Translate

EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

“MEU PAU TE AMA”: um olhar pedagógico – proibido para menores ("MY PENIS LOVES YOU": a pedagogical look - Prohibited for minors)

POR MARI MONTEIRO



Enfim, me debruço mais uma vez sobre  este tema: a influência da música no comportamento humano. Não sei vocês, mas eu preciso sempre de um “gatilho” para teletransportar minhas ideias para o papel.  E com este texto não foi diferente. Já havia ouvido falar sobre uma nova “LETRA” de funk com o refrão:  “ Meu pau te ama”. Até então, tanto faz... Não é o tipo de música que eu curto e sem preconceitos! Mas, eis que me vi  - acidentalmente – na passagem de ano num “FLUXO”. Erramos o caminho para a praia em que veríamos a queima de fogos.  E tocava o que? “Meu pau te ama”... E foi a visão do inferno!!! Carros fecham as ruas, com os porta malas abertos  e “fazem o baile funk” ali mesmo, sem censura... Eu quero dizer SEM CENSURA MESMO!


Ai não deu – ou melhor – “DEU RUIM PRA MIM”. Fiquei com aquelas cenas encalacradas na cabeça me atazanando o juízo. Puritana eu? Imagina! Muito pelo contrário. Preconceituosa? Já não sei mais. Confesso que preciso rever meus conceitos, porque se considerar o significado literal da palavra preconceito como: qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico, NÃO sou preconceituosa, porque não estou me posicionando antes de examinar o conceito e, a propósito e contragosto, também o contexto.





Isso me faz pensar que  estou selecionando demais as palavras para escrever este texto. Inclusive, no título, consta uma “advertência” proibindo a leitura por menores... Santa ingenuidade! A maioria dos jovens que estavam no tal fluxo eram menores de dezoito anos; assim como, os MC's que cantam...


Minha curiosidade foi tanta que pesquisei e, em muitos sites de letras de música, consta: "MEU PAI TE AMA!” como refrão e “DEU ONDA” como nome da música. Pensei: “Oh! Nem tudo está perdido, o compositor, não fez por mal”. O povo é que está “maldando” e mudando a letra só pra sacanear.” Mas, quando li a letra toda... Realmente, é ruim demais. Mesmo sendo o pai, a mãe, o tio, a família toda que ame quem quiser. A letra é ruim de verdade. E não contente em ler a letra, também assisti às várias versões do clipe; disponíveis no youtube. Pensando bem, vou compartilhar com vocês. Nunca fui egoísta!



Depois disso, não me restou qualquer dúvida! Meu pau te ama é dito sim na música.  E eis que veio todo o “Fluxo” novamente assombrar meus pensamentos. Não estou exagerando e nem sendo crítica a um único estilo musical; mas sou educadora e considero a música uma das formas mais atraentes de educar PESSOAS E COMPORTAMENTOS. Portanto, sei do poder das letras e dos ritmos.  A música tem o poder de nos transportar pra longe e de nos transformar em pessoas melhores. E é justamente aí que reside minha (digamos)  preocupação. Acreditem, conheço a maioria dos gêneros musicais, meu filho é um excelente músico, o que não me obriga  a gostar de todos; mas me fornece um respaldo e certo parâmetro para discutir o assunto.


E nas cenas que vi – ao vivo e em cores – ela (a música) também estava transportando e transformando os jovens que ali estavam. Sexo rolando  sem o menor pudor,  sem tomar conhecimento sobre as famílias que ali estavam passando com seus filhos... Não sei até que ponto essas cenas podem influenciar as crianças e adolescentes que “só” viram o fluxo. Mas, certamente, influencia num grau preocupante os jovens e adolescentes que participaram (e participam) do fluxo. Muito menos sei o nome que se dá  a esse ritmo, porque funk , aquele que não precisava de palavrão para “mexer” com a gente não pode ser. Chega a ser uma ofensa às raízes do funk... Como James Brown; por exemplo, que em “SEX MACHINE”, também insinuava cenas de sexo; mas com uma sutileza que não nos agredia. E, pra não dizerem que  estou gringa demais, Claudinho e Bochecha também eram bons funkeiros...


Como cada geração é influenciada e “formada” por uma série de fatores; inclusive, pela música, fiquei com medo daquela geração... Medo de que eles fiquem bitolados ouvindo APENAS estes tipos de letras. Ou seja, sem ter um contrapeso pra equilibrar, que seriam outros ritmos, outra letra... Enfim, temo que eles possam  ficar presos no limbo do fluxo e se tornem, literalmente, filhos do fluxo.

