos sinais dos filhos, como falta de interesse pela
escola, choros frequentes, sentimento de raiva. A escola tem o papel de
orientar o fim dessa prática e punir, visando à aprendizagem, os alunos que
realizarem o bullying.(...)” Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO
É aí que entra o papel da escola que, é claro, não pode dar
conta de todos os “problemas extraclasses” inerentes aos alunos. Por isso,
acredito que o CURRÍCULO ESCOLAR CARECE DE UMA REVISÃO URGENTE no que se refere
aos conteúdos de ensino: o que é realmente importante ensinar e aprender? Neste
impasse, chegamos a trabalhar “no automático”; na correria dos dias e das
informações; porém com menos profundidade, com menos compreensão e com menos
DISCERNIMENTO. Deveríamos pensar numa maneira de incorporar questões
relacionadas à saúde (física e emocional) desde cedo nos conteúdos de ensino.
Muitos dirão (principalmente os profissionais mais conteudistas que
conhecemos): “pra isso existem as aulas de ciências e de Educação Física!”.
Não. Não é disso que estou falando. Isso é muito pouco, principalmente nas cargas
horárias destinadas a estas disciplinas. Falo de “ESPAÇO” no currículo para que
os professores (desde a Educação Infantil) possam trabalhar tais aspectos. O
que demanda menor número de alunos por sala; infraestrutura; formação etc.
Porém, enquanto isso não acontece, nós, enquanto docentes
ficamos duplamente frustrados. Isso porque, por um lado, os alunos não aprendem
de fato (DE FATO! com fluência na leitura e na interpretação e com habilidades
indiscutíveis em raciocínio lógico) e, por outro, porque não temos alunos
FELIZES CONSIGO MESMOS (muito menos nós ficamos felizes conosco mesmos),
críticos, corajosos, ousados, curiosos e POLIDOS...
Há, ainda, a questão do desperdício. É impressionante como
vemos nas escolas, em casa, em restaurantes o tanto de alimentos que são
deixados no prato e/ou jogados no lixo. Parte desta atitude abominável é fruto
de uma educação que não ensina à criança sobre a origem dos alimentos. Existem
crianças (com as quais já conversei) que acreditam cegamente que o leite “dá” em
caixinhas longa vida. Não conhecem nada (na prática ou “in loco”) sobre
agricultura, pecuária e similar. Esta
falta de conhecimento contribui para o desperdício; sobretudo, porque, parece
fácil demais conseguir alimentos. Estão nas prateleiras, nos “fast foods”. Eis
outra atividade que deveria ser contemplada no currículo escolar: o
reconhecimento e a valorização dos alimentos a partir do entendimento do
processo integral de produção.
A seguir, um vídeo onde Michelle Obama dança com os alunos de um aescola que faz uma campanha contra o sedentarismo!!! Demais"Uptown Funk"
Para finalizar, entendo que o ato de se alimentar constitui
um evento cultural que, se assim fosse visto e entendido, tornaria educação (ou
a reeducação alimentar) menos complexa. Tal evento passa pelo fato de unir as
pessoas; de observar cores e formas dos alimentos (o comer com os olhos);
saborear todos os alimentos, sentindo sua textura SEM PRESSA. Tais comportamentos seriam de grande valia no
combate, por exemplo, à gula. Desde pequena, a criança deve aprender a comer
pequenas porções e saboreá-las, mastigá-las devagar. O que, comprovadamente,
acelera o processo de saciedade, fazendo com que seja ingerida uma quantidade
menor de alimentos. E, dada a realidade em que as crianças são criadas, em sua
maioria em creches e escolas, cabe à escola o fundamental (e até urgente) papel
de contribuir significativamente para sanar tais questões; ao invés de ficar
tentando solucionar problemas, focar mais na REEDUCAÇÃO ALIMENTAR; NAS
ATIVIDADES FÍSICAS e , consequentemente, no combate à obesidade infantil.
