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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

domingo, 12 de julho de 2015

ELABORAÇÃO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO SEM TRAUMAS! (PREPARATION WORK WITHOUT TRAUMA COURSE COMPLETION!)

POR MARI MONTEIRO




Antes de começar um texto extremamente técnico e OBJETIVO sobre a elaboração de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), preciso informar que ALGUNS PROFESSORES, MESTRES, DOUTORES E O ESCAMBAU  parecem ter a única função de COMPLICAR A S COISAS E FAZER TODO MUNDO GARRAR ÓDIO DE UM TRABALHO TÃO IMPORTANTE. Entendo bem isso. Presenciei  muito isso enquanto lecionei para o Ensino Médio. Em escolas de boa qualidade, é muito normal que os alunos realizem, ao final do EM, um TCC. 


Acredito nesta proposta. É interessante fornecer ao aluno uma noção mais próxima possível da vida acadêmica. A questão é há professores que EXAGERAM. Gente, “os meninos” estão no ENSINO MÉDIO. Considerem aspectos como: falta de preparo nos anos anteriores; maturidade. Conhecimento científico suficiente etc. Caso contrário, ao invés de prepará-los e incentivá-los, estaremos fazendo com que eles temam a vida acadêmica.


Dito isso, esclareço que para a realização de um BOM TCC é necessário, antes de tudo, PAIXÃO PELA ÁREA DE ESTUDO ESCOLHIDA E PELO TEMA. Quando a gente não gosta do temas, não vai rolar. E aí reside um grande problema com alguns PROFESSORES ORIENTADORES. Ilustríssimos Professores e Mestres, o tema precisa ser INTERESSANTE para o ALUNO/ACADÊMICO e não um tema que apenas atenda as expectativas de professores limitados a esta ou àquela área. Então, deem - lhes a LIBERDADE DE ESCOLHA. O que pode acontecer, com tempo, através de algumas pesquisas sobre possíveis temas atraentes para os alunos. Uma vez gostando do tema, o resto é pesquisa e PESQUISA REQUER PAIXÃO. No mais, a ABNT não deixa espaço para muita coisa. A escrita e a formatação é muito técnica. E DEVE SER ASSIM. Precisamos ESCREVER BEM e FALAR BEM. Assim, fica fácil? Não. Mas, ao menos existe uma maior possibilidade da elaboração de um TCC com excelente qualidade. Pois, uma vez apaixonado pelo seu tema, o aluno vai se engajar como nunca na pesquisa. Saberá sobre o assunto e conseguirá escrever sobre ele dialogando com os AUTORES que já se apropriaram do tema escolhido.  Lembrem – se UM TCC É UMA COLCHA DE RETALHOS FEITA A MUITAS MÃOS, suas mãos e as mãos de muitos outros pesquisadores.


OBS.1 - Nunca é demais lembrar a GRAVIDADE das escritas que envolvem PLÁGIO.

2 – O Google é um mecanismo de busca. Nunca confie no primeiro link que encontrar.

3 – Não recorra a “TCCs PRONTOS”, disponíveis na rede. Eles não refletem suas idéias. Além disso, você terá a ilusão de que foi “esperto”; mas, na verdade, terá deixado de aprender muita coisa!


BOA LEITURA E BOM TRABALHO!





1 – Diferença entre TEMA e TÍTULO:

Muitos estudantes comumente tendem a confundir o tema de seus TCC’s, com o título efetivamente dado para tal trabalho. Sim, existe diferença entre estes dois itens.
O tema do TCC remete à área que se pretende abordar, ao assunto que se pretende dissertar, estudar e aprofundar.

O título do TCC é como a frase de chamada. Deve ser atraente, instigante, inovador, como o de um livro, que através de sua capa enseja uma mensagem, detém certo marketing, um poder de atração que leva o consumir a comprá-lo.

Nesse sentido, ao delimitar o tema da Monografia, o aluno deve ter em mente seu objeto de estudo. Proporcionalmente, ao eleger o título da Monografia, deve elaborar sua frase de chamada, seu atrativo, com efeito, que proporcione impacto, peso, significância, remetendo ao conteúdo de forma interessante e criativa.

Nada mais monótono para um orientador que receber um trabalho monográfico que estampe na capa: “Ensino superior privado no Brasil”, de um aluno que expresse o questionamento da qualidade e da autenticidade dos diplomas adquiridos em instituições de ensino privadas, com pouca, ou talvez nenhuma excelência. Melhor seria ilustrar o título da seguinte maneira: E o diploma, está à venda?

Do modo supracitado, certamente uma Monografia será apresentada de modo a suscitar interesse, entusiasmo do leitor, e sendo este o orientador, melhor conceito final.


