Por Mari Monteiro
EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
FILME RECOMENDADO: “QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO” ( Recommended movie: “A Dog's Purpose”)
Já que o
assunto é Pet pra cá, Pet pra lá... Considero oportuno conversarmos sobre o filme,
lançado em janeiro de 2017, “Quatro vidas de um cachorro”. Oportuno; sobretudo porque cresce o número de
abandono de animais em época de festas e de férias. E, lamentavelmente, as adoções não crescem na mesma proporção. Além disso, há o fato de que muitas pessoas
preferem COMPRAR, talvez por supostas questões de segurança ou até – ouso dizer
– status.
Contudo, qualquer
que seja a forma de adquirir um animal
de estimação, considero este filme OBRIGATÓRIO. Quem já possui um animalzinho,
terá noções bem pertinentes sobre o comportamento dele. E, que pretende ter,
pensará muito melhor antes. E, quando fizer sua opção, fará consciente de sua responsabilidade com relação ao vínculo que criamos com os
animais.
Outro
aspecto muito interessante sobre o filme é a possibilidade de realização de um
trabalho pedagógico acerca do mesmo. Em tempos de isolamento social e de
crianças criadas em apartamento e com os olhos vidrados em telas, é
interessante ver o filme com os amigos da escola e realizar atividades
diversificadas após o mesmo. O enredo do filme permite desenvolver trabalhos e
diálogos sobre os seguintes temas:
- RESPONSABILIDADES
INDIVIDUAIS E COLETIVAS.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
ANITTA E A "DESCONSTRUÇÃO" DE PADRÕES (ANITTA AND THE "DECONSTRUCTION" OF PATTERNS)
POR MARI MONTEIRO
Tempos atrás escrevi uma dura crítica nas Redes Sociais sobre Anitta ter sido eleita a "Mulher do Ano". Continuo achando que não é pra tanto. Porém, se tem algo que me causa uma profunda sensação de liberdade é MUDAR DE POSICIONAMENTO; não ser engessada. Além disso, rede social é um espaço - inclusive - para trocar informações; aprender com novas informações... Inúmeras vezes já agradeci a amigos virtuais por criticarem ou complementarem posts meus, cuja visão estava equivocada. Isso é interação; aprendizado. Por outro lado, quando a pessoa é por demais radical e bitolada, a briga (baixaria até) ocupa o espaço do diálogo. E aí... É simples! Um abraço!
Com Anitta aconteceu algo similar. Soube hoje de informações e de um contexto que , particularmente, desconhecia. O que não quer dizer que passei a amar o Funk e a cantora. Mas, que hoje que tenho mais respeito pelo cenário musical em que ela transita.
A propósito, isso tudo tem a ver com o empoderamento, com o ato de assumir-se e acreditar em um objetivo até atingi-lo. E está diretamente associado à educação. Sobretudo, porque precisamos com urgência deixar claro, desde cedo, para nossos alunos, que NINGUÉM É OBRIGADO a possuir um padrão de beleza determinado por uma elite medíocre e burra. Se, enquanto pais e educadores, conseguíssemos minimamente esse feito, certamente teríamos menos crianças e adolescentes sofrendo com as mazelas do bullying.
Enfim, é uma delicia não ser RADICAL e nem FANÁTICA, poder mudar de ideias e rever conceitos. Foi que fiz após a explicação de Spartakus:
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
BRASIL NU - Naked Brazil
POR MARI MONTEIRO
Gostaria muito de ter escrito isso. Mas, já que não escrevi, compartilho com vocês. Isso de a gente continuar "empurrando tudo com a barriga (aliás, coisa bem de brasileiro mesmo) me incomoda a ponto de adoecer meu corpo físico. A gente se encontra na rua e um diz ao outro:
"- Olá, como vai?
- Estou indo. E você?
- Também. caminhando. O importante é que... " - E é aqui que a gente se habituou a ser hipócrita em um grau elevadíssimo, as respostas se completam, geralmente, nessa sequência:
"- estamos com saúde!"
"- estamos trabalhando!"
"- temos o que comer!"
"- não estamos deitados em um hospital!"
"- estamos sobrevivendo!"
