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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

FILME RECOMENDADO: “E SE EU FICAR...” (“IF I STAY...”)

POR MARI MONTEIRO



Quando vejo bons filmes, gosto de fazer anotações para futuras resenhas ou artigos. Nesta noite fria de domingo (05 de julho) não foi diferente. Mesmo com as mãos congelando, tive de escrever algumas das tantas coisas que me passaram pela cabeça.


Confesso que dei uma enrolada pra ver o filme: “E SE EU FICAR...” (as reticências são por minha conta, sempre achei que devessem existir rsrs). A princípio, achei que fosse mais um roteiro para adolescentes, desta vez, não havia lido o livro. Pensei em um enredo emocionante, mas sem profundidade. Ledo engano. E que ADORÁVEL ENGANO!

Para mim, filme bom é aquele que me ENSINA algo e, pra isso, mexe com meus sentidos. E este filme fez isso. Para começar, tem a música como um elemento que vai além de um “pano de fundo”.  Num crescente, a música funciona como um elemento capaz de transformar as escolhas e os caminhos dos protagonistas. Diferentes estilos musicais se misturam de uma forma harmoniosa e bela. Já de saída me apaixonei pela “presença” de Iggy Pop.




Muitas falas do filme povoarão minha mente por dias. Conheço-me. Isso é ótimo. Faz-me pensar, rever situações e mudar atitudes e conceitos.  Uma delas é: “ÀS VEZES VOCÊ FAZ ESCOLHAS; ÀS VEZES, AS ESCOLHAS FAZEM VOCÊ!”. Concordo plenamente.

Em menos de vinte minutos de filme, eu já era a Mia. Vivenciei suas alegrias e seus dramas. Filme é pra isso, para  EXPERIMENTAR DIFERENTES SITUAÇÕES SEM NECESSARIAMENTE ESTAR NELAS. E, modéstia à parte, quando leio um livro ou vejo um bom filme, eu faço isso muito bem. Acredito mesmo que este seja um dos papéis mais importante das ARTE em geral: nos levar para lugares onde nunca  estivemos ou nunca estaremos.




Até mesmo alguns versos das músicas cantadas no filme nos levam a pensamentos férteis... “HOJE É O MELHOR DIA QUE JÁ VIVI. NÃO POSSO VIVER PARA O AMANHÃ. POSSO NÃO CHEGAR TÃO LONGE.” E quem vai discordar disso?


Em outro momento, Adam faz um questionamento à Mia sobre um assunto comum, mas que eu nunca havia pensado por este ângulo: “JÁ TEVE UM RELACIONAMENTO À DISTÂNCIA? É RIDÍCULO! É COMO NAMORAR UM FANTASMA!” Isso é forte gente...



Outros aspectos me ensinaram muito. Ensinaram-me tanto que os listarei aqui que é pra, volta e meia, reler e repensar:

-E se tudo que eu precisasse pra ficar viva dependesse das boas lembranças?

- De quais momentos me lembraria?

- O que me prenderia a este mundo? Quais seriam meus motivos pra ficar?


Cheguei a pensar: “Putz, sou uma mulher adulta (madura até; madura não...” no “ponto” vá! Kkkkk)” e,  se fosse pega à queima roupa por uma situação destas, não saberia responder nada disso... E, mais, descobri que cada um constrói o próprio cenário e que é  este cenário que define nossas prioridades.  DEPOIS DE ONTEM, PENSAREI COM MUITO MAIS CARINHO E COM MUITO MAIS CAUTELA NA CONSTRUÇÃO DO MEU CENÁRIO.




Foi muito bom. O choro foi bom. O aprendizado foi bom. Minha mãezinha entrando no quarto com uma xícara de chá de camomila quentinha e me dando uma dura porque eu estava soluçando em frente à TV. (minhas lágrimas se misturaram ao chá). ESTA É UMA LEMBRANÇA BOA QUE GUARDAREI PRA SEMPRE. 

Enfim, gosto de acreditar (alguns me chamam de tola por isso, não me importo) que EXISTEM AMORES ASSIM: CAPAZES DE NO SALVAR DE QUALQUER COISA, CAPAZES DE NOS FAZER FICAR... 

Deixo pra vocês o que considero uma das melhores cenas do filme, talvez porque (sem spoiler rsrs) seja uma das LEMBRANÇAS MAIS FORTES DE MIA: 





quarta-feira, 1 de julho de 2015

LISTAS DE COISAS PARA SEREM FEITAS A DOIS (THINGS LISTS TO BE MADE TO TWO)

POR MARI MONTEIRO



Em tempos de palavras cada vez mais escassas, me lembrei deste texto que escrevi há quase SEIS ANOS... É. Nem acreditei quando reli hoje. Parece ter sido escrito justamente para “ESSE TEMPO DE ESCASSEZ” em que vivemos. Especificamente no relacionamento a dois, onde faltam principalmente boas conversas. E  WhatsApp não conta viu? (rsrs). Então decidi publicá-lo após tantos anos.



