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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

E TUDO MUDOU... (AND EVERYTHING CHANGED ...)



O rouge virou blush 

O pó-de-arroz virou pó-compacto 

O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor 

A Lycra virou stretch 

Anabela virou plataforma 

O corpete virou porta-seios 


Que virou sutiã 

Que virou lib 

Que virou silicone 

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento

 

Escova virou chapinha 


"Problemas de moça” viraram TPM 


Confete virou M&M’s 

A crise de nervos virou estresse 

A chita virou viscose. 

A purpurina virou glitter 

A brilhantina virou mousse 

Os halteres viraram bomba 

A ergométrica virou spinning 

A tanga virou fio dental 

E o fio dental virou anti-séptico bucal 

Ninguém mais vê… 

Ping-Pong virou Babaloo 

O a-la-carte virou self-service 

A tristeza, depressão 

O espaguete virou Miojo pronto 

A paquera virou pegação 

A gafieira virou dança de salão 

O que era praça virou shopping 

A areia virou ringue 

A caneta virou teclado 

O long play virou CD 

A fita de vídeo é DVD 

O CD já é MP3 

É um filho onde éramos seis 

O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail 

O namoro agora é virtual 

A cantada virou torpedo 

E do “não” não se tem medo 

O break virou street 

O samba, pagode 

O carnaval de rua virou Sapucaí 

O folclore brasileiro, halloween 

O piano agora é teclado, também 

O forró de sanfona ficou eletrônico 

Fortificante não é mais Biotônico 

Bicicleta virou Bis 

Polícia e ladrão virou counter strike 

Folhetins são novelas de TV 

Fauna e flora a desaparecer 

Lobato virou Paulo Coelho 

Caetano virou um chato 

Chico sumiu da FM e TV 

Baby se converteu 

RPM desapareceu 

Elis ressuscitou em Maria Rita? 


Gal virou fênix 

Raul e Renato, Cássia e Cazuza, 

Lennon e Elvis, Todos anjos Agora só tocam lira… 

A AIDS virou gripe 

A bala antes encontrada agora é perdida 

A violência está coisa maldita! 

A maconha é calmante 

O professor é agora o facilitador 

As lições já não importam mais 

A guerra superou a paz 

E a sociedade ficou incapaz… … De tudo. 

Inclusive de notar essas diferenças 

(Por Luis Fernando Veríssimo)



Que notemos sempre o que muda e o que nos faz mudar… Para melhor.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ENEM 2017 – A IMPORTÂNCIA DE ESCREVER UMA BOA REDAÇÃO (ENEM 2017 - THE IMPORTANCE OF PREPARING A GOOD WRITING)

POR MARI MONTEIRO



Uma das etapas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) que causa  mais ansiedade é a redação. São vários os motivos. Desde a dificuldade de “passar para o papel os próprios pensamentos” até cumprir  as exigências da prova.  De um modo geral, as pessoas tem apresentado uma dificuldade cada vez maior para escrever. São vários e óbvios os fatores que contribuem para tal dificuldade:

-  a prevalência de textos cada vez mais curtos na internet;

- a abreviação constante de palavras;

- a falta de debates e de rodas de conversas producentes nas escolas;

- a maioria dos contatos sociais é feito via aplicativos;

- empobrecimento do vocabulário devido à falta de leitura. 


Especificamente, no caso do ENEM, é solicitado o gênero dissertativo argumentativo. Trata-se de um texto opinativo que se  organiza na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. Nele, a opinião é fundamentada com explicações e argumentos, para formar a opinião do leitor ou ouvinte, tentando convencê-lo de que a ideia  defendida está correta. É preciso, portanto, expor e explicar ideias. Daí a sua dupla natureza: é argumentativo porque defende uma tese, uma opinião, e é  dissertativo porque se utiliza de explicações para justificá-la. Seu objetivo é, em última análise, convencer ou tentar convencer o leitor  mediante a apresentação de razões, em face da evidência de provas e à luz de um raciocínio coerente e consistente. A sua redação atenderá às exigências de elaboração de um texto  dissertativo-argumentativo se combinar dois princípios de estruturação: 


I – apresentar uma tese, desenvolver  justificativas para comprovar essa tese e uma conclusão que dê um fecho à discussão elaborada no texto, compondo o  processo argumentativo.

II – utilizar estratégias  argumentativas para expor o problema discutido no  texto e detalhar os argumentos utilizados. 

