EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
E TUDO MUDOU... (AND EVERYTHING CHANGED ...)
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
Confete virou M&M’s
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou glitter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê…
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do “não” não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Gal virou fênix
Lennon e Elvis, Todos anjos Agora só tocam lira…
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz… … De tudo.
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
ENEM 2017 – A IMPORTÂNCIA DE ESCREVER UMA BOA REDAÇÃO (ENEM 2017 - THE IMPORTANCE OF PREPARING A GOOD WRITING)
POR MARI MONTEIRO
Uma das etapas do ENEM
(Exame Nacional do Ensino Médio) que causa
mais ansiedade é a redação. São vários os motivos. Desde a dificuldade
de “passar para o papel os próprios pensamentos” até cumprir as exigências da prova. De um modo geral, as pessoas tem apresentado
uma dificuldade cada vez maior para escrever. São vários e óbvios os fatores
que contribuem para tal dificuldade:
- a prevalência de textos cada vez mais curtos na internet;
- a abreviação constante de palavras;
- a falta de debates e de rodas de conversas producentes nas escolas;
- a maioria dos contatos sociais é feito via aplicativos;
- empobrecimento do
vocabulário devido à falta de leitura.
Especificamente, no caso do ENEM, é solicitado
o gênero dissertativo argumentativo. Trata-se de um texto opinativo que se organiza na defesa de um ponto de vista sobre
determinado assunto. Nele, a opinião é fundamentada com explicações e
argumentos, para formar a opinião do leitor ou ouvinte, tentando convencê-lo de
que a ideia defendida está correta. É
preciso, portanto, expor e explicar ideias. Daí a sua dupla natureza: é
argumentativo porque defende uma tese, uma opinião, e é dissertativo porque se utiliza de explicações
para justificá-la. Seu objetivo é, em última análise, convencer ou tentar
convencer o leitor mediante a
apresentação de razões, em face da evidência de provas e à luz de um raciocínio
coerente e consistente. A sua redação atenderá às exigências de elaboração de
um texto dissertativo-argumentativo se
combinar dois princípios de estruturação:
I – apresentar uma
tese, desenvolver justificativas para
comprovar essa tese e uma conclusão que dê um fecho à discussão elaborada no
texto, compondo o processo argumentativo.
II – utilizar
estratégias argumentativas para expor o
problema discutido no texto e detalhar
os argumentos utilizados.
ATENÇÃO! Um texto
dissertativo difere de um texto dissertativo-argumentativo por não haver a
necessidade de demonstrar a verdade de uma ideia, ou tese, mas apenas de
expô-la. Você deve evitar elaborar um texto de caráter apenas dissertativo, ou
seja, expor um aspecto relacionado ao tema sem defender uma posição, sem
defender uma tese. Isso não atenderá às exigências para avaliação dessa
competência.
Uma das etapas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) que causa mais ansiedade é a redação. São vários os motivos. Desde a dificuldade de “passar para o papel os próprios pensamentos” até cumprir as exigências da prova. De acordo com as orientações do ENEM a prova de redação deve obedecer aos seguintes quesitos:
► A compreensão da proposta de redação e a utilização de seus
conhecimentos de mundo para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais
do texto dissertativo- argumentativo. Ou seja, é preciso que você elabore um texto
que apresente, claramente, uma tese a ser defendida e os argumentos que
justifiquem a posição assumida por você em relação à temática levantada pela
proposta de redação, mantendo-se nos limites do tema. Nesse aspecto, um tema
constitui a essência das ideias sobre as quais a tese se organiza. Em âmbito
mais abrangente, o assunto recebe uma
delimitação através do tema. Ou seja, um assunto pode ser abordado por
diferentes temas. Seguem algumas recomendações para essa elaboração:
a) leia com atenção a
proposta da redação e os textos motivadores, para compreender bem o que está
sendo solicitado; b) evite ficar preso
às ideias desenvolvidas nos textos motivadores, porque foram apresentados
apenas para despertar uma reflexão sobre o tema e não para limitar sua
criatividade;
c) não copie trechos
dos textos motivadores. Lembre-se de que eles foram apresentados apenas para
despertar seus conhecimentos sobre o tema;
d) reflita sobre o
tema proposto para decidir como abordá-lo, qual será seu ponto de vista e quais
os argumentos que vai utilizar para
defendê-lo;
e) reúna todas as
ideias que lhe ocorrerem sobre o tema, procurando organizá-las em uma estrutura coerente para
usá-las no desenvolvimento do seu texto;
f) desenvolva o tema
de forma consistente, de modo que o leitor possa acompanhar o seu raciocínio
facilmente, o que significa que a progressão textual é fluente e articulada com
o projeto do texto;
g) lembre-se de que
cada parágrafo deve desenvolver um tópico frasal;
h) examine, com
atenção, a introdução e a conclusão para ver se há coerência entre o início e o fim;
i) utilize informações
de várias áreas do conhecimento, demonstrando que você está atualizado em
relação ao que acontece no mundo;
j) evite recorrer a
reflexões previsíveis, que demonstram pouca originalidade no desenvolvimento do
tema proposto;
k) mantenha-se dentro dos limites do tema
proposto, tomando cuidado para não se afastar do seu foco. Esse é um dos
principais problemas identificados nas redações. Nesse caso, duas situações
podem ocorrer: fuga total ao tema ou fuga parcial ao tema.