2 - ETAPAS

Elaboração do Projeto;
Análise e aprovação do projeto;
Elaborar referencial teórico  de modo a contemplar os capítulos (dica: uma vez decidido o tema e limitado o título, elabore os títulos dos capítulos  de modo a apresentar o assunto de uma forma seqüencial e satisfatória);
Coleta de dados (caso haja pesquisa de campo);
Tabulação e análise dos dados;
Elaboração do documento (escrita dos capítulos);
Revisão final gradativa dos capítulos pelo Professor Orientador (recomendável);
Revisão final;
Entrega do TCC;
Socialização do TCC (apresentação do TCC quando for o caso).

3 -  ELABORAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

► ROTEIRO DO TCC
A estrutura do TCC é composta de três partes básicas, denominadas de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, em cada uma destas partes existem elementos que podem ser obrigatórios e opcionais. A sequência destes elementos está apresentada a seguir. Elementos Pré-textuais:
►Capa (obrigatório);
►Folha de rosto (obrigatório);
►Declaração de Autoria (obrigatório);
►Folha de aprovação (obrigatório);
►Dedicatória (opcional);
►Agradecimentos (opcional);
►Epígrafe (opcional);
►Resumo (obrigatório);
►Sumário (obrigatório);
►Lista de ilustrações (opcional);
►Lista de abreviaturas (opcional);
►Lista de símbolos (opcional).
►Elementos Textuais:
►Introdução (obrigatório);
►Desenvolvimento (obrigatório);
►Conclusão (obrigatório).
►Elementos Pós-textuais: Obras Consultadas (obrigatório);
►Apêndice (opcional);
►Anexo (opcional);
►Glossário (opcional).

4 - NORMAS A SEREM SEGUIDAS NA ELABORAÇÃO DOS DOCUMENTOS

Nesta seção são apresentadas algumas orientações relacionadas à forma de organização e digitação dos trabalhos, seguindo as normas estabelecidas pela ABNT. Para maiores detalhes devem ser consultadas as respectivas normas, procurando sempre verificar se elas estão atualizadas, tendo em vista que periodicamente algumas delas são reeditadas contendo modificações.

4.1 CAPA

A capa é o elemento inicial de um trabalho acadêmico e é indispensável para sua identificação. Nas normas da ABNT são apresentados quais dados devem ser incluídos, bem como indica a sequência a ser adotada. No entanto não são apresentadas nenhuma menção das medidas, espacejamento e tamanho de letras. Segundo a NBR 14724, “o projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho”.


4.2 FOLHA DE ROSTO

A folha de rosto apresenta a mesma distribuição da capa do trabalho, sendo retirados os nomes da instituição, GPA e curso; e incluído a natureza do trabalho, que é digitado na linha 23, recuo a esquerda de 8 centímetros, espaçamento simples, fonte 10 e justificado. A natureza do trabalho deve ser seguido do objetivo (Trabalho de Conclusão de Curso ..., avaliação, etc), do nome da instituição (UNIVAG – Centro Universitário de Várzea Grande), e nome do(s) orientador(es) ou do coordenador.


4.3 FOLHA DE APROVAÇÃO

A norma da ABNT, publicada em 2001, tornou este elemento obrigatório, em todos os trabalhos científicos. A folha de aprovação deve conter:
►nome do autor (ou autores) do trabalho;
►título (por extenso) e subtítulo (se houver);
►natureza do trabalho;
►objetivo visado pelo trabalho;
►nome da instituição a que o trabalho é submetido;
►área de concentração;
►data da aprovação;
►nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.


 4.4 RESUMO

O resumo deve ser redigido em um único parágrafo, em espaço simples, com aproximadamente 300 palavras, contendo título, autor, professor-orientador e abaixo do resumo 03 (três) palavras chaves. O conteúdo do texto deve expressar o Assunto, o Problema, o Objetivo, a Metodologia, o Resultado e a Conclusão a que se chegou depois de realizada a pesquisa, por isso é o último texto a ser redigido na monografia.

4.5 SUMÁRIO

Tem a finalidade de facilitar a localização dos assuntos. Deve indicar todos os elementos estruturais (títulos, subtítulos e seções), na mesma ordem e grafia em que aparecem no texto. O sumário pode ser gerado de forma fácil, utilizando o processador de texto Word. Primeiro é necessário selecionar os títulos, um a um, e na caixa de estilo, mudar de normal para o nível do título que foi selecionado (Título 1, Titulo 2 ...). Entende-se por título 1, aqueles sem numeração (exemplo: INTRODUÇÃO) ou que possui apenas um algarismo arábico. Quando é escrito com dois algarismos, como no caso desta seção 3.2, é considerado título dois. Após a definição de todos os títulos, basta posicionar o cursor no local onde deverá ser incluído o sumário e realizar os seguintes procedimentos: Inserir (barra de menu), referência, índices, índice analítico, ok. Se o documento apresentar mais de três níveis de título, é só alterar antes de clicar ok o número de níveis a serem mostrados.