ATENÇÃO! Um texto dissertativo difere de um texto dissertativo-argumentativo por não haver a necessidade de demonstrar a verdade de uma ideia, ou tese, mas apenas de expô-la. Você deve evitar elaborar um texto de caráter apenas dissertativo, ou seja, expor um aspecto relacionado ao tema sem defender uma posição, sem defender uma tese. Isso não atenderá às exigências para avaliação dessa competência. 

Uma das etapas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) que causa  mais ansiedade é a redação. São vários os motivos. Desde a dificuldade de “passar para o papel os próprios pensamentos” até cumprir  as exigências da prova.  De acordo com as orientações do ENEM a prova de redação deve obedecer aos seguintes quesitos: 


► A compreensão da  proposta de redação e a utilização de seus conhecimentos de mundo para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo- argumentativo. Ou seja, é preciso que você elabore um texto que apresente, claramente, uma tese a ser defendida e os argumentos que justifiquem a posição assumida por você em relação à temática levantada pela proposta de redação, mantendo-se nos limites do tema. Nesse aspecto, um tema constitui a essência das ideias sobre as quais a tese se organiza. Em âmbito mais  abrangente, o assunto recebe uma delimitação através do tema. Ou seja, um assunto pode ser abordado por diferentes temas. Seguem algumas recomendações para essa elaboração:
 


a) leia com atenção a proposta da redação e os textos motivadores, para compreender bem o que está sendo solicitado; b) evite ficar preso às ideias desenvolvidas nos textos motivadores, porque foram apresentados apenas para despertar uma reflexão sobre o tema e não para limitar sua criatividade;
 c) não copie trechos dos textos motivadores. Lembre-se de que eles foram apresentados apenas para despertar seus conhecimentos sobre o tema;
 d) reflita sobre o tema proposto para decidir como abordá-lo, qual será seu ponto de vista e quais os  argumentos que vai utilizar para defendê-lo;
 e) reúna todas as ideias que lhe ocorrerem sobre o tema, procurando  organizá-las em uma estrutura coerente para usá-las no desenvolvimento do seu texto;
 f) desenvolva o tema de forma consistente, de modo que o leitor possa acompanhar o seu raciocínio facilmente, o que significa que a progressão textual é fluente e articulada com o projeto do texto;
 g) lembre-se de que cada parágrafo deve desenvolver um tópico frasal;
 h) examine, com atenção, a introdução e a conclusão para ver se há  coerência entre o início e o fim;
 i) utilize informações de várias áreas do conhecimento, demonstrando que você está atualizado em relação ao que acontece no mundo;
 j) evite recorrer a reflexões previsíveis, que demonstram pouca originalidade no desenvolvimento do tema proposto;
 k) mantenha-se dentro dos limites do tema proposto, tomando cuidado para não se afastar do seu foco. Esse é um dos principais problemas identificados nas redações. Nesse caso, duas situações podem ocorrer: fuga total ao tema ou fuga parcial ao tema. 


► domínio do  padrão escrito formal da língua. Você já aprendeu que as pessoas não escrevem e falam do mesmo modo, uma vez que são processos diferentes, cada qual com características próprias adequadas ao contexto de uso. Na escrita formal, por exemplo, deve-se evitar o emprego repetido de palavras, como “e”, “aí”, “daí”, “então”, próprias de um uso mais informal, para relacionar ideias. Por isso, para atender a essa exigência, você precisa ter consciência da  distinção entre modalidade escrita e oral, bem como entre registro formal e  informal. Outra diferença entre as duas modalidades diz respeito à constituição das frases. No registro oral informal, elas são muitas vezes fragmentadas, já que os interlocutores podem complementar as informações com o contexto em que o diálogo ocorre, mas, no registro escrito formal, as frases precisam ter as informações completas, porque o leitor não conta com os dados da situação. A entonação, recurso expressivo importante da oralidade, e as pausas, que  conferem coerência ao texto, são muitas vezes marcadas, na escrita, por meio dos sinais de pontuação. Por isso, as regras de pontuação assumem também essa  função lógica de organização do texto. Na redação do seu texto, você deve procurar ser claro, objetivo, direto;  empregar um vocabulário mais variado e preciso do que o que utiliza quando fala e seguir as regras prescritas pela norma padrão da Língua Portuguesa. 


