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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

DEPRESSÃO E PANDEMIA PARTE 1 - DEPRESSION AND PANDEMIC PART 1

POR MARI MONTEIRO


 


Estamos todos necessitados de ajuda. Uma espécie de ajuda, que talvez nem consigamos especificar. Explico melhor. Se me perguntarem, à queima roupa, o que eu preciso neste exato momento para me sentir melhor, com certeza, não conseguirei responder com uma palavra e, muito menos, rapidamente.

Os seres humanos já vinham sofrendo, muito antes da Pandemia, de uma série de males oriundos do isolamento social. A gente vem se enclausurando há  algum tempo. Estamos desaprendendo a ARTE DA CONVERSA. Tudo já vinha se resumindo ao instantâneo; à pressa; à impaciência.

Com o advento da pandemia e suas implicações e polêmicas, o isolamento ganhou força. Reconheço que - em alguns casos - as pessoas até se aproximaram umas das outras no âmbito familiar. Porém, de um modo geral, a falta de "companhia", de sorrisos e de abraços... A falta de empatia e de "toque" têm contribuído para o aumento da tristeza e, consequentemente, desencadeado processos depressivos mais graves.

De todo modo, ouso dizer que a depressão tem um grau de importância maior em tempos como estes. Há meses sem abraçar pessoas queridas, a tela falando mais que o toque... Temo que  a gente perca o "jeito" de abraçar e de tocar o outro... Temo perder pessoas... Mais pessoas...

Enfim, em tempos de negacionismos e de desapreço pela ciência, por parte das autoridades e de boa parte da população brasileira, nos resta defender a CIÊNCIA e o AMOR... Perguntar aos amigos, mesmo que à distância, como eles  estão. Fazer ninho em nossos próprios braços, fazer preces, benzimentos, mandingas... Atos de toda crença para nos sacudir pelos ombros e nos avisar da brevidade da vida e da importância de estarmos juntos e VIVOS, quando tudo isso passar.  Por ora, ESPERANÇA é a palavra da vez.




 

quinta-feira, 14 de março de 2019

MASSACRE NA ESCOLA ESTADUAL RAUL BRASIL ( MASSACRE IN THE STATE SCHOOL RAUL BRASIL)

POR MARI MONTEIRO






Em choque, escrevi isso ontem (13/03/2019) numa Rede Social:


"Sério gente, estou péssima... Cheguei a vomitar de nervoso e de tristeza... Tenho um carinho muito grande pelos adolescentes e suas HISTÓRIAS e PLANOS DE VIDA... Aí vem alguém cheio de ódio... que, provavelmente teve um INCENTIVO, um GATILHO ou sei lá o que e acaba com tudo... Aprendi muito sendo professora de adolescentes: se eles recebem CARINHO e RESPEITO (em casa e na escola), e eles nos devolvem isso, E NUNCA confundam CARINHO com MIMO e nem AUSÊNCIA com presentes... "😔

Achei que hoje conseguiria elaborar um diálogo sobre o fato. Não consigo, Ainda em choque, tudo que ouço e leio nas mídias me parecem informações desconexas.  Eu "estou desconexa", em pedaços. Um pensamento não se alinha ao outro. 

São muitas divagações. Uns  culpam o videogame (meu filho sempre jogou vídeo game); outros o presidente ( ele está presidente do país inteiro e a maioria não está pegando em armas e planejando massacres); outros a falta de Deus (conheço ateus generosíssimos que amam ao próximo). E tudo isso me deixa triste e confusa, porque, mais uma vez, a discussão fica "NO RASO". São conjecturas mais fáceis de pensar e de serem aceitas pela maioria.

Li agora que estão analisando a possibilidade de uma relação dos assassinos de Suzano com um Grupo de ódio. Isso é muito grave... E precisa de  estudos profundos. 

Ainda não me  sinto em condições de continuar este diálogo hoje, mas vou retomá-lo em breve. Isso tem que parar. Uma coisa vou insistir até o fim (prioridade pessoal?): PRECISAMOS ESTUDAR/ANALISAR/DESCOBRIR (me fogem as palavras) A CAUSA DO ÓDIO. Quais são os "gatilhos"? O que fazer para que as pessoas, crianças adolescentes... Enfim, todos conversem mais?

Até amanhã Mimos.

Aproveitem e abracem quem está aí com você agora: sua mãe, seu pai, seu filho. seu amigo, seu parceiro... Apenas abrace...

