POR MARI MONTEIRO
EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
NOSSA CASA: DESCANSO OU CONFINAMENTO? (OUR HOUSE: REST OR CONFINEMENT?)
A maioria de nós já
entrou numa casa em que não se sentiu nem um pouco à vontade. Comigo já
aconteceu diversas vezes. Toco a campainha,
a pessoa abre a porta e parece que se abre um portal. Tudo impecável. Parecem
aqueles apartamentos decorados pra visitação. Até o “entre” dito assusta,
porque a gente fica sem saber se tira ou não os sapatos... E o “sente-se”? Que
medo! A gente logo afasta as almofadas, porque vai que amassem? Olho em volta e
nada além de oura assepsia e brilho. Não
me mexo até a pessoa chegar. Daí por
diante é tudo solenidade. Isso não é uma visita a uma casa. Assemelha mais a
uma visita ao dentista e olhe lá.
Não misturemos as
coisas. Gosto de ambientes limpos. Vocês também. Falo da frieza e da
intimidação presentes em alguns lugares. A desarrumação é sinal de presença e
não de falta de higiene. Por exemplo, não posso com pó. Tenho asma. Meu quarto
está sempre limpo; mas os livros estão
sempre fora do lugar, raramente acho o controle remoto, as almofadas e
travesseiros rodando pela cama... Bijuterias soltas ou enroscadas em algum lugar...
Por quê? Porque uso meu quarto. Estou lhe
fazendo um convite à desorganização? NÃO!
De modo algum. Conheço e amo muitas pessoas que chegam a ser obsessivas
por organização e, nem por isso, me afasto delas... Porém, eu no meu quarto e elas nos delas. TOC... Só se for pra bater na porta. (rsrs)
Em contrapartida, existem casas que nos
abraçam... A gente mal entra e é recebida com um abraço. Sabe aquele clichê: “não
repare a bagunça”? Pois é. Prefiro isso. De um modo geral, o que chamamos de bagunça
não é bagunça e, muito menos, sujeira, é uma desarrumação normal. São coisas
fora do lugar, porque mexeram nelas e
tem gente ali.
E isso não nada a ver com classe social. Já me senti péssima em mansões e completamente acolhida em barracos. Já ouvi
mentiras e hipocrisias em fartas mesas de jantar com talheres de prata e já me
fartei de comer e de rir em cadeiras simples segurando um prato esmaltado nas mãos.
Enfim, casa boa de morar
pra mim é um lugar onde não me sinta hóspede. Onde meu corpo descanse e minha
alma s e sinta completamente livre. É um lugar como descreve nosso grande Drummond, em seu
poema: “Casa arrumada”:
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar."
terça-feira, 15 de agosto de 2017
O PODER DAS PALAVRAS POSITIVAS (THE POWER OF POSITIVE WORDS)
POR MARI MONTEIRO
Não faz
muito tempo, pedi - através de um post
no Facebook - que meus amigos
registrassem a primeira palavra positiva que lhes viesse à mente. FOI ENCANTADOR!
A princípio não sabia exatamente o que faria com tantas palavras, a intenção era apenas “LER COISAS BOAS”. Porém, depois de ler as palavras, percebi que muitas
se repetiam. Decidi fazer uma espécie de ranking das palavras consideradas mais
positivas e que, consequentemente, nos fazem bem. Foram mais de duzentas
participações entre comentários e
manifestações “in box”. Grata surpresa. A propósito, estava devendo aos MEUS
MIMOS.
Dentre as tantas palavras registradas (mais de
cinquenta), citarei as cinco primeiras para, juntamente com vocês, tentar justificar tais escolhas. São elas:
1 – AMOR
2 – FÉ
3 – RESPEITO
4 – GRATIDÃO
5 –
PACIÊNCIA
A velocidade
e a fluidez das informações têm sido – a meu ver – as grandes vilãs da
comunicação e do êxito das relações humanas. Em meio a este “CAOS TECNOLÓGICO”,
a gente se perde na superficialidade das coisas da vida. Com isso as definições das palavras se tornam
cada vez mais rasas.