Dentre os possíveis temas para a Redação 2017, estão: 

- Tecnologia e sociedade: Tecnovícios

- Saúde: Obesidade 

- Educação: BullyingInternet

- Notícias falsas

-Meio ambiente: responsabilidade ambiental

-Presídios superlotados

- Preconceito linguístico

- Desafios da mobilidade urbana

- A ocupação dos espaços públicos

- Respeito aos direitos do público LGBT

-  Respeito X Tolerância  


Um exercício importante é  escrever um texto argumentativo sobre cada um dos temas citados e, alguns dias depois, reler fazendo a  correção e reescrever cada um deles ou, ainda, submetê-los à avaliação de professores e amigos.


Outras ações bem interessantes e que ajudam muito na elaboração de um bom texto é assistir a debates; entrevistas e até mesmo ouvir músicas cujas letras sejam ricas em conteúdos. Isso porque o conhecimento de sinônimos é de extrema importância para enriquecer o texto  e; sobretudo, para NÃO REPETIR PALAVRAS E/OU EXPRESSÕES.



Atenção: a redação receberá nota 0 (zero) se apresentar uma das características a seguir:


► fuga total ao tema;
► não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
►  texto com até 7 (sete) linhas;
► impropérios, desenhos ou outras formas propositais de anulação;
► desrespeito aos direitos humanos (desconsideração da  Competência 5); e
► folha de redação em branco, mesmo que tenha sido escrita no  rascunho.



Além de atentar para as orientações acima, é interessante ter em mente duas ações que sempre enfatizo com meus alunos: 


- ESCREVA, ANTES, COM O CORAÇÃO. EM SEGUIDA, RELEIA E REESCREVA COM  A RAZÃO; OU SEJA, DE  MODO CRÍTICO, COMO SE O TEXTO NÃO FOSSE SEU.

- OS PARÁGRAFOS DEVEM ESTAR RELACIONADOS ENTRE SI E COM O TEMA.

- O TEXTO DEVE SER CONVINCENTE. LEMBRE-SE: OUTRAS PESSOAS DEVEM COMPREENDER SEU TEXTO. E VOCÊ NÃO ESTARÁ LÁ PARA “TIRAR DÚVIDAS” DOS LEITORES QUE O CORRIGIRÃO. 


Desejo  a todos uma excelente prova!Um abraço meu ( da Mimo rsrs).
 https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/redacao-para-o-enem-e-vestibular/professores-indicam-temas-para-a-redacao-do-enem-2017 (acesso em 26/09/2017) 


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

BRASIL DOENTE: UM ARTIGO INACABADO (SICK BRAZIL: AN UNFINISHED ARTICLE)

POR MARI MONTEIRO


Não sei bem como repercute fora do Brasil o que estamos vivenciando por aqui. Também não tenho a intenção de estabelecer comparativos propositais. Mas, de alguma forma, surgirão algumas inevitáveis comparações. Já que um dos temas é a corrupção, a primeira coisa que ouço é: “corrupção existe em todo o mundo.” Compreendo. A questão principal são as diferentes “formas de tratamento” que os corruptos recebem em cada lugar.

Enquanto brasileiros e otimistas natos,  somos tidos  como sinônimos de sambódromos e de estádios lotados, o que aumenta nossa  dificuldade para ADMITIR A DOENÇA que predomina entre nós. Condicionaram-nos a pensar: “Tá ruim, mas tá bom.”  Acrescenta-se a isso as dificuldades para encarar um tratamento e tentar a cura. Tudo contribui para o surgimento de uma “espécie” de epidemia: a APATIA COLETIVA. A impressão que tenho é de que o PAÍS DORMIU.

SINTOMAS: desânimo; fome; medo; baixa ou nenhuma autoestima; sensação de impotência geral; falta de perspectivas; insônia; raiva; dores em todo o corpo; impaciência; tristeza; náuseas constantes; pensamentos negativos; suicídios; depressão; carência afetiva; pensamento desordenado; dificuldade de planejamento a médio e longo prazos; esquecimento; bloqueio mental; dificuldade de se expressar e de dialogar; ausência de criatividade.
OBS. Os sintomas não aparecem na ordem mencionada. Fato é que a maioria de nós apresenta ao menos TRÊS destes sintomas em algum momento do dia... De todo dia.