4.6 INTRODUÇÃO

Texto que tem a função de informar ao leitor o que foi desenvolvido na pesquisa, mostrando uma abordagem geral do tema, a finalidade (objetivo geral), a justificativa, o problema de pesquisa, as hipóteses, a metodologia, bem como as seções que compõem o trabalho de forma resumida e objetiva, sem apresentar análises detalhadas, podendo-se inclusive, fazer algumas colocações pertinentes à conclusão.




4.7 DESENVOLVIMENTO

Constitui a parte mais preciosa do estudo onde todos os segmentos serão analisados detalhadamente. Deve ser subdividido em vários capítulos visando facilitar a apresentação dos dados coletados, das pesquisas e análises realizadas, das argumentações desenvolvidas, das propostas pertinentes e dos resultados alcançados nos diversos assuntos abordados, que estão diretamente relacionados ao objetivo geral e aos objetivos específicos do trabalho.

A título de padronização serão exigidos que o TCC apresente no mínimo: um capítulo de fundamentação teórica, um capítulo expressando a metodologia utilizada no estudo (ver item 7 do Roteiro de Projeto) e um capítulo de análise dos resultados obtidos na pesquisa. A análise de resultados deverá discutir os dados obtidos e relacioná-los com a fundamentação teórica apresentada no capítulo inicial, é neste item que se apresenta as tabelas, gráficos e respostas obtidas nos instrumentos de coleta de dados.

A linguagem utilizada em todo o trabalho é impessoal, não se utilizando termos como: verificamos, observamos, concluímos, observei, utilizei, analisei etc. Palavras como “eu acho”, “talvez se ...”, jamais devem ser empregadas em um trabalho científico. Parte  crucial a ser trabalhada, porque exige maior tempo de pesquisa para gerar os textos, as tabelas, os gráficos e as citações. Daí, a razão de ser indicado um professor orientador para acompanhar o acadêmico na sua elaboração.
Independente do tema pressupõe-se que um TCC deva conter no mínimo 60 (sessenta) páginas.


4.8 CONCLUSÃO

Este é o último texto a ser elaborado, não precisando que se recorra a qualquer referencial. Nesta parte do documento são apresentados os resultados obtidos de forma clara e objetiva, sempre centrando nos objetivos do trabalho e do problema que deu origem à investigação. Também são apresentadas sugestões para novas pesquisas e estudos sobre o assunto abordado, ou de aspectos específicos e importantes que foram identificados no decorrer do trabalho e não foi tratado por não estarem relacionados aos objetivos específicos do estudo realizado ou por questões de tempo e custo.


4.9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Segundo a ABNT, referência é um conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite a sua identificação individual. No caso específico de referência bibliográfica, ela deve situar-se após a conclusão do trabalho nos elementos pós-textuais, antes dos apêndices e anexos.

4.10 APÊNDICES E ANEXO

Apêndice é um elemento opcional, elaborado pelo próprio autor(es) do trabalho e trata-se de um documento, texto, formulário de coleta de dados, artigo ou outro material qualquer, que se destina a complementar as ideias desenvolvidas no seu decorrer.

O anexo também é um elemento opcional e de suporte ao estudo realizado. No anexo é incluído o material que não foi elaborado pelo autor da pesquisa.



5 - NORMAS DA ABNT QUANTO A FOLHA, ESPAÇAMENTO E DIGITAÇÃO.

5.1 Tamanho do papel e margens
Utilizar papel formato A4 (21,0 cm de largura por 29,7 cm de altura) de cor branca. As margens devem ter as seguintes dimensões 3: margem superior 3,0 cm; inferior 2,0 cm; esquerda 3,0 cm e direita 2,0 cm.

5.2 Tamanho e tipo de fonte
O tamanho da fonte recomendado para o texto do corpo do trabalho é 12. Nos títulos das seções e suas subdivisões o tamanho da fonte não deve ser mudado, mantendo também 12. No caso da citação direta ou textual (transcrição) com três ou mais linhas, denominada citação longa 4, bem como em notas de rodapé o tamanho de fonte a ser utilizado é a 10. A ABNT não determina um tipo de letra (fonte) a ser utilizado, entretanto recomenda o uso dos tipos Times New Roman ou Arial. Com o objetivo de padronizar os trabalhos a serem desenvolvidos optou-se pelo tipo Arial.