Diante
disso, este artigo será escrito com PAUSAS INTENCIONAIS entre os comentários de
uma palavra e outra (Confessemos. Dá uma
preguicinha só de pensar... rs) da lista. Justamente para comprovar para nós
mesmos o quanto estamos nos tornamos cada vez mais preguiçosos, mais lentos
para pensar e impacientes para alcançar alguma conclusão ou a algum contraponto
que nos agrade ou que satisfaça nossos anseios e nossas curiosidades, virtudes
estas que também estão respirando através de aparelho (nem me desculparei pelo
trocadilho). Então, quando chegarmos à expressão: “PAUSA PARA O PENSAMENTO”,
nós encontraremos alguns gatilhos para provocar nossa mente... Do contrário,
sem as nossas reflexões, de que valeria esta leitura?
Não fiquei
surpresa que a palavra mais citada tenha sido “AMOR”. Imediatamente pensei:
“Será que todos nós definimos amor da mesma maneira?”. Penso que não. Sabemos
que existem diferentes tipos de amo e diferentes formas de amar. O amor entre
pais e filhos é bem diferente do amor entre duas pessoas que se amam. Tem o poli amor; tem o amor fraterno; tem o amor platônico; tem o amor incondicional e
tem o amor próprio. Outro questionamento que me ocorreu foi: “É possível viver
sem sentir amor?”. Sobre isso, também penso que não. Eu não saberia e
desconheço quem nunca tenha amado.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: A quem amo? Qual é a qualidade do meu amor? Amo incondicionalmente
alguém? Amo coisas ou apenas pessoas? Sou amado (a)?
A segunda
palavra mais citada foi: “FÉ”. Costumo dizer que – não importa em quem ou em
quê – precisamos ter fé. “Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz.
Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho.” (Renato Russo In. “A Via
Láctea”). E, muito embora, Renato fizesse uso de ironia para se referir a
muitas coisas, considero estes versos muito pertinentes em relação á fé. Porque
é na crença d e que sempre existirá ou virá algo de bom que me apego quando
tudo vira caos. Minha fé é o que resta quando os degraus acabam e o chão cede
sob meus pés...
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Qual minha “definição” de fé? Tenho fé em que e em quem? Como
expresso minha fé?
“RESPEITO” é
a terceira palavra da lista. Não me contive
e recorri ao dicionário, antes de dissertar sobre: “respeito: sentimento
que leva a tratar alguém ou algo com grande atenção e reverencia.” (In. HOUAISS
p 817). PENSANDO SOBRE ESTA DEFINIÇÃO, FIQUEI AINDA MAIS CONVICTA SOBRE A ESCASSEZ DE RESPEITO EM NOSSO COTIDIANO.
Raramente vemos alguém “dar” a merecida atenção á outra pessoas ou aos
fatos. Desaprendemos a respeitar, se é
que aprendemos um dia. Além disso, há muita confusão quanto aos “parâmetros” do
que é considerado respeito. Gritar com alguém (para mim) configura desrespeito;
para outros, não. Dizer um palavrão dentro de um contexto em que se faça
necessário (para mim) não é desrespeito; para outros é.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Respeito é algo que se aprende? Todos merecem ser igualmente
respeitados? Em quais situações costumo faltar com o respeito?
A quarta
palavra da lista é “GRATIDÃO”. Não sei se por conta; sobretudo, das redes
sociais, de uns tempos pra cá, penso que banalizamos esta palavra. Tudo é
gratidão. Eu mesma escrevo muito isso em meus posts. E há também a “florzinha
da gratidão” criada pelo Facebook. É linda! Adorei! Por outro lado é uma
palavra tão dita, que está sendo usada “no automático”, virou lugar comum.
Parece uma ordem imposta ou uma convenção estabelecida; ou seja, temos a
obrigação de sentir gratidão e de
manifestá-la por tudo. Não raramente, vejo pessoas que narram verdadeiras
desgraças e encerram seus textos, tuítes,
posts ou comentários com a famosa
“#GRATIDÃO”.
Ainda sobre
gratidão, atitudes semelhantes me levam a crer que perdemos muito da essência
do conceito de gratidão, do peso de seu
significado. Outro aspecto que me chama a atenção nesta palavra é que a vemos
muito POR ESCRITO; mas, raramente, a OUVIMOS no dia a dia, seja no ambiente familiar,
profissional ou social. Certamente, temos uma lista de coisas para justificar
nosso sentimento de gratidão; porém, dificilmente focamos nisso e verbalizamos
olho no olho.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Tenho o hábito de agradecer? Agradeço de forma consciente ou como quem diz “saúde”
ao ouvir um espirro? Crio expectativas sobre as manifestações de gratidão do
outro?