E,  como ainda estou trabalhando na limpeza das cenas do fluxo na minha mente,  convido a todos para ver ou rever comigo um pouco de funk “do bom”, ao menos segundo minha opinião e com todo respeito a dos outros, claro!... Mesmo aqueles que  acompanham o fluxo em direção a não sei o quê.





domingo, 11 de dezembro de 2016

OPERAÇÃO PAPAI NOEL

POR MARI MONTEIRO


Nunca se falou tanto em política. Houve até uma “brincadeira” nas redes  sociais (pertinente até rsrs), cujo post – após a eleição de Trump –  dizia: “Nossa! Hoje todo mundo amanheceu entendendo de política internacional!” Isso por si só já é um bom sinal. Sobretudo, se pensarmos que até bem pouco tempo atrás quase não se falava em política. Nossa culpa? Sim  e Não. Sim, porque deveríamos nos interessar mais pelo assunto. E não, porque fomos educados para NÃO PENSAR. Crescemos ouvindo:  “Política e religião não se discute.”

Bem. E o que tem o Natal a ver com política? Com a eleição de Trump? Com  a corrupção? Com propinas? Com ética? Com o sucateamento da educação, da saúde e da segurança? T – U – D –O! Absolutamente tudo! O natal remonta à confraternização e – também por conta dos hábitos e da cultura – à troca de presentes. E, como pensar e fazer tudo isso nesse caos político e social? Inclusive, há quem acredite que o Natal serve para esquecermos todas as desavenças, para perdoar, para ficar em paz e sermos solidários.

Pois bem, estamos vivendo tempos difíceis. O que não é novidade. A diferença é que agora temos mais consciência disso tudo. Estamos  expostos  a um bombardeio de informações.  A mídia, ao mesmo tempo em que informa sobre todos os acontecimentos, também age como se nada estivesse acontecendo.  Não é raro aparecerem, nos telejornais, economistas nos dando dicas financeiras sobre como gastar o décimo terceiro salário. O que me faz crer que das duas, uma: ou sou muito pobre ou sou muito alienada. Porque não é possível fazer planos para o décimo terceiro quando se é assalariado. Isso só é possível para quem tem um poder aquisitivo maior e consegue planejar em suas planilhas Excel  ou junto aos contadores.


Mas, nada disso impedirá o natal de chegar para todos. A questão é: será natal para todos? Todas as mesas estarão fartas? Todos os lares terão árvores de natal? Todos trocarão presentes? E quando digo “todos”, não estou falando dos meus familiares, do meu bairro, da minha cidade, do Brasil... Falo da humanidade. Daí a menção sobre Donald Trump. A título de exemplificação, sua eleição foi apenas mais um agravante para este mundo já tão cheio de temores e de insegurança. Isso para "tocar" apenas a ponta do iceberg em questão de HUMANIDADE. No mais, só o tempo dirá...

Fato é que o  pensamento individual e o hábito de  olhar para o próprio umbigo são os comportamentos que imperam atualmente. Ouso dizer que NÃO CABE MAIS SER ASSIM. A menos que a pessoa seja completamente  indiferente e muito egoísta. E, nesse caso, ela pertence a outra classificação que não a de ser humano. Este  meu pensamento “narniano” (costumo dizer que  meu guarda roupas tem uma passagem secreta para Nárina! Rsrs) é,constantemente, alvo de críticas e de descrédito. Não me importo com isso. Não sou boa em pensar que só no que me atinge diretamente; não sou muito "lógica"... Sou parte de um todo e esse "todo" adoecido me incomoda. A fome na África me incomoda.  As crescentes ondas de racismo nos EUA me incomodam. A violência no Rio de Janeiro me incomoda. A construção de um prédio de dezesseis andares, que rouba o sol do meu quintal me incomoda.




O que cabe agora, que “estamos todos entendidos em política”, é pensar no outro. A empatia nunca foi tão necessária, Apenas ela impedirá que a barbárie se estabeleça e fique para o jantar. Uma pessoa, quando pratica  a empatia, pensa além de si mesma, além de sua casa, ale de suas “fronteiras”.