Nada contra o esporte. Muito pelo contrário. Tenho plena e total admiração pelas mais diversas modalidades esportivas. E, como cidadã brasileira que sou, obviamente, fiquei feliz quando o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas 2016. Porém, e quem saberia que, agora, faltando poucos meses para as Olimpíadas, estaríamos vivenciando um CAOS GERAL? Muito além da questão do IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, há questões que carecem de atenção por todo país. Contudo, neste artigo, me deterei às carências e aos perigos aos quais está submetida toda a população do Rio de Janeiro. Não que nos outros estados não aconteça o mesmo, por vezes é até pior. Mas quem sediará as olimpíadas 2016? O Rio de Janeiro.
Ocorre que neste estado (em outros também...) existem milhares de servidores públicos ativos e inativos com pagamentos atrasados. E, em plena crise política e econômica, este fato adquire um “peso’” e um efeito ainda maior. Imagine você atrasando todas as suas despesas domésticas? Todas elas serão acrescidas de juros; mas seu salário, não. Então, além da perda do poder aquisitivo que temos tido ao longo dos anos por falta de aumento justo de salários, a pessoa pagará juros... Ou não. Há chefes de família que não estão conseguindo pagar nem mesmo os serviços básicos como? Energia, água, telefone etc.
Ainda há o desemprego, cujo índice cresce vertiginosamente. Neste caso, imagine-se procurando emprego, sem dinheiro sequer para a condução, passando em frente às obras para as Olimpíadas: belos ginásios, Vila Olímpica etc. Certamente, que sabemos que se trata de um investimento que atrairá o turismo por um tempo; que as imagens transmitidas para o Mundo no decorrer dos Jogos Olímpicos serão “DESCARADAMENTE MAQUIADAS”... E depois? E quando os Jogos acabarem e os turistas e os atletas forem embora? Quem pagará a conta? Até hoje existem estádios feitos para a Copa que nunca mais sequer se aproximaram da lotação. O retorno através das vendas e do turismo em geral pode até solucionar alguns problemas. Mas serão soluções paliativas. Herdaremos todos um prejuízo enorme após as Olimpíadas. Os gastos com as Olimpíadas já passam de 36 bilhões de reais. UM ABSURDO! (Mais detalhes em http//www.brasilpost.com.br/2015/08/21/custo-rio-2016_n_8020688.html acesso 19 de abril de 2016)
E quanto à crise na saúde pública? Os turistas terão postos de atendimento preferencial; pagarão – eventualmente – serviços de saúde privados? E a estrutura montada para o atendimento dos atletas? Enquanto isso, nos “BASTIDORES E NOS CORREDORES” dos hospitais públicos, as pessoas continuarão como agora SEM O MÍNIMO DE DECÊNCIA NO ATENDIMENTO e as doenças se PROLIFERANDO. Para o Mundo que assistirá as olimpíadas pela TV, será passada (VENDIDA) outra imagem: a cidade maravilhosa, lindas praias, lindas mulheres, boa comida, ótima infraestrutura (até dói escrever isso!). Para os turistas que vierem para o Brasil, tapete vermelho para eles: bons hotéis; boa comida; transporte etc. Enquanto isso, nas ruas dos guetos, nas vielas e nas favelas... Mais uma coisinha, Coréia do Norte, lança UNIFORME OLÍMPICO REPELENTE... veja mais no link abaixo:
Enfim, não poderia deixar de escrever sobre esse evento num blog sobre Educação. Apesar de me sentir “pequenininha”, me posiciono. E, neste exato momento, posso lhes garantir que meu sentimento é de TRISTEZA por saber de uma realidade que vem se arrastando e que não mudará após as Olimpíadas... Quiçá não piorar e de VERGONHA ALHEIA, porque acompanho esportes do Mundo todo e admiro a organização e o respeito com que são tratados atletas e públicos, e a vergonha é exatamente por saber que, no caso da maioria dos países, esse tratamento e este respeito CONSTITUEM PARTE DA CULTURA DE DETERMINADOS PAÍSES; ou seja, eles existem independentemente de da realização de eventos e da presença de turistas e da cobertura da mídia. Um exemplo disso é segurança no Rio de janeiro. Durante as Olimpíadas, segurança máxima para turistas, público e atletas... Depois, tudo voltará ao normal. E o normal, no caso, é bala perdida matando inocentes; tráfico pesado de armas e drogas e chacinas.