Fazer estas listas exige preparação. Não bastam papel e caneta. São necessárias muitas trocas de olhares; sensibilidade; sinceridade e muita ousadia. A lista deve ser bem específica. Nela não cabem “aspectos genéricos”, nem etc. ou reticências. Ah! Quase me esqueci. Não podemos ter pressa ao fazer as listas; mas é muito bom que elas sejam feitas em tempo.

Dos afazeres de todo dia, o que sobra além da rotina?
De todas as palavras ditas, quais nunca serão esquecidas?
Da noite mal dormida, qual a sensação?
De um sexo bem feito, quantos arrepios ao relembrar?
De cada lágrima, quais os motivos?
De todos os sorrisos, quantos suplantam a dor?
Dos abraços dos seus braços, qual fração de calor cabe em mim?
Dos aromas, qual é o que mais me agrada?
Do olhar demorado, quantas cores, dores e amores sou capaz de enxergar?
Dos beijos, que texturas ainda sinto?
Do meu corpo, qual poro ainda não foi tocado por tuas mãos?
De tudo que tenho, o quanto te pertence?
De tudo que você tem, o quanto me pertence?
Da convivência, quanto restou da liberdade que te traz de volta?
Dos dias vividos, de quais temos mais saudades?


E, depois de feitas as listas, não vamos apenas colar na geladeira. Não são listas de coisas que se compram. São listas de coisas a serem vivenciadas; acolhidas para que sejam tais coisas tudo aquilo que restará de duas pessoas que possam dizer: "nos amamos".

 Contentar-se com menos que isso, é solidão. É ter vivido a dois e não ter conhecido ninguém.



(by Mari Monteiro -  Escrito originalmente em 20/11/2009)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SÉRIE IMPRESSÕES LITERATURA INFANTIL: “PANDOLFO BEREBA”, OBRA DE EVA FURNARI (CHILDREN'S LITERATURE)

POR MARI MONTEIRO



A obra “Pandolfo Bereba”, da escritora Eva Furnari, é parte de uma coleção denominada “O AVESSO DAS COISAS”. Especialmente nesta obra, a autora enfatiza questões relacionadas ao JULGAMENTO BASEADO PENAS NA APARÊNCIA FÍSICA DAS PESSOAS. Para tanto, ela conta  a história do príncipe  Pandolfo Pereira que, a propósito, se considera perfeito.


A história é repleta de palavras e de expressões “DELICIOSAS”. Por exemplo, o Reino em que o príncipe vivia chamava-se “BESTOLÂNDIA”... Por que seria? (rsrsrs)



Além disso, Pandolfo tinha a péssima mania de ficar observando e até atribuindo notas para a aparência de seus súditos. No decorrer da história, o príncipe percebe que precisa de um amigo verdadeiro e, depois, de uma namorada... Mas, como era de se esperar, não servia uma namorada qualquer: “(...) Uma namorada. Uma princesa. Uma princesa nota dez. O príncipe Pandolfo anunciou seu desejo aos quatro ventos e a notícia espalhou-se  pelo reino da Bestolândia. (...)”
  


Mais que isso, só mesmo lendo a obra na íntegra. Vale muito a pena. O livro, de maneira DIVERTIDA, lida com questões polêmicas, delicadas e ESSENCIAIS que permeiam as relações humanas.


Na contracapa de todos os livros desta coleção de Eva Furnari, contém o seguinte texto:


“Você já viu avesso de bordado? Tem nó, tem linha pendurada, é uma confusão! Não dá nem para acreditar que aquele lado feioso faz parte do lado direito, todo bonito. Pois é, o avesso da gente é parecido com isso. Tem coisas que às vezes a gente não quer mostrar, só quer esconder. A beleza, porém, está em saber que todo o direito da gente tem avesso, ou todo avesso tem seu direito, assim como toda sombra tem sua luz.”Enfim, trata-se de uma obra, cuja leitura oportuniza desde uma simples atividade a ser realizada com crianças até as mais profundas reflexões e dinâmicas a serem realizadas com ADULTOS. É mesmo uma obra NOTA DEZ! (RS)





sexta-feira, 19 de junho de 2015

MINHA CASA É MEU REINO (MY HOUSE IS MY KINGDOM)

POR MARI MONTEIRO



CASA ARRUMADA


Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)





A cada vez que leio este poema de Drummond, muito me alegro, porque tenho um ideal de casa que, de tão simples, É COMPLEXO. Muito parecido com a descrição de Drummond; sobretudo, quando ele afirma que a casa deve ser arrumada para ficar com “A CARA DA GENTE”.