"- estamos vivos!"
Ok, Gratidão é importante? Super importante. A questão é que nos habituamos ao "POUCO" e, quando a gente percebe está saltitante e feliz porque se pode correr atrás de migalhas. Isso não deve ser assim. É preciso enxergar. Admitir que está ruim. Que falta oi básico pra mim, pra você e pra maioria do povo brasileiro. E é bem aqui que eu emputeço cada vez mais: a maioria está "QUIETA". É como se estivéssemos vivendo numa realidade paralela... As mazelas não chegarão até nós. Já nos esfolaram. Os aumentos de impostos não nos atinge. Pagamos um dos impostos mais caros do mundo e não vemos retorno. Os corruptos serão presos. Serão presos e soltos em seguida ou ficarão em prisão domiciliar com todo conforto que nunca conheceremos ou em hospitais com recursos que também nunca conheceremos. E assim vamos caminhando. Rumo ao quê? Não sei. Só mesmo relendo Jabor...
As palavras da crônica abaixo,a propósito, atribuídas a Arnaldo Jabor e outros tantos nomes que circulam na Internet, são duras; mas é disso mesmo que precisamos: de um "choque de mente", como dizia uma saudosa vizinha querida. Sabe aquele tapa na cara que se dá quando estamos fora do corpo de tão desorientados? Então, este texto é bem isso. E, acreditem, todas as vezes que releio, meu rosto arde e ruboriza. E isso não é vergonha. É brio.
"- Brasileiro é um povo
solidário.
Mentira. Brasileiro é babaca.
Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo
mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem
para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda
em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo
uma solução para pobreza;
...Aceitar que ONG's
de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa
criminalidade. ..
Não protestar cada vez
que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de
propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente
otária.
- Brasileiro é um povo
alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as
imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar
risada.
Depois de um massacre
que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a
respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um
sério problema.
Quando surge um
escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito
bobo.
- Brasileiro é um povo
trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo
por excelência.
O brasileiro tenta se
enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram
de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo
tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para
trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe
lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se
conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer
nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria
dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que
não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo
honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma
qualidade em baixa.
Se você oferecer 50
Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser
pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo
tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se
arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar
por sua cabeça.
- 90% de quem vive na
favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..
Já foi.
Historicamente, as
favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando
da
Guerra do Paraguai ali
se instalaram.
Naquela época quem
morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava
com o crime.
Hoje a realidade é
diferente.
Muito pai de família
sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma
grana legal.
Se a maioria da favela
fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para
fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso,
cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar
suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um pais
democrático.. Mentira.
Num país democrático a
vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha
que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se
apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi
executado friamente.
Num país onde todos
têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a
maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia,
mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do
politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que
detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes,
arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos,
vereadores).
Todos sustentados pelo
povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do
poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho
brasileiro.
Na minha opinião, um
dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha
malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando
a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa
da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele
sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que
pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta
campeões do mundo né?
Grande coisa...
O Brasil é o país do
futuro.
Caramba , meu avô
dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação
e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se
safaram...
Brasil, o país do
futuro !?
Hoje o futuro chegou e
tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou
nem comentar."
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
BULLYING: O QUE TEMOS COM ISSO? ( BULLYING: WHAT DO WE HAVE WITH THAT?)
POR MARI MONTEIRO
Como
professora de Ensino Fundamental I, II e Médio eu já presenciei,
lamentavelmente, inúmeros casos de bullying. E isso não é de agora. Acontece há
décadas. É que, quando “ganhou” este termo em inglês, ganhou mais
notabilidade. Têm uns 15 anos, um a aluna
chegou pra mim e disse:
- Professora,
aquele mininu ali tá bulinando ni mim! (sic)
Pois é já
era o tal do bullying, mas falado na nossa língua. Após conversar melhor
coma garota, entendi que o garoto estava
enfiando o lápis no cabelo dela e dizendo que tinha ficado preso, porque o
cabelo dela era crespo. Parece pouco não é? Mas, não é. Para uma criança que só
conhece bonecas e personagens de TV com cabelos lisos e soltos, isso causa
desconforto. E prestem atenção ao tempo
verbal usado por ela: “BULINANDO”; ou seja, estava acontecendo... Não foi uma
vez, foram várias até que ela me
falasse.