A quinta e
última palavra é “PACIÊNCIA”, lembrando que é parte de um ranking de mais de
cinquenta palavras diferentes. Não sei precisar os motivos; mas, empaquei nesta
palavra. Depois da quarta palavra até o momento em que consegui escrever sobre paciência, passaram-se oito longos
dias. E eu tentei diariamente. Nada saia. Terá sido falta de paciência? Agora
sei que não, porque estou extremamente impaciente hoje e o texto está fluindo.
Foram dificuldades e bloqueios sobre o tema mesmo. Ainda não estou confortável
para falar disso. Muito provavelmente porque gostaria de ser muito mais
paciente e tolerante. Sinto vontade de
ter paciência; por exemplo, d e esperar
que tudo se resolva com o tempo, Sabe aquilo que dizem: “Tudo chega a seu
tempo!”? Minha crise já começa por aí.
Além disso, ão acredito em tempo marcado para os
fatos; sobretudo, quando, diante de uma perda irreparável, ouço: “Chegou a hora
de fulano(a) partir.” Quem foi que estabeleceu isso gente? “É tempo de seca!” e lá se vão anos perdidos pra seca, pra sede
e pra fome. Ou então ouço: “Mas é tempo de chuva. É assim mesmo”. E lá se vão
vidas, lares e famílias inteiras
perdidas. Talvez eu esteja confundindo paciência com CONFORMISMO Sempre senti
asco pelos conformistas. E eu os culpo
por muitas mazelas. Certamente, terei muito que pensar sobre o conceito de paciência
e; sobretudo, PRATICAR MUITO.
PAUSA PARA O
PENSAMENTO: Como defino paciência? Em quais situações/circunstâncias sou
impaciente? O que me estressa mais
IMPACIÊNCIA ou o excesso de PACIÊNCIA?
(Sim, porque existem pessoas que – de tanto serem pacientes – em um determinado
momento surtam.)
Tal como a
maioria, eu também fiz as pausas e pensei
muito sobre cada palavra. Dentre as muitas sensações, a que predominou foi a
inquietação e percebi que não estou certa de que as uso sempre de acordo com o
peso que carregam.
1 – AMOR
“RESPEITO” é a terceira palavra da lista. Não me contive e recorri ao dicionário, antes de dissertar sobre: “respeito: sentimento que leva a tratar alguém ou algo com grande atenção e reverencia.” (In. HOUAISS p 817). PENSANDO SOBRE ESTA DEFINIÇÃO, FIQUEI AINDA MAIS CONVICTA SOBRE A ESCASSEZ DE RESPEITO EM NOSSO COTIDIANO. Raramente vemos alguém “dar” a merecida atenção á outra pessoas ou aos fatos. Desaprendemos a respeitar, se é que aprendemos um dia. Além disso, há muita confusão quanto aos “parâmetros” do que é considerado respeito. Gritar com alguém (para mim) configura desrespeito; para outros, não. Dizer um palavrão dentro de um contexto em que se faça necessário (para mim) não é desrespeito; para outros é.
PAUSA PARA O PENSAMENTO: Como defino paciência? Em quais situações/circunstâncias sou impaciente? O que me estressa mais IMPACIÊNCIA ou o excesso de PACIÊNCIA? (Sim, porque existem pessoas que – de tanto serem pacientes – em um determinado momento surtam.)
quarta-feira, 12 de julho de 2017
FILME RECOMENDADO: “O QUARTO DE JACK” (RECOMMENDED MOVIE: ROOM”)
POR MARI MONTEIRO
O “Quarto de Jack” é um daqueles filmes que temos vontade de rever de tempos em tempos. E sobre o qual a
gente quer conversar... Muito. Contudo, serei concisa. Mesmo porque, ficaram muitas
falas e cenas gravadas em minha memória as quais levarei pra sempre. E isso é
muito pessoal. O que posso afirmar é que o enredo nos conduz a REDESCOBRIR O MUNDO E A ORIGEM DAS
COISAS; assim como, nossa própria origem. É encantador...
Além disso, constitui
uma excelente “ferramenta Pedagógica” indicada para o Ensino Fundamental II em
diante. A trama permite a abordagem de temas relacionados a diversas áreas de ensino:
Arte; Sociologia; Psicologia; Biologia;
Língua Portuguesa; Filosofia; História Geografia e outras. Qualquer que seja a área selecionada, o enredo permite debates
riquíssimos, cujos temas podem ser:
- Isolamento Social;
- Descobertas;
- Realidade X
Imaginação;
- Liberdade;
- Conceitos sobre a
natureza e sobre a origem das coisas;
- A profundidade X a superficialidade
das relações;
- Identidade social
etc.