Durante alguns anos morei numa casa muito grande pra mim. Minha casa era fria. E eu sou muito friorenta... Além disso, passava muito pouco tempo lá e boa parte deste tempo num dos cômodos que tinha uma plaquinha na qual se lia: “Meu quartinho”.  Era um quarto que se transformou em muita coisa: foi biblioteca; foi pista de dança; foi escritório; foi confessionário.  



Nesta época, comecei a repensar meu “ideal de casa”. Tratei de iniciar uma “PEREGRINAÇÃO DENTRO DE MIM”. Haveria algo que pudesse fazer. Precisava muito de um lugar de referência, um lugar pra onde voltar e me sentir, literalmente, EM CASA! A seguir, o clipe "meu reino", com  abanda Biquini Cavadão: 



Foi assim que comecei a listar mentalmente o que gostava numa casa. Gosto de casa limpa. Uma vez limpa, gosto de certa DESORGANIZAÇÃO. Opa, há gente habitando aqui. Um livro entreaberto; uma manta no sofá em dias de frio; a taça usada para servir o vinho na noite anterior, esquecida no criado mudo ou no tapete da sala...




Gosto de aconchego, de me deitar e ficar quietinha no escuro do meu quarto; em outras horas, coloco o som alto e danço.  Gosto de ver filmes horas a foi; assistir a temporada inteira da NBA; futebol... E shows... E, se der vontade, como pipoca na minha cama.



Conheço pessoas que moram BEM, mas vivem MAL. Todos nós conhecemos. Existe aquele tipo de casa que, de tão linda e “chique”, parece casa de novela (não vejo novela, mas já vi algumas cenas...). As casas são lindas. Mas é só isso. Só lindas. Sem vida. Já cheguei a visitar (pouquíssimas vezes, claro, mesmo porque não dá vontade de voltar) casas assim. Logo que entrei, não sabia para onde ir e nem o que fazer. Tudo tão imaculado. Tudo tão no lugar que, a impressão que tinha era que, se eu desse um passo, tudo desmoronava. Sentar confortavelmente? Como?  Se a anfitriã s e estava na pontinha do sofá. E eu louca pra me esparramar naquele sofá deslumbrante. Falta de educação da minha parte minha? Imagina. Só queria, literalmente, EXPERIMENTAR O QUE É BOM. 




Lembro-me que, nesta ocasião, pensei: “Será que esta pessoa se deita neste sofá de vez em quando? Come pipoca com os filhos nesta sala? Toma vinho com os amigos aqui?”.
  


Tem algo que muito me incomoda: o risco de nos tornarmos hóspedes em nossas próprias casas. E eu já vivenciei isso. Quando me dei conta que trabalhava demais para manter uma casa grande com TV a cabo (que eu não tinha tempo de ver); com internet (que só usava para trabalhar MAIS); uma sala aconchegante (que eu mal frequentava); um cachorro que eu amava (mas que passava o dia todo sozinho); uma coleção de CDs (que não ouvia com a frequência que gostaria).



Enfim, não posso afirmar que, atualmente, eu moro numa “casa de Drummond” ou no “ideal de casa da Mari”. Mas, tenho meu canto, meu quarto. Um lugar muito limpo; mas “desarrumado” ao meu modo. Um lugar que me agrada, onde gosto de estar. Meu lugar de descanso; de estudos; de risos; de lágrimas; de namoro; de conversas; de comer pizza; de tomar vinho; de rezar e de me encontrar com meus “heróis” e com “meus monstros”. Um lugar cuja única regra é SENTIR-SE À VONTADE. Paradoxalmente livre entre quatro paredes.

Sinta-se à vontade no meu PEQUENO REINO!













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segunda-feira, 1 de junho de 2015

LENDA URBANA DA VEZ: “CHARLIE RESPONDE”. (URBAN LEGEND OF TIME: "CHARLIE SAYS".)

POR MARI MONTEIRO




De tempos em tempos, surge uma lenda urbana. De um modo geral, as lendas urbanas possuem como “pano de fundo” os ambientes escolares. Tais fatos estão, de um modo geral, relacionados a alguns mitos que ficam gravados para sempre no imaginário popular.