Para além do consumo  e das dívidas (e das dúvidas...) peçamos presente plausíveis, possíveis e úteis neste natal; sobretudo, peçamos presentes duradouros e que INDEPENDEM DE DINHEIRO e,  na maioria dos casos; dos outros. Façamos uma lista. Uma lista dos SENTIMENTOS QUE NOS FALTAM ou que  estão em extinção em nós. Confesso que tenho uma lista razoável para o Papai Noel. Quero de presente: paz de espírito; coragem; vontade; alegria; sabedoria e por aí vai... Certamente, Noel teria que trabalhar muito para atender pedidos assim... Sem contar que teria de sair de zona de conforto e fazer caber em seu trenó “coisas” sem caixas de papel e sem laços.

Quanto aos presentes materiais, se  puder ótimo! Presenteie a quem você estima. Mas faça isso de forma consciente. Compre no seu bairro; do seu vizinho artesão; daquela sua vizinha que faz panetones caseiros... As grandes lojas e corporações não precisam de nós... Há muitos robôs por lá e, muito provavelmente, um "líder" que explora a mão de obra e que, por sua vez, está à mercê de um país cujos impostos "travam" toda e qualquer iniciativa corporativa.

E, para quem leu este artigo e acha que  estou equivocada... Que  estou muito “Alice no País das Maravilhas”, mostre-me uma forma diferente de lidar com essa porra toda! Ensine-me  a lidar com as dores do “outro” que também doem em mim. E, para quem não tem  a menor tendência a ser empático (a), uma sugestão: peça um pouco de EMPATIA de presente de Natal. Vai que  Papai Noel  se sensibilize, saia de seu trono nos grandes shoppings (estão fazendo bico lá...) e visite seu lar... Não custa tentar.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ENQUANTO ISSO NA SALA DE JUSTIÇA: CAOS EM BRASILIA (WHILE THIS IN THE ROOM OF JUSTICE: CHAOS IN BRASILIA)

POR MARI MONTEIRO


De uns tempos pra cá, até por conta do acesso rápido e fácil às informações, desnudaram-se os bastidores da política no Brasil (ou seria “da politicagem”). O que  é MUITO BOM.

Ontem, 29 de novembro,  eu estava eu vendo  pela TV, ao vivo, o quebra-quebra em Brasília, que  se estenderia pela noite afora.  Lado bom: temos mais consciência do que é correto; estamos analisando leis; pressionando; participando... Lado mau: o vandalismo; a truculência...

Ocorre que as DEZ MEDIDAS CONTRA CORRUPÇÃO estão sendo discutidas e posteriormente serão votadas na Câmara Alta do Parlamento. O que se percebia eram  um completo caos  e nenhum diálogo consistente. O medo que impera entre os políticos (já denunciados ou não é visível). Ninguém com “pulso forte” suficiente (entenda-se alguém com moral e com  ética para tal) para fazer com que as medidas sejam votadas de modo a restabelecer a ordem e dar continuidade efetiva às operações implementadas pelo Ministério Público.

Mais cedo, inclusive, o Juiz Sergio Moro pediu apoio à sociedade para que ficássemos atentos às armadilhas que limitem o Poder Judiciário... Pois, caso contrário, corremos o risco de haver punição aos magistrados por abuso de poder.



Um ponto: onde já se viu PUNIR QUEM QUER FAZER JUSTIÇA? E a anistia do Caixa Dois, que beneficiaria, inclusive, pessoas já condenadas pela Lava- jato? É vergonhoso que isso careça de discussão. Seria para votar  e pronto! Mas, e honestidade para isso? Cadê?



Enquanto isso, lá fora, na Esplanada dos Ministérios: bombas, carros incendiados. Ministérios depredados, destruição de patrimônio público, cavalaria, gás de pimenta etc. Não entendam isso como uma defesa ao vandalismo, pelo contrário, sou a favor de MANIFESTOS PACÍFICOS E INTELIGENTES. Porém, nosso país chegou numa situação  tal  em que o cidadão (me incluo) sente-se um completo idiota; como uma pessoa SEM VOZ, que mesmo gritando não é consegue ser ouvido, imerso em uma bolha inflada com desemprego; falta de condições básicas de sobrevivência; sem perspectivas de futuro para si e, muito menos, para os  seus, para a próxima geração...