SINOPSE E DETALHES:
Não recomendado para menores de 14 anos.
Lançamento: 2015. Joy (Brie Larson) e seu filho
Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos
têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers),
que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no
local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com
a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-228263
- acesso em 12/07/2017
Por ora, fiquem com o trailer oficial:
Por ora, fiquem com o trailer oficial:
quarta-feira, 28 de junho de 2017
BRASILEIROS SIMPÁTICOS OU APÁTICOS? (BRAZILIAN SYMPATHY OR APACTIC?)
POR MARI MONTEIRO
Ontem ouvi a
seguinte colocação de um correspondente brasileiro em Nova Iorque: “ Constantemente tenho sido questionado aqui sobre a passividade dos brasileiros diante das denúncias
sobre o presidente da república. As pessoas aqui não entendem por que o povo
não está protestando.” Trago esse
assunto à tona, porque essa é uma
inquietação minha também.
Não se trata
de apologia à violência; não quero pra nós o que está acontecendo nas ruas da Venezuela,
por exemplo. Porém, confesso que não sou
capaz de entender esta APATIA que nos
paralisa. A impressão que tenho é de que os noticiários estão falando de outro
país; que nem conhecemos Michel Temer e os demais (e
são tantos!!!) políticos envolvidos.

PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA: RODRIGO JANOT
O
Presidente, com dedo em riste, se apega
a números “positivos”, afirmando que a
recessão está acabando. Números estes que não conseguimos VER e nem SENTIR. Ele
se defende acusando. Típico. Se não existem provas concretas, como ele insiste
em afirmar, por que não deixar que apurem os fatos até o fim? E ele será
INOCENTADO, oras.
Contudo, a
desordem é tanta que os conluios são planejados às nossas vistas. São
vergonhosas trocas de “favores”. Diálogos que, pra mim, soam assim: “Olha,
fiquem ao meu lado agora, porque vocês serão os próximos denunciados.” É nojento
de ver. Uma quadrilha escancarada na nossa cara.
Eu, “Alice”
que sou, às vezes, prefiro pensar que a maioria de nós não está entendendo a
gravidade da situação. Que estamos todos sem perspectivas; sem opções; sedados ou acreditando, de verdade, nos discursos de Temer que afirmam que está tudo bem e ficará muito melhor em breve...
Estaríamos
nós sendo simpáticos? Fazendo pose e sorrindo amarelo para não perder nossos
empregos ou as migalhas que ainda nos sobram?
Ou, o mais
provável e ATERRADOR, estaríamos
apáticos? Imersos numa espécie de transe? Cansados ao ponto de “deixar quieto”?
Não sei quanto a vocês; mas, tenho um círculo de amigos virtuais e “reais” que
encontro as duas posturas... Ouço de um tudo:
-“Quer
saber? Cansei!”
- “Nada
adianta?”
-“As pessoas
vão pra rua e vira vandalismo!”
- “Graves só
servem para atrapalhar a rotina de quem quer trabalhar!”
- “Alguém tem
que jogar uma bomba no congresso!”
- “Gente!
Que pasmaceira é essa? Povo acomodado!”
-
“Ninguém se salva!”
O incrível e
o que me deixa mais intrigada é que a FALTA DE DINHEIRO; DE EMPREGO; DE
OPORTUNIDADES são aspectos unânimes. Quem não está devendo; não está comprando.
Quem não está empregado, não está
comprando. Quem está empregado, não tem dinheiro pra investir. Os pequenos empresários estão
demitindo, limitando gastos, presos a uma tábua de salvação cheia de furos...
Outra
unanimidade constatada nas conversas que
tenho; nos noticiários; leituras etc... (não precisamos de muitas fontes para saber disso...)
é o fato de que quem sempre PAGA A CONTA – e continuará pagando – somos nós.
Exemplo disso são os funcionários do Estado do Rio de Janeiro. Cadê seus JUSTOS
SALÁRIOS (justos, porque trabalham e não pelo valor do contracheque, que é ridículo)? Existem pessoas passando fome. Profissionais das mais diversas áreas
reduzidos a pedintes, dependendo de favores de parentes e amigos para
sobreviver.