CAUSAS: corrupção; injustiça; descaso; educação ruim; violência; imoralidade; desrespeito; sistema de saúde falido; desemprego; intolerância; pobreza; retrocessos; mentiras constantes; ganância; egoísmo; falta de acesso à cultura; impunidade; falta de cumprimento das leis; preconceitos de toda ordem.


TRATAMENTO:  reiniciar literalmente.
Empaquei aqui neste trecho... Ajudem. Só sei que o  tratamento não tem DATA PREVISTA PRA COMEÇAR e   apenas terá possibilidade de êxito se for COLETIVO.

PREVISÃO DE CURA: inexistente.

GARANTIA DE CURA: nenhuma.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

NOSSA CASA: DESCANSO OU CONFINAMENTO? (OUR HOUSE: REST OR CONFINEMENT?)

POR MARI MONTEIRO

A maioria de nós já entrou numa casa em que não se sentiu nem um pouco à vontade. Comigo já aconteceu diversas vezes. Toco a  campainha, a pessoa abre a porta e parece que se abre um portal. Tudo impecável. Parecem aqueles apartamentos decorados pra visitação. Até o “entre” dito assusta, porque a gente fica sem saber se tira ou não os sapatos... E o “sente-se”? Que medo! A gente logo afasta as almofadas, porque vai que amassem? Olho em volta e nada além de oura  assepsia e brilho. Não me mexo até  a pessoa chegar. Daí por diante é tudo solenidade. Isso não é uma visita a uma casa. Assemelha mais a uma visita ao dentista e olhe lá. 


Não misturemos as coisas. Gosto de ambientes limpos. Vocês também. Falo da frieza e da intimidação presentes em alguns lugares. A desarrumação é sinal de presença e não de falta de higiene. Por exemplo, não posso com pó. Tenho asma. Meu quarto está sempre limpo; mas os livros  estão sempre fora do lugar, raramente acho o controle remoto, as almofadas e travesseiros rodando pela cama... Bijuterias soltas ou enroscadas em algum lugar... Por quê? Porque uso meu quarto.  Estou lhe fazendo um convite à desorganização? NÃO!  De modo algum. Conheço e amo muitas pessoas que chegam a ser obsessivas por organização e, nem por isso, me afasto delas... Porém, eu no meu quarto e  elas nos delas. TOC... Só se for pra bater na porta. (rsrs) 


Em  contrapartida, existem casas que nos abraçam... A gente mal entra e é recebida com um abraço. Sabe aquele clichê: “não repare a bagunça”? Pois é. Prefiro isso.  De um modo geral, o que chamamos de bagunça não é bagunça e, muito menos, sujeira, é uma desarrumação normal. São coisas fora do lugar, porque mexeram nelas e  tem gente ali. 


E isso não nada  a ver com classe social. Já me  senti péssima em mansões  e completamente acolhida em barracos. Já ouvi mentiras e hipocrisias em fartas mesas de jantar com talheres de prata e já me fartei de comer e de rir em cadeiras simples segurando um  prato esmaltado nas mãos. 


Enfim, casa boa de morar pra mim é um lugar onde não me sinta hóspede. Onde meu corpo descanse e minha alma s e sinta completamente livre. É um lugar  como descreve nosso grande Drummond, em seu poema: “Casa arrumada”:


"Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. 

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... 

Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida... Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. 

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. 

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto... 

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... 

E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. 

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. 

Arrume a sua casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela... E reconhecer nela o seu lugar."

 


terça-feira, 15 de agosto de 2017

O PODER DAS PALAVRAS POSITIVAS (THE POWER OF POSITIVE WORDS)

POR MARI MONTEIRO




Não faz muito tempo, pedi  - através de um post no Facebook -  que meus amigos registrassem a primeira palavra positiva que lhes viesse à mente. FOI ENCANTADOR! A princípio não sabia exatamente o que faria com tantas palavras,  a intenção era apenas “LER  COISAS BOAS”. Porém,  depois de ler as palavras, percebi que muitas se repetiam. Decidi fazer uma espécie de ranking das palavras consideradas mais positivas e que, consequentemente, nos fazem bem. Foram mais de duzentas participações entre comentários  e manifestações “in box”. Grata surpresa. A propósito, estava devendo aos MEUS MIMOS.