Em momentos
similares, em minha concepção, já cabem providências como debates; rodas de
conversas sobre diversidade e sobre
aceitação. Mas, na maioria dos casos, a cena
se resume a uma bronca pública como:
- “Fulano,
pare de mexer coma colega!”
E a gente, ingenuamente,
pensa que resolveu a situação. Não
resolvemos não apenas este caso, como borbulham outros tantos e diversos nas salas de aula. E, pior, apesar
de o bullying ser uma prática diária nas escolas (e na vida social...) em
qualquer idade, o assunto só vem à tona quando ocorrem tragédias decorrentes do
tema. Passados alguns dias, retomamos nossa rotina de indiferenças. Fingimos
que não vimos isso em casa ou na escola; fingimos que não é conosco ou com
nossos parentes.
O agravante
maior é IGNORAR OS SINAIS. Aprendi nestes
anos de experiências algumas ”coisinhas” valorosas:
- Todos
sofrem bullying, inclusive adultos e os PROFESSORES.
- As
consequências do sofrimento de bullying se agravam com achegada da adolescência.
- Cada indivíduo
lida com o isso de forma diferenciada: uns se isolam; outros se tornam mais
agressivos e reagem verbal ou fisicamente.
- O bullying
pode ser praticado até mesmo de forma “silenciosa”,
apenas com olhares de reprovação.
- Nenhuma vítima de bullying “surta” sem dar “sinais”.
- Conversas
em casa e na escola ajudam muito na compreensão “do diferente” e da prática do
respeito mútuo.
- Existem
diversos filmes e documentários que tratam de Bullying e de
Cyberbulling. Aqui mesmo no blog, existem algumas recomendações feitas em artigos
anteriores.
Outro
aspecto a se pensar é que a diminuição da proximidade e do diálogo entre as
pessoas (seja na escola ou fora dela)
está contribuindo muito para que a vítima de bullying “se feche” e não tenha
coragem de falar sobre o assunto com ninguém. Tal comportamento aumenta a
possibilidade do surgimento de transtornos comportamentais, depressão e
síndrome do pânico, podendo avançar para consequências graves.
Obviamente,
este pequeno artigo não encerra as discussões e nem resolve o problema; mas,
fica o espaço para discutirmos de modo cada vez mais consciente o tema e não
deixar que mais vítimas sofram com isso. Este espaço é nosso!!!
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
CRIANÇA SENDO CRIANÇA (CHILD BEING CHILD)
POR MARI MONTEIRO
Certa vez
ouvi (não me lembro d e quem) que “temos apenas sete anos para ser criança e o
resto da vida para sermos adultos.” Desde então, sempre penso nisso. Outra coisa que ouvi - e esta mais recente, numa pesquisa divulgada
pela mídia – é que idade mínima
RECOMENDAVEL para que uma criança tenha um tablet; Ipad; celular etc é DOZE
ANOS.
As
propagandas do dia da Criança – nos canais por assinatura – incluem CELULARES e
IPads como sugestões de presente. Não
que eu seja radicalmente contra o acesso das crianças a aparelhos eletrônicos,
afinal eles nasceram na Era Digital. A questão é o quão patético é você ver
pais e filhos; inclusive, em eventos, cada
um no seu celular... Apáticos, sem trocar palavras. Já sei. Vão dizer: “Lá vem
a Mari com a história do EQULÍBRIO!”
Sim, Insisto há que se dar um jeito nisso. Logo não conseguiremos mais
conversar com nossos filhos e netos pessoalmente.
Reparem numa
criança de 3, 4, 5 anos... Assistindo vídeos no celular. Eu reparo nisso. Gente
é MACABRO. Nem piscam. A gente precisa chamar três ou quatro vezes pra criatura
perceber que estamos ali. E os olhos? Percebam que ficam “secos”; absortos... E,
junto com vídeos, milhares de anúncios
eficazes para fixar o “CONSUMISMO TOUCH”.