► domínio do padrão escrito formal da língua. Você já
aprendeu que as pessoas não escrevem e falam do mesmo modo, uma vez que são
processos diferentes, cada qual com características próprias adequadas ao
contexto de uso. Na escrita formal, por exemplo, deve-se evitar o emprego
repetido de palavras, como “e”, “aí”, “daí”, “então”, próprias de um uso mais
informal, para relacionar ideias. Por isso, para atender a essa exigência, você
precisa ter consciência da distinção
entre modalidade escrita e oral, bem como entre registro formal e informal. Outra diferença entre as duas
modalidades diz respeito à constituição das frases. No registro oral informal,
elas são muitas vezes fragmentadas, já que os interlocutores podem complementar
as informações com o contexto em que o diálogo ocorre, mas, no registro escrito
formal, as frases precisam ter as informações completas, porque o leitor não
conta com os dados da situação. A entonação, recurso expressivo importante da
oralidade, e as pausas, que conferem
coerência ao texto, são muitas vezes marcadas, na escrita, por meio dos sinais
de pontuação. Por isso, as regras de pontuação assumem também essa função lógica de organização do texto. Na
redação do seu texto, você deve procurar ser claro, objetivo, direto; empregar um vocabulário mais variado e
preciso do que o que utiliza quando fala e seguir as regras prescritas pela
norma padrão da Língua Portuguesa.
Dentre os possíveis temas para a Redação 2017, estão:
- Tecnologia e sociedade: Tecnovícios
- Saúde: Obesidade
- Educação: BullyingInternet
- Notícias falsas
-Meio ambiente: responsabilidade ambiental
-Presídios superlotados
- Preconceito linguístico
- Desafios da mobilidade urbana
- A ocupação dos espaços públicos
- Respeito aos direitos do público LGBT
- Respeito X Tolerância
Um exercício importante é escrever um texto argumentativo sobre cada um dos temas citados e, alguns dias depois, reler fazendo a correção e reescrever cada um deles ou, ainda, submetê-los à avaliação de professores e amigos.
Outras ações bem interessantes e que ajudam muito na elaboração de um bom texto é assistir a debates; entrevistas e até mesmo ouvir músicas cujas letras sejam ricas em conteúdos. Isso porque o conhecimento de sinônimos é de extrema importância para enriquecer o texto e; sobretudo, para NÃO REPETIR PALAVRAS E/OU EXPRESSÕES.
Atenção: a redação receberá nota 0 (zero) se apresentar uma das características a seguir:
►
fuga total ao tema;
►
não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
►
texto com até 7 (sete) linhas;
►
impropérios, desenhos ou outras formas propositais de anulação;
►
desrespeito aos direitos humanos (desconsideração da Competência 5); e
►
folha de redação em branco, mesmo que tenha sido escrita no rascunho.
Além de atentar para as orientações acima, é interessante ter em mente duas ações que sempre enfatizo com meus alunos:
- ESCREVA, ANTES, COM O CORAÇÃO. EM SEGUIDA, RELEIA
E REESCREVA COM A RAZÃO; OU SEJA,
DE MODO CRÍTICO, COMO SE O TEXTO NÃO
FOSSE SEU.
- OS PARÁGRAFOS DEVEM ESTAR RELACIONADOS ENTRE
SI E COM O TEMA.