Trata-se de “causos” que são contados há gerações. E, mesmo sem provas concretas sobre quaisquer tipos de lenda urbana até o momento, o IMAGINÁRIO COLETIVO trata de trabalhar em prol daquilo que deseja “tomar como verdadeiro”; ou seja, a pessoa que conta uma lenda urbana, jura que aquilo, de fato, aconteceu. Quem viu? Não se sabe. Quem contou? É sempre um amigo do amigo... E por aí vai.

Segundo a Wikipédia, as principais características de uma lenda urbana são:

► Uma forma narrativa (geralmente uma pequena história, porém bem estruturada);
► Procura sempre se autenticar por meio de testemunhas e provas supostamente existentes;
► As pessoas que as contam geralmente às ouviram de alguém e quando repassam a história costumam confirmá-la como se tivesse sido vivida por ela mesma.

Adianto que este artigo não tem a pretensão de enfocar qualquer tipo de crença; mas, sim, contribuir com o esclarecimento deste tema que se tornou um viral na internet. Há dias nós, trabalhadores da educação (e todos os usuários de redes sociais), nos deparamos com falas como: “Vamos à sua casa fazer a brincadeira do Charlie?”; Leva os lápis pro recreio pra gente brincar!”Obviamente, o teor das conversas varia muito de acordo com a faixa etária. Mas... A temática é a mesma: O CHARLIE!



Fato é que as lendas urbanas atravessam décadas. Quem de nós, adultos, não teve medo de ir sozinho ao banheiro por conta da “LOIRA DO BANHEIRO”?  E não ficou, no mínimo, curioso acerca do “Chupa – cabras”?  E a boneca do filme “Annabelle”? O que diferencia as lendas urbanas “mais antigas” das atuais é a VELOCIDADE com que os “boatos” se propagam com o “auxilio” da internet. Basta abrir qualquer rede social e lá está a lenda urbana da vez: “O CHARLIE”. Seguida de milhares de relatos e hashtags próprios.


Para ter uma ideia da dimensão do “Desafio: Charlie”, o Jornal Folha de São Paulo, em 27 de maio, 2015 publicou um texto sobre o assunto. Para ler, basta acessar o link: http://www1.folha.uol.com.br/tec/2015/05/1634418-nova-brincadeira-do-copo-desafio-do-charlie-vira-fenomeno-na-internet.shtml


Basicamente, o desafio é muito parecido com o “JOGO DO COPO”, onde perguntas eram feitas e o copo se movia rumo às letras para fornecer a resposta. A diferença é que no desafio de Charlie, existem apenas duas alternativas: SIM ou NÃO.




Outro aspecto que chama atenção nesta “brincadeira” é o fato de que o suposto espírito é mexicano e se chama “Charlie”. E os participantes, ao menos na maioria dos vídeos e fotografias divulgados, escrevem as respostas em inglês. E, no momento da brincadeira, as perguntas são feitas ou em Inglês; Português ou em Espanhol. Ou seja, o espírito é poliglota.

Brincadeiras à parte tem se presenciado crianças assustadas com a brincadeira ou com o que ouvem a respeito dela. Há relatos de crianças que não querem mais ir pra escola, porque “Charlie” está lá. Há que se considerar que as crianças NÃO POSSUEM O MESMO DISCERNIMENTO E NEM MATURIDADE que nós adultos. Daí a necessidade de intervenção por parte de escolas e famílias no sentido de desmistificar o “Desafio Charlie”. Sobretudo, porque a maioria das crianças que se assusta com esta circunstância, desvia sua atenção, enfocando mais a brincadeira e o medo e a adrenalina dela advindas do que as atividades escolares propriamente ditas. Opinião esta que eu e Felipe Neto compartilhamos. Inclusive, segue um vídeo em que ele diz isso e um pouco mais. Porém, CABE UMA ADVERTÊNCIA QUANTO AO VÍDEO: NÃO RECOMENDO PARA MENORES; quanto a mim, concordo plenamente com ele! “MENOS CHARLIE E MAIS ESTUDO”.


Tal como as demais lendas urbanas, esta também terá um “tempo útil”. Logo, todos se cansarão da brincadeira em si e dos boatos acerca dela. Ou – quem abe? – antes, apareça outra lenda urbana para tomar o lugar de “Charlie”. Enquanto isso não acontece, vale a pena garimpar alguns vídeos que desmistificam o tema (há vários disponíveis no youtube). Ou, quem sabe, para atenuar o medo das crianças menores, encenar situações nas quais fique claro que algum participante REAL é quem faz o lápis se movimentar, seja com a vibração da própria voz ou por estar encostado na mesma etc.