Além disso, já presenciei em vários lugares e em situações diferentes, adultos "dando" o próprio celular para a criança se "entreter". Outro dia esta cena no consultório médico: a criança não tinha dois anos ainda, ficou inquieta no colo e a primeira coisa que a mãe fez foi ligar o celular num joguinho barulhento e colocar nas mãos da criança. Pronto. Fez se o silêncio!
E o que isso
tudo tem a ver com o Dia da Criança?
Tudo. Tenho certeza de que os pais que puderem presentearão suas crianças com algum aparelho eletrônico.
O que eu tenho a ver com isso? Nada. Apenas estou lhe convidando para pensarmos
juntos.
Por outro
lado, sou radicalmente contra a
ADULTIZAÇÃO e a EROTIZAÇÃO da criança. Ela simplesmente não tem mais parâmetros;
o que equivale a não ter escolhas. São
bombardeadas com crianças com visuais de adultos, com tutorias de make e com coreografias
de funk no Youtube. Nós tivemos
escolhas. Somos privilegiados. Conhecemos o analógico e o digital. VIVENCIAMOS A TRANSIÇÃO. Eles
não sabem o que é a pré internet.
Muitos dirão: "Mas os tempos são outros! Agora é tudo diferente e mais perigoso!" E eu direi: "Mas, ainda existem parques; terra. grama. espaço e algum,as árvores... AINDA. Quanto a ser um tempo mais perigoso, ficar "conectado", preso em casa, crescer atrás de uma telinha também tem certo, grau de periculosidade.
Enfim, a proposta é que pensemos juntos sobre o que a gente faz ou deixa de fazer com as crianças
não apenas no “seu dia”; mas “vezenquando”. A gente:
- Conta histórias?
- Lê livros
pra eles antes de dormir?
- Brinca na
praça?
- Anda de
bicicleta?
- Solta
pipa?
- Joga bola?
- Conversa
sobre a escola e sobre o dia?
-
Estimula a curiosidade?
- Desliga a TV e propõe uma brincadeira?
- Canta
junto?
- Dança
junto?
- Imagina
desenhos nas nuvens?
- Vê o por
do sol?
- Mostra a
Lua?
- Vê retratos e conta sobre sua infância?
- Ensina de
onde vêm os alimentos?
- Pula amarelinha?
- Faz uma “prece”
junto? (nada a ver com religião, mas com
fé - a fé que você acredita)
- Brincam
com um pet? (nem que seja um beta no
aquário?)
- Toma banho
de chuva?
- Explica de onde vem os alimentos?
- Ensina a valorizar toda forma de trabalho?
- Pula
corda?
- Faz brinquedos em casa?
- Ensina cuidar do meio ambiente?
- Faz as refeições à mesa?
- Tem um balanço
no jardim de casa ( ou na casa dos avós)
- Se
preocupa em ter um quintal?
- Anda
descalço na terra?
- Planta árvores
ou flores? (Pode ser um cacto
pequenininho..)
- Colhe
fruta do pé?
Então, não
reclamemos e nem temamos o futuro do Planeta... Nós contribuímos todos os dias para o aumento da
INDIFERENÇA; para a “mecanização” das ações; para o descaso; para o silêncio e
para dias obscuro e perspectivas duvidosas.
Muitos dirão: "Mas os tempos são outros! Agora é tudo diferente e mais perigoso!" E eu direi: "Mas, ainda existem parques; terra. grama. espaço e algum,as árvores... AINDA. Quanto a ser um tempo mais perigoso, ficar "conectado", preso em casa, crescer atrás de uma telinha também tem certo, grau de periculosidade.
Enfim, a proposta é que pensemos juntos sobre o que a gente faz ou deixa de fazer com as crianças não apenas no “seu dia”; mas “vezenquando”. A gente:
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
E TUDO MUDOU... (AND EVERYTHING CHANGED ...)
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
Escova virou chapinha
"Problemas de moça” viraram TPM
Confete virou M&M’s
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou glitter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê…
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do “não” não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato, Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis, Todos anjos Agora só tocam lira…
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz… … De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças
(Por Luis Fernando Veríssimo)
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