- O TEXTO DEVE SER CONVINCENTE. LEMBRE-SE:
OUTRAS PESSOAS DEVEM COMPREENDER SEU TEXTO. E VOCÊ NÃO ESTARÁ LÁ PARA “TIRAR
DÚVIDAS” DOS LEITORES QUE O CORRIGIRÃO.
Desejo a todos uma excelente prova!Um abraço meu ( da
Mimo rsrs).
Fontes consultadas: http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/211-218175739/17979-instituto-lanca-manual-com-orientacoes-para-a-redacao
(acesso em 27/09/2017)
https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/redacao-para-o-enem-e-vestibular/professores-indicam-temas-para-a-redacao-do-enem-2017
(acesso em 26/09/2017)
Fontes consultadas: http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/211-218175739/17979-instituto-lanca-manual-com-orientacoes-para-a-redacao (acesso em 27/09/2017)
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
BRASIL DOENTE: UM ARTIGO INACABADO (SICK BRAZIL: AN UNFINISHED ARTICLE)
POR MARI MONTEIRO
Não sei bem
como repercute fora do Brasil o que estamos vivenciando por aqui. Também não
tenho a intenção de estabelecer comparativos propositais. Mas, de alguma forma,
surgirão algumas inevitáveis comparações. Já que um dos temas é a corrupção, a
primeira coisa que ouço é: “corrupção existe em todo o mundo.” Compreendo. A
questão principal são as diferentes “formas de tratamento” que os corruptos recebem
em cada lugar.
Enquanto
brasileiros e otimistas natos, somos
tidos como sinônimos de sambódromos e de
estádios lotados, o que aumenta nossa dificuldade para ADMITIR A DOENÇA que
predomina entre nós. Condicionaram-nos a pensar: “Tá ruim, mas tá bom.” Acrescenta-se a isso as dificuldades para
encarar um tratamento e tentar a cura. Tudo contribui para o surgimento de uma
“espécie” de epidemia: a APATIA COLETIVA. A impressão que tenho é de que o PAÍS
DORMIU.
SINTOMAS:
desânimo; fome; medo; baixa ou nenhuma autoestima; sensação de impotência
geral; falta de perspectivas; insônia; raiva; dores em todo o corpo;
impaciência; tristeza; náuseas constantes; pensamentos negativos; suicídios;
depressão; carência afetiva; pensamento desordenado; dificuldade de
planejamento a médio e longo prazos; esquecimento; bloqueio mental; dificuldade
de se expressar e de dialogar; ausência de criatividade.
OBS. Os
sintomas não aparecem na ordem mencionada. Fato é que a maioria de nós
apresenta ao menos TRÊS destes sintomas em algum momento do dia... De todo
dia.
CAUSAS:
corrupção; injustiça; descaso; educação ruim; violência; imoralidade;
desrespeito; sistema de saúde falido; desemprego; intolerância; pobreza;
retrocessos; mentiras constantes; ganância; egoísmo; falta de acesso à cultura;
impunidade; falta de cumprimento das leis; preconceitos de toda ordem.
TRATAMENTO: reiniciar literalmente.
Empaquei
aqui neste trecho... Ajudem. Só sei que o tratamento não tem DATA PREVISTA PRA COMEÇAR
e apenas terá possibilidade de êxito se
for COLETIVO.
PREVISÃO DE
CURA: inexistente.
GARANTIA DE
CURA: nenhuma.
CAUSAS: corrupção; injustiça; descaso; educação ruim; violência; imoralidade; desrespeito; sistema de saúde falido; desemprego; intolerância; pobreza; retrocessos; mentiras constantes; ganância; egoísmo; falta de acesso à cultura; impunidade; falta de cumprimento das leis; preconceitos de toda ordem.
TRATAMENTO: reiniciar literalmente.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
NOSSA CASA: DESCANSO OU CONFINAMENTO? (OUR HOUSE: REST OR CONFINEMENT?)
POR MARI MONTEIRO
A maioria de nós já
entrou numa casa em que não se sentiu nem um pouco à vontade. Comigo já
aconteceu diversas vezes. Toco a campainha,
a pessoa abre a porta e parece que se abre um portal. Tudo impecável. Parecem
aqueles apartamentos decorados pra visitação. Até o “entre” dito assusta,
porque a gente fica sem saber se tira ou não os sapatos... E o “sente-se”? Que
medo! A gente logo afasta as almofadas, porque vai que amassem? Olho em volta e
nada além de oura assepsia e brilho. Não
me mexo até a pessoa chegar. Daí por
diante é tudo solenidade. Isso não é uma visita a uma casa. Assemelha mais a
uma visita ao dentista e olhe lá.