5.3 Espaçamento entre linhas
Espaçamento entre linhas para o texto em geral, estabelecido na última norma da ABNT é o duplo, entretanto neste manual está sendo adotado, para os elementos textuais, o espaçamento de 1,5 linha, visando economizar papel e custos com as cópias dos documentos produzidos. Para evitar a inclusão de uma linha após cada parágrafo do texto, é possível formatar o espaçamento depois do parágrafo com 12 pt. 5

5.4 Espaçamento entre parágrafos              
A ABNT não faz menção ao espaço entre parágrafos, nas suas últimas normas (FURASTÉ, 2006). Para facilitar a leitura e por questões estéticas será adotado o espaço depois do parágrafo de 12 pt, que equivale ao espaço de uma linha. Os procedimentos para realizar este tipo de formatação utilizando um processador de texto estãoexplicados na nota de rodapé na subseção anterior.



5.5 Numeração das páginas
A posição da numeração das páginas deve ser no início (parte superior - cabeçalho) e o alinhamento a ser adotado é à direita, isto é, canto superior direito, a dois centímetros das bordas (superior e direita)6. Todas as páginas são contadas (a partir da folha de rosto, não é considerado na contagem a capa do documento), entretanto a numeração não aparece na parte pré-textual. A numeração só é escrita a partir da primeira página da parte textual (NBR 14724, 2001, p.5). A numeração é feita em números arábicos.
Quando houver apêndice ou anexo, suas páginas serão também numeradas, obedecendo a sequência e a forma apresentada no parágrafo anterior.

5.6 Numeração dos títulos
Os títulos que recebem indicativos numéricos devem ficar alinhados à esquerda, com o numeral separado por um único espaço. A distância da borda superior é de três centímetros, portanto, inicia-se logo na primeira linha da página. O texto deve iniciar na linha seguinte logo após o título.


6 - RECOMENDAÇÕES PARA A APRESENTAÇÃO ORAL DO TCC (quando for o caso):
►Chegar 30 minutos antes do horário estipulado para sua apresentação;
► Procurar apresentar-se polidamente à banca examinadora, sem usar chavões ou outros maus hábitos de linguagem oral. Evitar intimidades;
► Apresentar com simplicidade oral, sem utilizar períodos longos, ou dizer-se especialista no tema da pesquisa, para não ser antipático perante a banca;
►Informar primeiramente o tema do TCC e citar os pontos básicos a serem abordados, tais como: o professor orientador, o problema e os objetivos;
► Fazer a introdução da monografia (é o resumo da INTRODUÇÃO)
►Deslanchar a apresentação particularizada de cada ponto (títulos, contidos nos capítulos), sem ser prolixo;
►Finalizar a apresentação com a CONCLUSÃO;
►Colocar-se à disposição da banca examinadora, para quaisquer esclarecimentos;
►Sugere-se a manutenção da polidez, através do agradecimento à audiência da banca examinadora.


5-  CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Serão considerados, para fins de avaliação:
►A busca de orientação e atendimento às pontuações do professor-orientador;
►O cumprimento de todas as etapas;
►A observância dos prazos;
►O empenho na fase de coleta de dados, processamento e análise dos resultados;
►A estética do Projeto e do Trabalho Final, seguindo as Normas da ABNT e as orientações deste manual;
►A redação deve ser impessoal, sem erros gramaticais e de digitação, texto coerente e com boa argumentação;
►O conteúdo apresentado (abrangência, clareza, precisão, concisão, autoria e originalidade);
►A pesquisa bibliográfica é suficiente para atender ao problema;
►A análise dos dados coletada está embasada nos teóricos mencionados nos capítulos iniciais;
► A defesa oral do trabalho (desenvoltura e participação na apresentação).




Fontes:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 6p.
_______. NBR 6023: Informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24p.
_______. NBR 6024: Numeração progressiva das seções de um documento. Rio de Janeiro: ABNT, 1982. 2p.
_______. NBR 10520: Informação e documentação: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7p.
ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. 174 p.
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE – UNIVAG. Manual do Trabalho Integrado do Curso de Administração.Várzea Grande, 2006 (mimeo)
_______. Normas para elaboração e apresentação do trabalho de conclusão de curso de Ciências Contábeis. Várzea Grande, 2005 (mimeo)
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para Trabalhos Científicos: Elaboração e formatação. 14.ed. Porto Alegre: Dáctilo – Plus, 2006. 307 p.
OLIVEIRA, Leila Barros Cardoso. Manual para apresentação de monografias, dissertações e teses da Universidade Católica de Brasília. 2ª ed.Brasília: Universia, 2004. 56 p.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

FILME RECOMENDADO: “E SE EU FICAR...” (“IF I STAY...”)