15/03

Passando pra dizer que ainda não estou pronta pra continuar a falar sobre isso. Se é que estaremos um dia... Mas, tenho esperança de tentar compreender a origem do ódio, Falo no singular, porque , a princípio, acredito ser muito particular... cada indivíduo com sua histórias e com seus desejos...

Volto logo! Bju da mimo!



(...)
20/03

Ainda sem entender muito bem o que dizer sobre tudo isso. Como ouvi de uma psicanalista que participava do acolhimento dos alunos, ontem na escola, "será um processo longo de retomada das rotinas  e de uma possível vida normal."




Além disso, aguardo a divulgação do depoimento do terceiro jovem envolvido no caso que  está, inclusive, sendo chamada de provável autor intelectual do crime (único sobrevivente responsável pelo massacre. Alguém tem que ficar vivo pra contar a história né?). Quem sabe a partir da narrativa dele, somada às provas que  a Polícia Civil coletou, possamos entender (ainda que muito superficialmente) o que se passou na mente desses jovens...

Meu maio medo: ISSO SER A PONTA DE UM ICEBERG e a gente - como de costume - demorar eras pra perceber... Ou, como foi o caso, perceber tarde demais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MERGULHADOS NO RASO (DIVING ON THE SURFACE)



Por Mari monteiro



Sabe aquela coisa que sempre ouvimos: " Deixa pra lá, quanto mais mexe, pior fica"? Pois é. Acredito que isso tenha sido tão incutido em nossa memória, que poucos de nós percebem que estamos andando e, pior, vivendo tudo apenas superficialmente.

É mais ou menos assim: todos nós sabemos "muito pouco"  de "tudo". E ponto. Simples, raso e triste assim.

Fomos, aos poucos, perdendo a coragem de olhar profunda e demoradamente para um outro par de olhos; para uma situação; para a vida... Estamos nos tornando zumbis. Vivemos com a luz do celular a iluminar nossa face; mas não olhamos diretamente (e sem pressa) para a pessoa com quem estamos falando.

Sempre que possível evitamos o diálogo. Não queremos saber do problema do outro. Mesmo por que, quem é o outro na fila do pão não né?

E os conflitos emocionais, sociais, morais etc? Basta fechar os olhos. Na superfície tudo é relativamente mais seguro. Em contrapartida, tudo é tão efêmero, sem encantos, deixamos de ver tantas cores, nuances  e texturas. Esse é o preço do mergulho raso: não viver plena e intensamente. Não sei vocês, mas eu dispenso...

Por fim, mais um aspecto a lamentar: a geração atual. Eles já nasceram "no raso". Poucos aventureiros conhecerão além da superfície. Serão queles que ousarão olhar nos olhos; questionar; amar; transformar... Torço para que sejam muitos e que tenham coragem para "mergulhar".

Ps. Meus Mimos, nada é por acaso... Nunca foi! Uma amiga querida, a Marcia Neiva, com quem divido algumas "loucuras", me disse que  este micro-artigo lembra este clipe. Assisti e percebi que sou "EU" todinha... Com medo desse mundo moderno e, às vezes, com  medo de mim mesma. Apreciem...






segunda-feira, 4 de junho de 2018

O BRASIL E O BRASILEIRO NA COPA DA RÚSSIA 2018 ( BRAZIL AND THE BRAZILIAN IN THE RUSSIAN 2018 CUP)

POR MARI MONTEIRO



Não direi que fiquei triste com os resultados de pesquisas que dão conta de que MAIS DA METADE dos brasileiros não têm expectativas com relação à Copa do Mundo de 2018; ou seja, não estão tão interessados como de costume. Fico feliz em saber disso. Há anos lidamos com a pecha de que o Brasil é pais do FUTEBOL e do CARNAVAL. 


Particularmente, ansiava por esse indício de  mudança de mentalidade. Saber que 65% da população não está interessada na Copa chega a me deixar feliz. Não posso compreender a população vivendo tempos caóticos e, como num passe de mágica, e no período da Copa, fica tudo lindo. 











É como se tivesse ocorrido uma espécie desencantamento. Como se olhássemos uns para os outros e disséssemos: "Opa, que copa?... Tanta gente  na miséria, somos roubados todos os dias através de dezenas de impostos, corrupção que não acaba mais e agora vamos parar tudo, porque  a Copa é linda??? Agora é tudo verde e amarelo e só se fala em Neymar e companhia?"