Então, se
somos brasileiros; se nosso presidente é denunciado; se seus pares são tão ou mais suspeitos que ele, como não se indignar??? Não quero “fazer
a simpática!”. Está foda!!! Não consigo ser apática e, pior, a apatia do outro
me incomoda. Muito. Por isso, escrevo; posto; discuto; compartilho; partilho; entendo e desentendo; OUÇO; aprendo; vejo; sinto; respeito... Só não me peça pra ficar indiferente. Não estou morta.

quinta-feira, 1 de junho de 2017
DONALD TRUMP E O ACORDO DE PARIS (DONALD TRUMP AND THE PARIS AGREEMENT)
POR MARI MONTEIRO
O maior pacto global para combater as causas e minimizar os
danos relacionados ao aquecimento global conta com a colaboração de 195 e eis
que o líder de uma das nações que mais poluem no mundo, Donad Trump, se recusa
a continuar fazendo parte deste acordo.
Não entendo como a pessoa tem um posicionamento desses: NÃO ACREDITAR NO AQUECIMENTO GLOBAL. Até as crianças sabem que ele existe e os perigos que ele representa para o futuro do Planeta. Não faz muito tempo, escrevi um livro em parceria com meus alunos de 5º ano chamado: “O PLANETA DO NETO DOS MEUS FILHOS”, ainda será lançado oficialmente. Saibam mais no link:
http://educandoquem.blogspot.com.br/search?q=o+planeta+do+neto+do+meu+filho
E eles, pequenos com cerca de nove e dez anos de idade, conseguiram abstrair e pensar num Planeta em longo prazo. E Trump, agindo como criança mimada (e burra!!!) bate o pé para sair do acordo.
Isso é inconcebível. Depois de todo o trabalho de Obama acerca das ações para poluir menos o meio ambiente, que fizeram com que os EUA perdessem a primeira colocação para a China, entre os países mais poluidores do Planeta, este ser coloca tudo a perder. E, claro, vamos poluir. Poluir mais... O texto abaixo nos dá uma boa visão do significado da participação dos EUA no Acordo de Paris:
Acredita-se que os Estados Unidos se comprometeriam somente
com a obrigatoriedade na revisão dos mecanismos das metas, já que dificilmente
Obama conseguiria a aprovação do Congresso americano para um acordo climático
totalmente compulsório. Apesar de ter se tornado um dos líderes mundiais na
questão das mudanças climáticas, o presidente tem contra ele os radicais
do partido republicado (céticos do clima e maioria no Congresso), que não
compartilham de sua visão. Além disso, Obama já está em seu segundo mandato.“Conseguir que 200 países entrem um consenso será difícil,
mas estou convencido de que teremos grandes avanços aqui”, disse Barack Obama,
numa coletiva de imprensa, após seu discurso.De acordo com os cientistas do clima, as revisões periódicas
das contribuições voluntárias são fundamentais para que se consiga manter a elevação
da temperatura global em 2ºC até o final deste século.
Atualmente os Estados Unidos são o segundo maior poluidor do
planeta, atrás somente da China. Representantes de outros governos, inclusive
do brasileiro, viram com otimismo a declaração de Obama. “Isso é uma
sinalização clara do presidente Obama de ter um acordo em Paris. Indica um
caminho que é distinto do que estava aqui quando chegamos, de que os Estados
Unidos eram contrários a qualquer instrumento que fosse legalmente
vinculante'”, disse Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, “Não há como ter um acordo em Paris, um acordo
robusto do clima, se os Estados Unidos não estiverem a bordo”. (Fonte: https://conexaoplaneta.com.br/blog/obama-defende-compromisso-legal-em-novo-acordo-climatico-global
- acesso em 01/06/2017).
Por enquanto, só sei de uma coisa: O RETROCESSO É CERTO E O FUTURO DO PLANETA É TENEBROSO. São dois anos de esforço conjunto de quase 200 países. E, como dito na reportagem acima, os EUA tem um peso muito grande no acordo. Ou TINHA... É lamentável que o Mundo esteja “dependente” (em grande parte) das ações de um homem que pauta suas decisões em visões retrógradas e baseadas no seu ponto de vista extremamente egoístico e duvidoso!
segunda-feira, 22 de maio de 2017
CRACOLÂNDIA E A GESTÃO HIGIENISTA DE DÓRIA (CRACOLAND AND HYGIENIC MANAGEMENT OF DORIA)
POR MARI MONTEIRO
Entendo que a “Cracolândia” consiste num problema
gravíssimo, que envolve esferas sociais; econômicas e educacionais. O que não entendo é que queiram
“MATAR” os sintomas, sem combater as “CAUSAS”. Que tal começar pelo tráfico?