POR MARI MONTEIRO



Quando vejo bons filmes, gosto de fazer anotações para futuras resenhas ou artigos. Nesta noite fria de domingo (05 de julho) não foi diferente. Mesmo com as mãos congelando, tive de escrever algumas das tantas coisas que me passaram pela cabeça.


Confesso que dei uma enrolada pra ver o filme: “E SE EU FICAR...” (as reticências são por minha conta, sempre achei que devessem existir rsrs). A princípio, achei que fosse mais um roteiro para adolescentes, desta vez, não havia lido o livro. Pensei em um enredo emocionante, mas sem profundidade. Ledo engano. E que ADORÁVEL ENGANO!

Para mim, filme bom é aquele que me ENSINA algo e, pra isso, mexe com meus sentidos. E este filme fez isso. Para começar, tem a música como um elemento que vai além de um “pano de fundo”.  Num crescente, a música funciona como um elemento capaz de transformar as escolhas e os caminhos dos protagonistas. Diferentes estilos musicais se misturam de uma forma harmoniosa e bela. Já de saída me apaixonei pela “presença” de Iggy Pop.




Muitas falas do filme povoarão minha mente por dias. Conheço-me. Isso é ótimo. Faz-me pensar, rever situações e mudar atitudes e conceitos.  Uma delas é: “ÀS VEZES VOCÊ FAZ ESCOLHAS; ÀS VEZES, AS ESCOLHAS FAZEM VOCÊ!”. Concordo plenamente.

Em menos de vinte minutos de filme, eu já era a Mia. Vivenciei suas alegrias e seus dramas. Filme é pra isso, para  EXPERIMENTAR DIFERENTES SITUAÇÕES SEM NECESSARIAMENTE ESTAR NELAS. E, modéstia à parte, quando leio um livro ou vejo um bom filme, eu faço isso muito bem. Acredito mesmo que este seja um dos papéis mais importante das ARTE em geral: nos levar para lugares onde nunca  estivemos ou nunca estaremos.




Até mesmo alguns versos das músicas cantadas no filme nos levam a pensamentos férteis... “HOJE É O MELHOR DIA QUE JÁ VIVI. NÃO POSSO VIVER PARA O AMANHÃ. POSSO NÃO CHEGAR TÃO LONGE.” E quem vai discordar disso?


Em outro momento, Adam faz um questionamento à Mia sobre um assunto comum, mas que eu nunca havia pensado por este ângulo: “JÁ TEVE UM RELACIONAMENTO À DISTÂNCIA? É RIDÍCULO! É COMO NAMORAR UM FANTASMA!” Isso é forte gente...



Outros aspectos me ensinaram muito. Ensinaram-me tanto que os listarei aqui que é pra, volta e meia, reler e repensar:

-E se tudo que eu precisasse pra ficar viva dependesse das boas lembranças?

- De quais momentos me lembraria?

- O que me prenderia a este mundo? Quais seriam meus motivos pra ficar?


Cheguei a pensar: “Putz, sou uma mulher adulta (madura até; madura não...” no “ponto” vá! Kkkkk)” e,  se fosse pega à queima roupa por uma situação destas, não saberia responder nada disso... E, mais, descobri que cada um constrói o próprio cenário e que é  este cenário que define nossas prioridades.  DEPOIS DE ONTEM, PENSAREI COM MUITO MAIS CARINHO E COM MUITO MAIS CAUTELA NA CONSTRUÇÃO DO MEU CENÁRIO.




Foi muito bom. O choro foi bom. O aprendizado foi bom. Minha mãezinha entrando no quarto com uma xícara de chá de camomila quentinha e me dando uma dura porque eu estava soluçando em frente à TV. (minhas lágrimas se misturaram ao chá). ESTA É UMA LEMBRANÇA BOA QUE GUARDAREI PRA SEMPRE. 

Enfim, gosto de acreditar (alguns me chamam de tola por isso, não me importo) que EXISTEM AMORES ASSIM: CAPAZES DE NO SALVAR DE QUALQUER COISA, CAPAZES DE NOS FAZER FICAR... 

Deixo pra vocês o que considero uma das melhores cenas do filme, talvez porque (sem spoiler rsrs) seja uma das LEMBRANÇAS MAIS FORTES DE MIA: 





quarta-feira, 1 de julho de 2015

LISTAS DE COISAS PARA SEREM FEITAS A DOIS (THINGS LISTS TO BE MADE TO TWO)

POR MARI MONTEIRO



Em tempos de palavras cada vez mais escassas, me lembrei deste texto que escrevi há quase SEIS ANOS... É. Nem acreditei quando reli hoje. Parece ter sido escrito justamente para “ESSE TEMPO DE ESCASSEZ” em que vivemos. Especificamente no relacionamento a dois, onde faltam principalmente boas conversas. E  WhatsApp não conta viu? (rsrs). Então decidi publicá-lo após tantos anos.