Não misturemos as
coisas. Gosto de ambientes limpos. Vocês também. Falo da frieza e da
intimidação presentes em alguns lugares. A desarrumação é sinal de presença e
não de falta de higiene. Por exemplo, não posso com pó. Tenho asma. Meu quarto
está sempre limpo; mas os livros estão
sempre fora do lugar, raramente acho o controle remoto, as almofadas e
travesseiros rodando pela cama... Bijuterias soltas ou enroscadas em algum lugar...
Por quê? Porque uso meu quarto. Estou lhe
fazendo um convite à desorganização? NÃO!
De modo algum. Conheço e amo muitas pessoas que chegam a ser obsessivas
por organização e, nem por isso, me afasto delas... Porém, eu no meu quarto e elas nos delas. TOC... Só se for pra bater na porta. (rsrs)
Em contrapartida, existem casas que nos
abraçam... A gente mal entra e é recebida com um abraço. Sabe aquele clichê: “não
repare a bagunça”? Pois é. Prefiro isso. De um modo geral, o que chamamos de bagunça
não é bagunça e, muito menos, sujeira, é uma desarrumação normal. São coisas
fora do lugar, porque mexeram nelas e
tem gente ali.
E isso não nada a ver com classe social. Já me senti péssima em mansões e completamente acolhida em barracos. Já ouvi
mentiras e hipocrisias em fartas mesas de jantar com talheres de prata e já me
fartei de comer e de rir em cadeiras simples segurando um prato esmaltado nas mãos.
Enfim, casa boa de morar
pra mim é um lugar onde não me sinta hóspede. Onde meu corpo descanse e minha
alma s e sinta completamente livre. É um lugar como descreve nosso grande Drummond, em seu
poema: “Casa arrumada”:
"Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida... Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar."
terça-feira, 15 de agosto de 2017
O PODER DAS PALAVRAS POSITIVAS (THE POWER OF POSITIVE WORDS)
POR MARI MONTEIRO
Não faz
muito tempo, pedi - através de um post
no Facebook - que meus amigos
registrassem a primeira palavra positiva que lhes viesse à mente. FOI ENCANTADOR!
A princípio não sabia exatamente o que faria com tantas palavras, a intenção era apenas “LER COISAS BOAS”. Porém, depois de ler as palavras, percebi que muitas
se repetiam. Decidi fazer uma espécie de ranking das palavras consideradas mais
positivas e que, consequentemente, nos fazem bem. Foram mais de duzentas
participações entre comentários e
manifestações “in box”. Grata surpresa. A propósito, estava devendo aos MEUS
MIMOS.
Dentre as tantas palavras registradas (mais de
cinquenta), citarei as cinco primeiras para, juntamente com vocês, tentar justificar tais escolhas. São elas:
1 – AMOR
2 – FÉ
3 – RESPEITO
4 – GRATIDÃO
5 –
PACIÊNCIA
A velocidade
e a fluidez das informações têm sido – a meu ver – as grandes vilãs da
comunicação e do êxito das relações humanas. Em meio a este “CAOS TECNOLÓGICO”,
a gente se perde na superficialidade das coisas da vida. Com isso as definições das palavras se tornam
cada vez mais rasas.
Diante
disso, este artigo será escrito com PAUSAS INTENCIONAIS entre os comentários de
uma palavra e outra (Confessemos. Dá uma
preguicinha só de pensar... rs) da lista. Justamente para comprovar para nós
mesmos o quanto estamos nos tornamos cada vez mais preguiçosos, mais lentos
para pensar e impacientes para alcançar alguma conclusão ou a algum contraponto
que nos agrade ou que satisfaça nossos anseios e nossas curiosidades, virtudes
estas que também estão respirando através de aparelho (nem me desculparei pelo
trocadilho). Então, quando chegarmos à expressão: “PAUSA PARA O PENSAMENTO”,
nós encontraremos alguns gatilhos para provocar nossa mente... Do contrário,
sem as nossas reflexões, de que valeria esta leitura?