Pois bem, o dia amanheceu. São 10h09 minutos e... Adivinhem: de agora em diante NÃO HAVERÁ PUNIÇÃO PARA O MAGISTRADO POR ABUSO DE AUTORIDADE. E, pasmem!!! Há  parlamentares satisfeitos afirmando que o Brasil avançou politicamente. Sério isso? É de chorar de tristeza e de vergonha.

Só consigo me lembrar da letra de Renato Russo “Que país é esse?”, escrita há décadas, que – insisto, NÃO É CLICHÊ! É UM CLÁSSICO! E, mais precisamente dos versos:


“Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação.”




Por agora já deu... Sinto náuseas... Volto logo menos com mais acontecimentos. Com notícia do estado de “saúde” do Brasil que continua cada vez mais doente na UTI; isso é, se os políticos não desligarem os aparelhos antes.




domingo, 27 de novembro de 2016

SOBRE A SAÚDE MENTAL E FÍSICA DO PROFESSOR – PARTE I (ON MENTAL AND PHYSICAL HEALTH OF THE TEACHER - 1st CHAPTER)

POR MARI MONTEIRO



Não é a primeira vez que abordo esse assunto aqui no blog. As agressões aos professores são muito mais “corriqueiras” do que parecem. Isso porque  a mídia deve estar ocupada demais com os escândalos políticos e com a crise econômica.  Porém, quando ocorre o contrário; ou seja, quando um professor agride verbal ou fisicamente um aluno, a notícia  alcança maior destaque.


Conflitos em sala de aula sempre houve. Ocorre que atualmente  a coisa degringolou de tal forma que não  nos ocupamos mais em ensinar, mas sim em nos preocupar em “apagar incêndios”.  Os conteúdos de ensino cederam lugar às mediações de conflito; às conversas sobre comportamentos que não são aceitos em sala de aula (ao menos não deveriam ser) etc.




Neste exato momento, estou concluindo meu artigo de pós-graduação cujo título é: “QUALIDADE DE VIDA DO DOCENTE NA REDE PÚBLICA DE ENSINO”; logo menos  estará postado por aqui na íntegra.  Fato é que, ao elaborar a discussão sobre  este tema, fiquei assombrada com a FALTA DE MATERIAL a respeito da saúde do professor; principalmente, sobre as causas das doenças que acometem o docente, geralmente em decorrência de traumas  advindos de agressões verbais e/ou orais e, acreditem, agressões físicas!




Em tempo, no caso da Professora Daniela (detalhes no link abaixo), percebemos até onde pode ir a  falta de respeito com o outro. E o que fazer com o aluno agressor? Cadê os Direitos Humanos? E esta professora contará com auxílio psicológico antes de retomar suas atividades? Vamos  falar sério: vão falar  que  o aluno está amparado pelo  ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e ficará por isso mesmo como tantos outros casos. Pois bem, e que ampara o professor? NIN – GUÉM.


Não sei se por COMODISMO; se por INDIFERENÇA ou se por FALTA DE VONTADE... Continuamos a levar nossas vidas fingindo que nada acontece.  Com certeza já tem um profissional substituindo a professora que foi hospitalizada... Tudo para que os alunos NÃO TENHAM PREJUÍZO e que se cumpra o mínimo de dias letivos exigidos na Lei. E fingimos que está tudo bem. Fingimos MUITO... Fingimos que nenhuma escola está ocupada; que o salário de professor é suficientemente “BOM” (tão bom que onera os cofres públicos); que é um trabalho tranquilo... E a lista segue...




Não consigo me  aquietar e muito menos “me acostumar” a situações de violência (de qualquer tipo). Tenho amigos professores que sofreram agressões serias; inclusive, um deles enfartou na sala de aula na frente dos alunos; outros trabalham completamente descontrolados ao ponto de chorar em sala de aula... Pergunto-me em quantas profissões acontece isso. Certamente todas têm seus riscos... Também é verdade que toda “empresa” tem um departamento de Recursos Humanos a quem o profissional pode recorrer. O que não temos na Escola. Podem me perguntar: “E A GESTÃO?”. A Gestão está tão perdida e mergulhada na burocracia que  prioriza a “parte técnica do sistema”, além de estar meio que de mãos atadas por conta de tanto “AMPARO” ao menor de idade.  