Fazer estas listas exige preparação. Não bastam papel e caneta. São necessárias muitas trocas de olhares; sensibilidade; sinceridade e muita ousadia. A lista deve ser bem específica. Nela não cabem “aspectos genéricos”, nem etc. ou reticências. Ah! Quase me esqueci. Não podemos ter pressa ao fazer as listas; mas é muito bom que elas sejam feitas em tempo.

Dos afazeres de todo dia, o que sobra além da rotina?
De todas as palavras ditas, quais nunca serão esquecidas?
Da noite mal dormida, qual a sensação?
De um sexo bem feito, quantos arrepios ao relembrar?
De cada lágrima, quais os motivos?
De todos os sorrisos, quantos suplantam a dor?
Dos abraços dos seus braços, qual fração de calor cabe em mim?
Dos aromas, qual é o que mais me agrada?
Do olhar demorado, quantas cores, dores e amores sou capaz de enxergar?
Dos beijos, que texturas ainda sinto?
Do meu corpo, qual poro ainda não foi tocado por tuas mãos?
De tudo que tenho, o quanto te pertence?
De tudo que você tem, o quanto me pertence?
Da convivência, quanto restou da liberdade que te traz de volta?
Dos dias vividos, de quais temos mais saudades?


E, depois de feitas as listas, não vamos apenas colar na geladeira. Não são listas de coisas que se compram. São listas de coisas a serem vivenciadas; acolhidas para que sejam tais coisas tudo aquilo que restará de duas pessoas que possam dizer: "nos amamos".

 Contentar-se com menos que isso, é solidão. É ter vivido a dois e não ter conhecido ninguém.



(by Mari Monteiro -  Escrito originalmente em 20/11/2009)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SÉRIE IMPRESSÕES LITERATURA INFANTIL: “PANDOLFO BEREBA”, OBRA DE EVA FURNARI (CHILDREN'S LITERATURE)

POR MARI MONTEIRO



A obra “Pandolfo Bereba”, da escritora Eva Furnari, é parte de uma coleção denominada “O AVESSO DAS COISAS”. Especialmente nesta obra, a autora enfatiza questões relacionadas ao JULGAMENTO BASEADO PENAS NA APARÊNCIA FÍSICA DAS PESSOAS. Para tanto, ela conta  a história do príncipe  Pandolfo Pereira que, a propósito, se considera perfeito.


A história é repleta de palavras e de expressões “DELICIOSAS”. Por exemplo, o Reino em que o príncipe vivia chamava-se “BESTOLÂNDIA”... Por que seria? (rsrsrs)



Além disso, Pandolfo tinha a péssima mania de ficar observando e até atribuindo notas para a aparência de seus súditos. No decorrer da história, o príncipe percebe que precisa de um amigo verdadeiro e, depois, de uma namorada... Mas, como era de se esperar, não servia uma namorada qualquer: “(...) Uma namorada. Uma princesa. Uma princesa nota dez. O príncipe Pandolfo anunciou seu desejo aos quatro ventos e a notícia espalhou-se  pelo reino da Bestolândia. (...)”
  


Mais que isso, só mesmo lendo a obra na íntegra. Vale muito a pena. O livro, de maneira DIVERTIDA, lida com questões polêmicas, delicadas e ESSENCIAIS que permeiam as relações humanas.


Na contracapa de todos os livros desta coleção de Eva Furnari, contém o seguinte texto:


“Você já viu avesso de bordado? Tem nó, tem linha pendurada, é uma confusão! Não dá nem para acreditar que aquele lado feioso faz parte do lado direito, todo bonito. Pois é, o avesso da gente é parecido com isso. Tem coisas que às vezes a gente não quer mostrar, só quer esconder. A beleza, porém, está em saber que todo o direito da gente tem avesso, ou todo avesso tem seu direito, assim como toda sombra tem sua luz.”Enfim, trata-se de uma obra, cuja leitura oportuniza desde uma simples atividade a ser realizada com crianças até as mais profundas reflexões e dinâmicas a serem realizadas com ADULTOS. É mesmo uma obra NOTA DEZ! (RS)





sexta-feira, 19 de junho de 2015

MINHA CASA É MEU REINO (MY HOUSE IS MY KINGDOM)

POR MARI MONTEIRO



CASA ARRUMADA


Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)





A cada vez que leio este poema de Drummond, muito me alegro, porque tenho um ideal de casa que, de tão simples, É COMPLEXO. Muito parecido com a descrição de Drummond; sobretudo, quando ele afirma que a casa deve ser arrumada para ficar com “A CARA DA GENTE”.