Não fiquei
surpresa que a palavra mais citada tenha sido “AMOR”. Imediatamente pensei:
“Será que todos nós definimos amor da mesma maneira?”. Penso que não. Sabemos
que existem diferentes tipos de amo e diferentes formas de amar. O amor entre
pais e filhos é bem diferente do amor entre duas pessoas que se amam. Tem o poli amor; tem o amor fraterno; tem o amor platônico; tem o amor incondicional e
tem o amor próprio. Outro questionamento que me ocorreu foi: “É possível viver
sem sentir amor?”. Sobre isso, também penso que não. Eu não saberia e
desconheço quem nunca tenha amado.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: A quem amo? Qual é a qualidade do meu amor? Amo incondicionalmente
alguém? Amo coisas ou apenas pessoas? Sou amado (a)?
A segunda
palavra mais citada foi: “FÉ”. Costumo dizer que – não importa em quem ou em
quê – precisamos ter fé. “Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz.
Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho.” (Renato Russo In. “A Via
Láctea”). E, muito embora, Renato fizesse uso de ironia para se referir a
muitas coisas, considero estes versos muito pertinentes em relação á fé. Porque
é na crença d e que sempre existirá ou virá algo de bom que me apego quando
tudo vira caos. Minha fé é o que resta quando os degraus acabam e o chão cede
sob meus pés...
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Qual minha “definição” de fé? Tenho fé em que e em quem? Como
expresso minha fé?
“RESPEITO” é
a terceira palavra da lista. Não me contive
e recorri ao dicionário, antes de dissertar sobre: “respeito: sentimento
que leva a tratar alguém ou algo com grande atenção e reverencia.” (In. HOUAISS
p 817). PENSANDO SOBRE ESTA DEFINIÇÃO, FIQUEI AINDA MAIS CONVICTA SOBRE A ESCASSEZ DE RESPEITO EM NOSSO COTIDIANO.
Raramente vemos alguém “dar” a merecida atenção á outra pessoas ou aos
fatos. Desaprendemos a respeitar, se é
que aprendemos um dia. Além disso, há muita confusão quanto aos “parâmetros” do
que é considerado respeito. Gritar com alguém (para mim) configura desrespeito;
para outros, não. Dizer um palavrão dentro de um contexto em que se faça
necessário (para mim) não é desrespeito; para outros é.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Respeito é algo que se aprende? Todos merecem ser igualmente
respeitados? Em quais situações costumo faltar com o respeito?
A quarta
palavra da lista é “GRATIDÃO”. Não sei se por conta; sobretudo, das redes
sociais, de uns tempos pra cá, penso que banalizamos esta palavra. Tudo é
gratidão. Eu mesma escrevo muito isso em meus posts. E há também a “florzinha
da gratidão” criada pelo Facebook. É linda! Adorei! Por outro lado é uma
palavra tão dita, que está sendo usada “no automático”, virou lugar comum.
Parece uma ordem imposta ou uma convenção estabelecida; ou seja, temos a
obrigação de sentir gratidão e de
manifestá-la por tudo. Não raramente, vejo pessoas que narram verdadeiras
desgraças e encerram seus textos, tuítes,
posts ou comentários com a famosa
“#GRATIDÃO”.
Ainda sobre
gratidão, atitudes semelhantes me levam a crer que perdemos muito da essência
do conceito de gratidão, do peso de seu
significado. Outro aspecto que me chama a atenção nesta palavra é que a vemos
muito POR ESCRITO; mas, raramente, a OUVIMOS no dia a dia, seja no ambiente familiar,
profissional ou social. Certamente, temos uma lista de coisas para justificar
nosso sentimento de gratidão; porém, dificilmente focamos nisso e verbalizamos
olho no olho.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Tenho o hábito de agradecer? Agradeço de forma consciente ou como quem diz “saúde”
ao ouvir um espirro? Crio expectativas sobre as manifestações de gratidão do
outro?
A quinta e
última palavra é “PACIÊNCIA”, lembrando que é parte de um ranking de mais de
cinquenta palavras diferentes. Não sei precisar os motivos; mas, empaquei nesta
palavra. Depois da quarta palavra até o momento em que consegui escrever sobre paciência, passaram-se oito longos
dias. E eu tentei diariamente. Nada saia. Terá sido falta de paciência? Agora
sei que não, porque estou extremamente impaciente hoje e o texto está fluindo.