Enfim, lidar com SERES HUMANOS (sejam crianças ou adolescentes) NÃO PODE SER ASSIM.  Já passou da hora de reivindicar QUALIDADE DE VIDA; um professor “doente” mental ou fisicamente não SENTE PRAZER em trabalhar, a menos que ele seja um socipopata ou muito masoquista.  Mas, a grande questão é: QUEM SE IMPORTA? Voltaremos a conversar sobre isso em breve.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FILME RECOMENDADO: “O REGRESSO” – PROJETO “CINEMA EM CENA” – (RECOMMENDED FILM: "THE REVENANT" - PROJECT "CINEMA IN SCENE")

POR MARI MONTEIRO



Trata-se de um filme forte, no sentido mais amplo da palavra. O instinto de sobrevivência e a sede por vingança constituem os enfoques principais do enredo que nos prende, inclusive, pela fotografia belíssima. Outro aspecto que me chamou muita atenção foi a capacidade que o filme possui de nos fazer sentir “junto com o protagonista”. Isso porque é tudo muito bem cuidado: o barulho da chuva, das águas, do vento nas árvores, do fogo... Foi possível sentir frio e “ouvir” o gelo derretendo. Além disso, é impossível ficar indiferente às cenas e ao calvário do protagonista. Tudo nos convida a questionamentos como: “nossa relação com a Terra” e nosso GRAU DE CIVILIDADE (o quanto evoluímos ou não...).

Outro aspecto:  ATENÇÃO À CENA DO CAVALO... Em minha opinião, um das cenas mais fortes do filme.  Sinta-se à vontade para comentar e registrar sua cena preferida.

Para que possam ser realizadas ATIVIDADES  PEDAGÓGICAS relacionadas ao filme, contemplando o PROJETO: “CINEMA EM CENA”, seguem as principais informações e sugestões de temáticas/áreas de ensino.

SINOPSE: Não recomendado para menores de 16 anos. 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança. Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182266 - acesso em 21/11/2016.  


"Durante a tempestade, se você olhar para os galhos de uma árvore, você irá jurar que ela vai cair, mas se olhar para o seu tronco, verá a sua estabilidade" (Citação do filme) 
 

Vencedor do Oscar 2016 nas categorias: melhor ator ( Leonardo DiCaprio); melhor diretor e melhor fotografia.
  

A história de Hugh Glass gerou quatro livros e o último deles foi The Revenant, de Michael Punke, publicado em 2002. Não lançado no Brasil. O roteiro de O Regresso foi feito pelo próprio Alexandre González Iñárritu em parceiro com Mark L Smith. Iñárritu não poderia ter escolhido parceiro melhor. Smith é especializado em filmes de terror e suspense, como Temos Vagas (2007). A história ou a lenda de Hugh Glass já tem muito suspense e reviravolta por si só, porém, os dois conseguiram conectar os diferentes episódios de maneira que fizessem sentido e que todas as ações tivessem uma razão de ser. Até o ataque da ursa tem um motivo. Porém, fazem isso sem serem didáticos ou pedantes para com o público. O texto também desperta diferentes sensações e sentimentos nos espectadores, como surpresa, compaixão, ódio e ternura.



A direção de Alexandre Iñárritu em O Regresso justifica perfeitamente a sua indicação ao Oscar deste ano. A decisão dele em levar a equipe toda para lugares remotos no Canadá e Argentina, apesar de reclamações e irritações levantadas, fez toda a diferença. Elementos como a neve, a chuva, o rio e o vento demonstram como a natureza é um dos principais personagens desta trama. Esta deve ter sido a “integrante” mais difícil de lidar de todo o elenco, provavelmente.


Leonardo DiCaprio, também indicado ao Oscar pelo filme, demonstra mais uma vez a sua capacidade de interpretação. O seu personagem passa por situações dificílimas e ele só demonstra pela expressão, muitas vezes – como deve ser em uma boa atuação – todo o sofrimento e a angústia pelo qual está passando. Tom Hardy está bem também, interpretando um canalha. Hardy está ficando especialista neste tipo de personagem.




Já Will Poulter não está tão bem em seu papel, pois se comporta como em alguns personagens interpretados por ele. Ao contrário de Forrest Goodluck que, apesar da pouquíssima experiência cinematográfica, deixa transparece o trauma enfrentado pelo seu personagem e a afetuosa relação deste com o personagem de DiCaprio. Merecem destaque, também, os atores que fazem os índios das etnias Arikara e Pawnee, como Anthony Starlight, que interpreta o chefe do grupo da primeira, em seu segundo longa na vida; a atriz Melaw Nakehk’o, que faz a filha do personagem de Starlight e Arthur RedCloud, que interpreta o índio que acaba ajudando para Glass. Fonte:  https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/2016/02/critica-o-regresso - acesso em 21/11/2016) 


A partir do enredo do filme e de suas inúmeras provocações, é possível desenvolver atividades  destinadas ao ENSINO MÉDIO  relacionadas às seguintes áreas:

 - HISTÓRIA: a colonização pelos europeus  e Norte -  Americanos / Conflitos entre índios e brancos.