Durante alguns anos morei numa casa muito grande pra mim. Minha casa era fria. E eu sou muito friorenta... Além disso, passava muito pouco tempo lá e boa parte deste tempo num dos cômodos que tinha uma plaquinha na qual se lia: “Meu quartinho”.  Era um quarto que se transformou em muita coisa: foi biblioteca; foi pista de dança; foi escritório; foi confessionário.  



Nesta época, comecei a repensar meu “ideal de casa”. Tratei de iniciar uma “PEREGRINAÇÃO DENTRO DE MIM”. Haveria algo que pudesse fazer. Precisava muito de um lugar de referência, um lugar pra onde voltar e me sentir, literalmente, EM CASA! A seguir, o clipe "meu reino", com  abanda Biquini Cavadão: 



Foi assim que comecei a listar mentalmente o que gostava numa casa. Gosto de casa limpa. Uma vez limpa, gosto de certa DESORGANIZAÇÃO. Opa, há gente habitando aqui. Um livro entreaberto; uma manta no sofá em dias de frio; a taça usada para servir o vinho na noite anterior, esquecida no criado mudo ou no tapete da sala...




Gosto de aconchego, de me deitar e ficar quietinha no escuro do meu quarto; em outras horas, coloco o som alto e danço.  Gosto de ver filmes horas a foi; assistir a temporada inteira da NBA; futebol... E shows... E, se der vontade, como pipoca na minha cama.



Conheço pessoas que moram BEM, mas vivem MAL. Todos nós conhecemos. Existe aquele tipo de casa que, de tão linda e “chique”, parece casa de novela (não vejo novela, mas já vi algumas cenas...). As casas são lindas. Mas é só isso. Só lindas. Sem vida. Já cheguei a visitar (pouquíssimas vezes, claro, mesmo porque não dá vontade de voltar) casas assim. Logo que entrei, não sabia para onde ir e nem o que fazer. Tudo tão imaculado. Tudo tão no lugar que, a impressão que tinha era que, se eu desse um passo, tudo desmoronava. Sentar confortavelmente? Como?  Se a anfitriã s e estava na pontinha do sofá. E eu louca pra me esparramar naquele sofá deslumbrante. Falta de educação da minha parte minha? Imagina. Só queria, literalmente, EXPERIMENTAR O QUE É BOM. 




Lembro-me que, nesta ocasião, pensei: “Será que esta pessoa se deita neste sofá de vez em quando? Come pipoca com os filhos nesta sala? Toma vinho com os amigos aqui?”.
  


Tem algo que muito me incomoda: o risco de nos tornarmos hóspedes em nossas próprias casas. E eu já vivenciei isso. Quando me dei conta que trabalhava demais para manter uma casa grande com TV a cabo (que eu não tinha tempo de ver); com internet (que só usava para trabalhar MAIS); uma sala aconchegante (que eu mal frequentava); um cachorro que eu amava (mas que passava o dia todo sozinho); uma coleção de CDs (que não ouvia com a frequência que gostaria).



Enfim, não posso afirmar que, atualmente, eu moro numa “casa de Drummond” ou no “ideal de casa da Mari”. Mas, tenho meu canto, meu quarto. Um lugar muito limpo; mas “desarrumado” ao meu modo. Um lugar que me agrada, onde gosto de estar. Meu lugar de descanso; de estudos; de risos; de lágrimas; de namoro; de conversas; de comer pizza; de tomar vinho; de rezar e de me encontrar com meus “heróis” e com “meus monstros”. Um lugar cuja única regra é SENTIR-SE À VONTADE. Paradoxalmente livre entre quatro paredes.

Sinta-se à vontade no meu PEQUENO REINO!













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segunda-feira, 1 de junho de 2015

LENDA URBANA DA VEZ: “CHARLIE RESPONDE”. (URBAN LEGEND OF TIME: "CHARLIE SAYS".)

POR MARI MONTEIRO




De tempos em tempos, surge uma lenda urbana. De um modo geral, as lendas urbanas possuem como “pano de fundo” os ambientes escolares. Tais fatos estão, de um modo geral, relacionados a alguns mitos que ficam gravados para sempre no imaginário popular.

Trata-se de “causos” que são contados há gerações. E, mesmo sem provas concretas sobre quaisquer tipos de lenda urbana até o momento, o IMAGINÁRIO COLETIVO trata de trabalhar em prol daquilo que deseja “tomar como verdadeiro”; ou seja, a pessoa que conta uma lenda urbana, jura que aquilo, de fato, aconteceu. Quem viu? Não se sabe. Quem contou? É sempre um amigo do amigo... E por aí vai.