Prender os traficantes... Sem ter O QUE comprar, talvez (disse talvez), os
dependentes buscassem alternativas. Enquanto houver venda de drogas, existirão
usuários... Mas, é mais fácil “matar” os fragilizados...
Até a última
sexta-feira, o Programa Chamado “BRAÇOS ABERTOS” era o que supúnhamos que estivesse em prática. “Segundo
números da prefeitura apresentados hoje (12), neste período as equipes da
Secretaria Municipal de Saúde fizeram 3.164 abordagens a usuários na região da
Cracolândia, no centro da capital paulista. Deste total, 355 pessoas tiveram
atendimento médico, 280 foram encaminhadas para serviços de saúde, 1.550 foram abordadas
em hotéis e 979 nas tendas da prefeitura.
Lançado no dia 14 de janeiro de 2014, o programa busca
atender aos dependentes oferecendo auxílio financeiro, moradia, trabalho e
capacitação profissional.
O programa da prefeitura acolhe dependentes químicos em
hotéis da região central e oferece uma bolsa para que eles trabalhem por quatro
horas por dia no serviço de limpeza de ruas, calçadas e praças no centro da
cidade. Cada usuário recebe um salário mínimo e meio, que inclui os gastos com
alimentação, hospedagem, além de R$ 15 por dia de trabalho.” (Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/02/em-um-mes-programa-de-bracos-abertos-cadastrou-386-usuarios-de-crack-em-sp
- acesso em 22 de maio de 2017)
Não me perguntem o que falhou neste Programa (aliás,
atrelado a outros Programas Federais implantados). Fato é que a POLITICA
HIGIENISTA DE DÓRIA quer a cidade limpa, pintada, cleam... O verdadeiro sentido de cidade
“BONITA NA FOTO” (só na foto e a qualquer custo!). É só acompanhar este vídeo:
Quando mencionei, antes, o combate às causas (ao
tráfico), penso que poderíamos seguir
exemplos que já deram certo em outros locais. Nova Iorque, por exemplo, teve
sua Cracolândia. Não tem mais. (veja
texto na íntegra e perceba a diferença NAS AÇÕES). http://veja.abril.com.br/saude/nova-york-tambem-teve-sua-cracolandia-e-conseguiu-acabar-com-ela
- acesso em 22/05/2-17).
Fato é que, a truculência NÃO RESOLVE. Eles voltam, como
cenas de Walking Dead. Veja a matéria: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/08/1800634-apos-operacao-trafico-volta-a-cracolandia.shtml
- acesso em 22/05/2017
Já me cansei de
insistir que TUDO PASSA (OU NÃO, que é o caso) PELA EDUCAÇÃO. Desde a Educação Infantil... Se o Poder Público não
oferece ENSINO DE QUALIDADE, visando além do ACESSO do aluno a GARANTIA DE SUA
PERMANÊNCIA; se torna impossível combater situações similares à da Cracolândia. Porque a saída
deve ser pautada prioritariamente na PREVENÇÃO; depois, na punição RIGOROSA dos
TRAFICANTES...
O que houve na última sexta-feira foi similar a um
combate a Peste Negra... Mas, ma minha
opinião, e da forma como enxergo esta administração (e dos anos anteriores também), deveriam colocar uma redoma na área ocupada e encher de gás
letal. Esperar o tempo necessário para a parada respiratória em massa. Em
seguida, Sr. Dória enviaria sua Equipe de Limpeza, e até ele próprio estaria lá
– devidamente uniformizado – imagina se ele perderia essa oportunidade de
marketing? Prontos para retirar os resíduos e as carcaças humanas de velhos, adultos,
adolescentes, crianças e animais (também existem animais por lá) que restarem... Depois, lavariam as ruas e
calcadas com muito desinfetante, pintariam as paredes com cores neutras e fariam muitas
selfies... Para a campanha Presidencial de 2018!
E, tem mais, aposto com vocês que não faltariam “figurantes”
para fazer poses ao lado de Dória. Por
enquanto, me permito indignar e desejar que ele/eles (“autoridades”) acertem
suas contas com o “ALÉM”...
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