Não me alongarei por aqui. O resultado da pesquisa fala por si e se permite interpretar pelos mais variados motivos. Mas, que senti uma pontinha de  esperança aqui, eu senti. E tem mais. Torcerei para a Alemanha, que nos deixou aqui um "Centro Educacional" como legado. Enquanto as obras para a Copa passada em nosso país ou estão às ruínas ou são, em sua  maioria, frutos de superfaturamento. 









quarta-feira, 28 de março de 2018

FILME RECOMENDADO: CORRA (RECOMMENDED FILM: GET OUT)

Por Mari Monteiro





Sabem aqueles filmes que a gente vê e fica uns três dias pensando e conjecturando sobre as possibilidades de tudo que acontece no roteiro ser real??? "Corra" é um destes filmes.

Com um enredo cativante, este suspense consegue nos fazer crer em pessoas que são livres de preconceito, que são generosas e unidas. Trata temas  atemporais com uma sagacidade incrível.

Da metade do longa em diante, é impossível não "vivenciar" todos os acontecimentos na pele do protagonista. Ele nos conduz  em uma jornada que envolve nossos sentimentos mais arraigados. Não torcemos para ele, nós "CORREMOS" com ele.

Não se trata de resenhar o filme, mas de instigar o desejo de vê-lo e tirar suas próprias conclusões. Além da excelente atuação do protagonista,  o enredo possibilita diversos diálogos em casa, na escola etc. Dentre as temáticas, destaco:

- Confiança
- Preconceito racial
- Egoismo
- Ganância
- A busca pela perfeição
- Determinação
- Coragem


Diante das temáticas apresentadas, é possível desenvolver atividades pedagógicas em diferentes áreas; sobretud

- Sociologia
- História
- Filodofia
- Arte
- Biologia
- Psicologia


Segue o trailler oficial do filme:




segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

SOLIDÃO FABRICADA - um artigo em construção (SOLITAIRE MANUFACTURED - an article under construction)

POR MARI MONTEIRO



Tenho pensado muito em nosso comportamento "social". Na verdade, procuro entender o porquê dessa solidão crescente, suas causas e consequências. Não é um tema raso. Sei que demorarei para concluir este artigo. E, gostaria muito de contar com a PARTICIPAÇÃO DE VOCÊS, através de relatos.


Não falo daquela solidão útil e necessária que é saudável, Esse tipo de solidão, creio, escolhemos quando e onde senti-la. Falo de uma solidão na qual estamos sendo inseridos, condicionados. Alguém ou algo está nos isolando uns dos outros.  E o mais pernicioso nisso tudo é que é intencional e não nos damos conta. Quando percebemos, já não estamos mais saindo de casa com  a mesma frequência; não visitamos mais nossos amigos; não nos  sentamos juntos na mesa às refeições; mesmo na presença de companhias que nos são caras (ou deveriam ser), ficamos agarrados à tela do celular. Isso é uma doença grave gente!





Estamos perdendo o jeito pra conversar. As palavras já não fluem naturalmente. Lembrando que para a geração digital isso já é meio que normal. O que não quer dizer que seja bom.Pelo contrário, eles sequer tiveram as oportunidades que  nossa geração teve: trocar cartas; brincar na rua; conversar até tarde (pessoalmente); aprender desde cedo a olhar nos olhos... Considero isso triste.


Como consequência maior deste estado de isolamento, existe  a depressão. Algo que temo que se transforme em algo tão corriqueiro que ninguém mais se importe em EVITAR que aconteça.






O diálogo anda tão escasso que evitamos conversar com as pessoas sobre nossas vidas, nossos planos, nossas angústias. Porque a impressão que fica é que  estamos incomodando. E temos motivos pra pensar assim. A maioria não nos dá "abertura" pra tanto; ficam olhando para os lados. atendem o celular no meio da conversa. ligam a TV, mudam bruscamente de assunto... Enfim, a gente desiste de "puxar assunto"... Começamos a nos achar os chatos da história. E, às vezes a  gente só quer falar um pouco, OUVIR também, rui um pouco, chorar um pouco... A gente quer CONVIVER PORRA!





Já repararam que a gente não consegue mais marcar e CUMPRIR agenda com amigos. Desses encontros pra relaxar e jogar conversa fora. A maioria para ali na famosa promessa: "VOU VER E TE FALO!"

Continua...

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