Segundo a Wikipédia, as principais características de uma lenda urbana são:

► Uma forma narrativa (geralmente uma pequena história, porém bem estruturada);
► Procura sempre se autenticar por meio de testemunhas e provas supostamente existentes;
► As pessoas que as contam geralmente às ouviram de alguém e quando repassam a história costumam confirmá-la como se tivesse sido vivida por ela mesma.

Adianto que este artigo não tem a pretensão de enfocar qualquer tipo de crença; mas, sim, contribuir com o esclarecimento deste tema que se tornou um viral na internet. Há dias nós, trabalhadores da educação (e todos os usuários de redes sociais), nos deparamos com falas como: “Vamos à sua casa fazer a brincadeira do Charlie?”; Leva os lápis pro recreio pra gente brincar!”Obviamente, o teor das conversas varia muito de acordo com a faixa etária. Mas... A temática é a mesma: O CHARLIE!



Fato é que as lendas urbanas atravessam décadas. Quem de nós, adultos, não teve medo de ir sozinho ao banheiro por conta da “LOIRA DO BANHEIRO”?  E não ficou, no mínimo, curioso acerca do “Chupa – cabras”?  E a boneca do filme “Annabelle”? O que diferencia as lendas urbanas “mais antigas” das atuais é a VELOCIDADE com que os “boatos” se propagam com o “auxilio” da internet. Basta abrir qualquer rede social e lá está a lenda urbana da vez: “O CHARLIE”. Seguida de milhares de relatos e hashtags próprios.


Para ter uma ideia da dimensão do “Desafio: Charlie”, o Jornal Folha de São Paulo, em 27 de maio, 2015 publicou um texto sobre o assunto. Para ler, basta acessar o link: http://www1.folha.uol.com.br/tec/2015/05/1634418-nova-brincadeira-do-copo-desafio-do-charlie-vira-fenomeno-na-internet.shtml


Basicamente, o desafio é muito parecido com o “JOGO DO COPO”, onde perguntas eram feitas e o copo se movia rumo às letras para fornecer a resposta. A diferença é que no desafio de Charlie, existem apenas duas alternativas: SIM ou NÃO.




Outro aspecto que chama atenção nesta “brincadeira” é o fato de que o suposto espírito é mexicano e se chama “Charlie”. E os participantes, ao menos na maioria dos vídeos e fotografias divulgados, escrevem as respostas em inglês. E, no momento da brincadeira, as perguntas são feitas ou em Inglês; Português ou em Espanhol. Ou seja, o espírito é poliglota.

Brincadeiras à parte tem se presenciado crianças assustadas com a brincadeira ou com o que ouvem a respeito dela. Há relatos de crianças que não querem mais ir pra escola, porque “Charlie” está lá. Há que se considerar que as crianças NÃO POSSUEM O MESMO DISCERNIMENTO E NEM MATURIDADE que nós adultos. Daí a necessidade de intervenção por parte de escolas e famílias no sentido de desmistificar o “Desafio Charlie”. Sobretudo, porque a maioria das crianças que se assusta com esta circunstância, desvia sua atenção, enfocando mais a brincadeira e o medo e a adrenalina dela advindas do que as atividades escolares propriamente ditas. Opinião esta que eu e Felipe Neto compartilhamos. Inclusive, segue um vídeo em que ele diz isso e um pouco mais. Porém, CABE UMA ADVERTÊNCIA QUANTO AO VÍDEO: NÃO RECOMENDO PARA MENORES; quanto a mim, concordo plenamente com ele! “MENOS CHARLIE E MAIS ESTUDO”.


Tal como as demais lendas urbanas, esta também terá um “tempo útil”. Logo, todos se cansarão da brincadeira em si e dos boatos acerca dela. Ou – quem abe? – antes, apareça outra lenda urbana para tomar o lugar de “Charlie”. Enquanto isso não acontece, vale a pena garimpar alguns vídeos que desmistificam o tema (há vários disponíveis no youtube). Ou, quem sabe, para atenuar o medo das crianças menores, encenar situações nas quais fique claro que algum participante REAL é quem faz o lápis se movimentar, seja com a vibração da própria voz ou por estar encostado na mesma etc.


Enfim, particularmente, considero, no mínimo, ESTRANHO que os EDUCADORES IGNOREM ESTE ASSUNTO. É possível tirar muito proveito e aprendizado da temática lenda urbana. Sem contar que a mídia já se encarregou da SENSIBILIZAÇÃO. O interesse esta DESPERTO.


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