Foram dificuldades e bloqueios sobre o tema mesmo. Ainda não estou confortável
para falar disso. Muito provavelmente porque gostaria de ser muito mais
paciente e tolerante. Sinto vontade de
ter paciência; por exemplo, d e esperar
que tudo se resolva com o tempo, Sabe aquilo que dizem: “Tudo chega a seu
tempo!”? Minha crise já começa por aí.
Além disso, ão acredito em tempo marcado para os
fatos; sobretudo, quando, diante de uma perda irreparável, ouço: “Chegou a hora
de fulano(a) partir.” Quem foi que estabeleceu isso gente? “É tempo de seca!” e lá se vão anos perdidos pra seca, pra sede
e pra fome. Ou então ouço: “Mas é tempo de chuva. É assim mesmo”. E lá se vão
vidas, lares e famílias inteiras
perdidas. Talvez eu esteja confundindo paciência com CONFORMISMO Sempre senti
asco pelos conformistas. E eu os culpo
por muitas mazelas. Certamente, terei muito que pensar sobre o conceito de paciência
e; sobretudo, PRATICAR MUITO.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Como defino paciência? Em quais situações/circunstâncias sou
impaciente? O que me estressa mais
IMPACIÊNCIA ou o excesso de PACIÊNCIA?
(Sim, porque existem pessoas que – de tanto serem pacientes – em um determinado
momento surtam.)
Tal como a
maioria, eu também fiz as pausas e pensei
muito sobre cada palavra. Dentre as muitas sensações, a que predominou foi a
inquietação e percebi que não estou certa de que as uso sempre de acordo com o
peso que carregam.
1 – AMOR
“RESPEITO” é a terceira palavra da lista. Não me contive e recorri ao dicionário, antes de dissertar sobre: “respeito: sentimento que leva a tratar alguém ou algo com grande atenção e reverencia.” (In. HOUAISS p 817). PENSANDO SOBRE ESTA DEFINIÇÃO, FIQUEI AINDA MAIS CONVICTA SOBRE A ESCASSEZ DE RESPEITO EM NOSSO COTIDIANO. Raramente vemos alguém “dar” a merecida atenção á outra pessoas ou aos fatos. Desaprendemos a respeitar, se é que aprendemos um dia. Além disso, há muita confusão quanto aos “parâmetros” do que é considerado respeito. Gritar com alguém (para mim) configura desrespeito; para outros, não. Dizer um palavrão dentro de um contexto em que se faça necessário (para mim) não é desrespeito; para outros é.
PAUSA PARA O PENSAMENTO: Como defino paciência? Em quais situações/circunstâncias sou impaciente? O que me estressa mais IMPACIÊNCIA ou o excesso de PACIÊNCIA? (Sim, porque existem pessoas que – de tanto serem pacientes – em um determinado momento surtam.)
quarta-feira, 12 de julho de 2017
FILME RECOMENDADO: “O QUARTO DE JACK” (RECOMMENDED MOVIE: ROOM”)
POR MARI MONTEIRO
O “Quarto de Jack” é um daqueles filmes que temos vontade de rever de tempos em tempos. E sobre o qual a
gente quer conversar... Muito. Contudo, serei concisa. Mesmo porque, ficaram muitas
falas e cenas gravadas em minha memória as quais levarei pra sempre. E isso é
muito pessoal. O que posso afirmar é que o enredo nos conduz a REDESCOBRIR O MUNDO E A ORIGEM DAS
COISAS; assim como, nossa própria origem. É encantador...
Além disso, constitui
uma excelente “ferramenta Pedagógica” indicada para o Ensino Fundamental II em
diante. A trama permite a abordagem de temas relacionados a diversas áreas de ensino:
Arte; Sociologia; Psicologia; Biologia;
Língua Portuguesa; Filosofia; História Geografia e outras. Qualquer que seja a área selecionada, o enredo permite debates
riquíssimos, cujos temas podem ser:
- Isolamento Social;
- Descobertas;
- Realidade X
Imaginação;
- Liberdade;
- Conceitos sobre a
natureza e sobre a origem das coisas;
- A profundidade X a superficialidade
das relações;
- Identidade social
etc.
SINOPSE E DETALHES:
Não recomendado para menores de 14 anos.
Lançamento: 2015. Joy (Brie Larson) e seu filho
Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos
têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers),
que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no
local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com
a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-228263
- acesso em 12/07/2017
Por ora, fiquem com o trailer oficial:
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