Enfim, particularmente, considero, no mínimo, ESTRANHO que os EDUCADORES IGNOREM ESTE ASSUNTO. É possível tirar muito proveito e aprendizado da temática lenda urbana. Sem contar que a mídia já se encarregou da SENSIBILIZAÇÃO. O interesse esta DESPERTO.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

FILME RECOMENDADO: “MATILDA” (RECOMMENDED FILM: "MATILDA")

POR MARI MONTEIRO



Um filme encantador, lançado em 1996; mas que aborda temáticas sempre atuais.  Matilda Wormwood (Mara Wilson) é uma criança brilhante de apenas seis anos, que cresceu em meio a pais grosseiros e ignorantes. Seu pai Harry (Danny DeVito) trabalha como vendedor de carros, enquanto que sua mãe Zinnia (Rhea Perlman) é dona de casa. Ambos ignoram a filha, a ponto de esquecer-se de matriculá-la na escola. Desta forma Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, quando Matilda descobre que possui poderes mágicos, Harry resolve enviá-la à escola. O local é controlado com mão de ferro pela diretora Agatha Trunchbull (Pam Ferris), o que faz com que Matilda apenas se sinta bem ao lado da professora Honey (Embeth Davidtz), que tenta ajudá-la o máximo possível. Uma curiosidade (e um fato lamentável) é que a mãe de Mara Wilson Suzie Wilson, a mãe da protagonista Mara Wilson, faleceu durante as filmagens devido a um câncer de mama. Após os créditos finais, pode ser vista uma dedicatória a ela.  Ao interpretar esta personagem, a atriz ganhou o prêmio “YOUNG STAR AWARDS”. (In. http://pt.wikipedia.org/wiki).




Uma das características mais interessantes deste filme é que o roteiro foi escrito em terceira pessoa. Então, é como se alguém nos contasse a história de Matilda. Outro fato marcante é que a protagonista adora ler. “LEIO DE TUDO.” (diz ela numa passagem do filme). Matilda, inclusive, diz gostar muito de CHARLES DICKENS (1812-1870).





Outro aspecto interessante a ser considerado é o comportamento/postura da professora, que leciona numa ESCOLA AUTORITÁRIA e TRADICIONAL. Situação que a leva a fazer coisas mirabolantes em sala de aula para garantir um pouco de ALEGRIA a seus alunos.  Além disso, a certa altura, a professora e Matilda estabelecem um significativo VÍNCULO AFETIVO, capaz de mudar a vida de ambas.






Enfim, é um roteiro que revela alguns aspectos  bem cruéis de uma educação autoritária e cruel e, ao mesmo tempo, apresenta nuances de delicadezas e de encantamento. Provavelmente, por isso, a obra oferece tantas possibilidades de realização de trabalhos pedagógico sobre ela. Nesse sentido, seguem algumas sugestões de atividades que podem ser adaptadas a diversas séries/faixas etárias e, claro, ampliadas; pois trata-se apenas de uma simples introdução ao trabalho acerca de uma obra tão rica:


1 – Descreva o perfil psicológico de Matilda e teça comentários acerca de suas virtudes:

2 – Reflita sobre a cena em que o menino é obrigado a comer um bolo inteiro como castigo. Pense na expressão: “DESOBEDIÊNCIA NECESSÁRIA E SAUDÁVEL” e escreva um comentário crítico sobre a cena, enfocando o que você faria no lugar do menino:

3 – A Professora de Matilda é obrigada a “camuflar” o que considera um ambiente ideal de sala de aula. Por que isso ocorre?

4 – Formem grupo de três a cinco pessoas e dramatizem a cena eleita (pelo grupo) como favorita. Ensaiem e agendem uma apresentação para a classe.

5 – Em sua opinião, a relação entre professor e aluno é capaz de TRANSFORMAR pessoas e circunstâncias? Justifique:

6 – Havia um cartaz de regras na sala de aula de Matilda que deveria ficar exposto sempre que a diretora Agatha Trunchbull entrasse na sala. Eram regras muito rígidas. Em duplas, elaborem uma lista de “ORIENTAÇÕES” nas quais vocês acreditam; ou seja, posturas POSSÍVEIS E NECESSÁRIAS para tornar o ambiente escolar o mais agradável possível. Em seguida, socializem com os demais colegas afim de montar uma "lista única":


Certamente, existem inúmeras atividades possíveis a partir do filme. Por ora, esta é uma pequena sugestão... Fiquem à vontade para fazer uso delas e compartilhar suas próprias atividades e experiências.

“GESTOS AFETIVOS FAZEM MILAGRES ACONTECEREM”. (By Mari Monteiro)







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