Dentre as tantas palavras registradas (mais de cinquenta), citarei as cinco primeiras para, juntamente com vocês,  tentar justificar tais escolhas.  São elas:

1 – AMOR
2 – FÉ
3 – RESPEITO
4 – GRATIDÃO
5 – PACIÊNCIA

A velocidade e a fluidez das informações têm sido – a meu ver – as grandes vilãs da comunicação e do êxito das relações humanas. Em meio a este “CAOS TECNOLÓGICO”, a gente se perde na superficialidade das coisas da vida.  Com isso as definições das palavras se tornam cada vez mais rasas.


Diante disso, este artigo será escrito com PAUSAS INTENCIONAIS entre os comentários de uma palavra e outra (Confessemos.  Dá uma preguicinha só de pensar... rs) da lista. Justamente para comprovar para nós mesmos o quanto estamos nos tornamos cada vez mais preguiçosos, mais lentos para pensar e impacientes para alcançar alguma conclusão ou a algum contraponto que nos agrade ou que satisfaça nossos anseios e nossas curiosidades, virtudes estas que também estão respirando através de aparelho (nem me desculparei pelo trocadilho). Então, quando chegarmos à expressão: “PAUSA PARA O PENSAMENTO”, nós encontraremos alguns gatilhos para provocar nossa mente... Do contrário, sem as nossas reflexões, de que valeria esta leitura?




Não fiquei surpresa que a palavra mais citada tenha sido “AMOR”. Imediatamente pensei: “Será que todos nós definimos amor da mesma maneira?”. Penso que não. Sabemos que existem diferentes tipos de amo e diferentes formas de amar. O amor entre pais e filhos é bem diferente do amor entre duas pessoas que se amam. Tem o poli amor; tem o amor fraterno; tem o amor platônico; tem o amor incondicional e tem o amor próprio. Outro questionamento que me ocorreu foi: “É possível viver sem sentir amor?”. Sobre isso, também penso que não. Eu não saberia e desconheço quem nunca tenha amado.

PAUSA PARA O PENSAMENTO: A quem amo? Qual é a qualidade do meu amor? Amo incondicionalmente alguém? Amo coisas ou apenas pessoas? Sou amado (a)?





A segunda palavra mais citada foi: “FÉ”. Costumo dizer que – não importa em quem ou em quê – precisamos ter fé. “Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho.” (Renato Russo In. “A Via Láctea”). E, muito embora, Renato fizesse uso de ironia para se referir a muitas coisas, considero estes versos muito pertinentes em relação á fé. Porque é na crença d e que sempre existirá ou virá algo de bom que me apego quando tudo vira caos. Minha fé é o que resta quando os degraus acabam e o chão cede sob meus pés...


PAUSA PARA O PENSAMENTO: Qual minha “definição” de fé? Tenho fé em que e em quem? Como expresso minha fé?







“RESPEITO” é a terceira palavra da lista. Não me contive  e recorri ao dicionário, antes de dissertar sobre: “respeito: sentimento que leva a tratar alguém ou algo com grande atenção e reverencia.” (In. HOUAISS p 817). PENSANDO SOBRE ESTA DEFINIÇÃO, FIQUEI AINDA MAIS CONVICTA SOBRE A  ESCASSEZ DE RESPEITO EM NOSSO COTIDIANO. Raramente vemos alguém “dar” a merecida atenção á outra pessoas ou aos fatos.  Desaprendemos a respeitar, se é que aprendemos um dia. Além disso, há muita confusão quanto aos “parâmetros” do que é considerado respeito. Gritar com alguém (para mim) configura desrespeito; para outros, não. Dizer um palavrão dentro de um contexto em que se faça necessário (para mim) não é desrespeito; para outros é.


PAUSA PARA O PENSAMENTO: Respeito é algo que se aprende? Todos merecem ser igualmente respeitados? Em quais situações costumo faltar com o respeito?






A quarta palavra da lista é “GRATIDÃO”. Não sei se por conta; sobretudo, das redes sociais, de uns tempos pra cá, penso que banalizamos esta palavra. Tudo é gratidão. Eu mesma escrevo muito isso em meus posts. E há também a “florzinha da gratidão” criada pelo Facebook. É linda! Adorei! Por outro lado é uma palavra tão dita, que está sendo usada “no automático”, virou lugar comum. Parece uma ordem imposta ou uma convenção estabelecida; ou seja, temos a obrigação de  sentir gratidão e de manifestá-la por tudo. Não raramente, vejo pessoas que narram verdadeiras desgraças e  encerram seus textos, tuítes, posts ou comentários  com a famosa “#GRATIDÃO”.
Ainda sobre gratidão, atitudes semelhantes me levam a crer que perdemos muito da essência do  conceito de gratidão, do peso de seu significado. Outro aspecto que me chama a atenção nesta palavra é que a vemos muito POR ESCRITO; mas, raramente, a OUVIMOS no dia  a dia, seja no ambiente familiar, profissional ou social. Certamente, temos uma lista de coisas para justificar nosso sentimento de gratidão; porém, dificilmente focamos nisso e verbalizamos olho no olho.