- SOCIOLOGIA: o machismo arraigado (cena do estupro).

- GEOGRAFIA: fenômenos da natureza; paisagens etc.

- FILOSOFIA: noções de civilidade e de barbárie; relações humanas.- Etc. 


Bom trabalho! Até o próximo filme!

 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ENEM: RECOMENDAÇÕES ÚTEIS (EXAMINATION OF NATIONAL HIGH SCHOOL: USEFUL RECOMMENDATIONS)

POR MARI MONTEIRO







Nos próximos dias  05 e 06 acontecerá o ENEM. Suponhamos que já tenhamos “esgotado” os estudos dos conteúdos prováveis e estejamos  exaustos e nossa maior vontade é descansar.  Por outro lado, é   a última semana e, claro, queremos aproveitá-la  ao máximo. Então, que tal fazer um cronograma de modo que nos dias de prova estejamos não apenas PREPARADOS Intelectualmente; mas também FÍSICA E PSICOLOGICAMENTE?
 

Fonte: "Na sua estante" (Pitty)


Segue uma sugestão de cronograma que, obviamente, você pode ajustá-lo de acordo com seu RITMO e DISPONIBILIDADE DE HORÁRIOS:
  


►Segunda- feira: Listar as principais dúvidas e /ou dificuldades e agendar um grupo de estudos para terça e quarta feiras. Preferencialmente, procure formar grupos nos quais os membros possam trocar conhecimentos; ou seja, aqueles que são “feras” em Linguagens e Códigos, por exemplo, possam auxiliar a galera de exatas e  vice-versa. 



► Terça-feira: Grupo de  estudos para tirar dúvidas.
 


► Quarta - feira: Grupo de estudos para tirar dúvidas. 


► Quinta - feira: listar os principais assuntos da atualidade e procurar inteirar-se sobre eles do modo mais eficiente possível: leituras de artigos; reportagens etc. Lembrando que os temas mais cotados para este ano são:


-MINORIAS SOCIAIS:  minorias sociais religiosas, étnicas, de gênero, de orientação sexual, de condição financeira, os deficientes físicos e intelectuais dentre outros.

- DIREITOS HUMANOS

- REFUGIADOS

- HOMOFOBIA NA ESCOLA

- ENVELHECIMENTO POPULACIONAL ( e um possível vínculo deste tema com a Reforma da Previdência Social)

-  Cultura do estupro no Brasil

-  Projeto Escola Sem Partido

-  A Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes 

- A Questão Hídrica no Brasil – desperdício e falta de água e outros 



► Sexta - feira: pratique alguma atividade física pela manhã; alimente-se bem; confira sua documentação; bem como, trajeto até o local de realização da prova.  Organize seus pertences: estojos; barras de cereais; água etc. Durma bem e relaxe; se possível também durante a tarde. 


► Por fim, nos dias das provas: levante com o máximo de antecipação possível e relaxe depois do banho. Faça tudo com calma. Chegue mais cedo ao local... E relaxe. Dica: tirar dúvidas NO DIA não ajuda, só confunde. FOCOS DIFERENTES PARA CADA DIA DE PROVA. Não pense antecipadamente nas matérias do dia seguinte. O momento de desenvolver as  questões é um momento “solitário”: é você e você! É a hora em que você precisa de sua própria companhia e, principalmente, de confiar nela! 

Lembre-se: escreva  com o coração e  revise com a razão. Sua redação é uma soma de tudo que você aprendeu até hoje, seus argumentos – além de  estarem de acordo com os textos base – são o resultado de como você lida com a realidade e de como você EXPRESSA suas opiniões. O que deve ser feito com POLIDEZ e com CONVICÇÃO! 



DESEJO UM EXCELENTE EXAME A TODOS! Ah! E NÃO ACREDITEM EM SORTE... ELA NÃO EXISTE! ACREDITEM POTENCIAL INDIVIDUAL!

 

COMENTE!