PAUSA PARA O PENSAMENTO: Tenho o hábito de agradecer? Agradeço  de forma consciente ou como quem diz “saúde” ao ouvir um espirro? Crio expectativas sobre as manifestações de gratidão do outro?




A quinta e última palavra é “PACIÊNCIA”, lembrando que é parte de um ranking de mais de cinquenta palavras diferentes. Não sei precisar os motivos; mas, empaquei nesta palavra. Depois da quarta palavra até o momento em que consegui escrever  sobre paciência, passaram-se oito longos dias. E eu tentei diariamente. Nada saia. Terá sido falta de paciência? Agora sei que não, porque estou extremamente impaciente hoje e o texto está fluindo. Foram dificuldades e bloqueios sobre o tema mesmo. Ainda não estou confortável para falar disso. Muito provavelmente porque gostaria de ser muito mais paciente  e tolerante. Sinto vontade de ter paciência; por  exemplo, d e esperar que tudo se resolva com o tempo, Sabe aquilo que dizem: “Tudo chega a seu tempo!”? Minha crise já começa por aí. 

Além disso, ão acredito em tempo marcado para os fatos; sobretudo, quando, diante de uma perda irreparável, ouço: “Chegou a hora de fulano(a) partir.” Quem foi que estabeleceu isso gente? “É tempo de seca!”  e lá se vão anos perdidos pra seca, pra sede e pra fome. Ou então ouço: “Mas é tempo de chuva. É assim mesmo”. E lá se vão vidas, lares  e famílias inteiras perdidas. Talvez eu esteja confundindo paciência com CONFORMISMO Sempre senti asco  pelos conformistas. E eu os culpo por muitas mazelas. Certamente, terei muito que pensar sobre o conceito de paciência e; sobretudo, PRATICAR MUITO.


PAUSA PARA O PENSAMENTO: Como defino paciência? Em quais situações/circunstâncias sou impaciente? O que me  estressa mais IMPACIÊNCIA  ou o excesso de PACIÊNCIA? (Sim, porque existem pessoas que – de tanto serem pacientes – em um determinado momento surtam.)


Tal como a maioria, eu também fiz as pausas   e pensei muito sobre cada palavra. Dentre as muitas sensações, a que predominou foi a inquietação e percebi que não estou certa de que as uso sempre de acordo com o peso que carregam.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

FILME RECOMENDADO: “O QUARTO DE JACK” (RECOMMENDED MOVIE: ROOM”)

POR MARI MONTEIRO



O “Quarto de Jack” é  um daqueles filmes que temos vontade de  rever de tempos em tempos. E sobre o qual a gente quer conversar... Muito. Contudo, serei concisa. Mesmo porque, ficaram muitas falas e cenas gravadas em minha memória as quais levarei pra sempre. E isso é muito pessoal. O que posso afirmar é que o enredo nos  conduz a REDESCOBRIR O MUNDO E A ORIGEM DAS COISAS; assim como, nossa própria origem. É encantador...



Além disso, constitui uma excelente “ferramenta Pedagógica” indicada para o Ensino Fundamental II em diante. A trama permite a abordagem de temas relacionados a diversas áreas de ensino:  Arte; Sociologia; Psicologia; Biologia; Língua Portuguesa; Filosofia; História Geografia  e outras. Qualquer que seja  a área selecionada, o enredo permite debates riquíssimos, cujos temas podem ser:

- Isolamento  Social;
- Descobertas;
- Realidade X Imaginação;
- Liberdade;
- Conceitos sobre a natureza e sobre a origem das coisas;
- A profundidade X a superficialidade das relações;
- Identidade social etc.

SINOPSE E DETALHES:
Não recomendado para menores de 14 anos.
Lançamento: 2015. Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-228263 - acesso em 12/07/2017

Por ora, fiquem com o trailer oficial:


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