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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

terça-feira, 22 de julho de 2014

TOUCH SCREEN, MAS NÃO TOQUE EM MIM! (TOUCH SCREEN, BUT DO NOT TOUCH ME!)

POR MARI MONTEIRO



Sobre o título, cabe uma breve definição do termo “touch screen”: refere-se ao toque em um determinado tipo de tela. Ela sensível ao toque é um display eletrônico visual que pode detectar a presença e localização de um toque dentro da área de exibição, por meio de pressão. O termo refere-se geralmente ao toque no visor do dispositivo com o dedo ou a mão, que também podem reconhecer objetos, como uma caneta. Telas sensíveis ao toque estão se tornando cada vez mais comuns. “(In. http://www.tecmundo.com.br/multitouch/177-o-que-e-touch-screen-.htm acesso em 22/07/2014).


Muito raramente faço refeições na praça de alimentação de algum shopping. Aquele burburinho, misturado com música que não dá pra identificar qual é. Não dá pra ouvir direito quem está com você e nem falar baixo. Enfim, é algo que não me agrada.

Porém, hoje foi um daqueles dias sem  escolha. Aproximadamente um ano depois, lá estava eu sentada com minha refeição. Tenho o hábito de comer muito devagar, o que faz com que eu tenha tempo para observar muita coisa. E, como não pude deixar de notar o comportamento das pessoas. Fiz o que denominei de "lista de atitudes". Não é uma lista positiva. A propósito, talvez possa adjetivá-la de depressiva.

A problemática maior é a INTENSIDADE DAS MINHAS PERCEPÇÕES NESTE MOMENTO. Grande parte disso eu atribuo ao fato de estar na metade da leitura da obra: “A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO”, de Mario Vargas Llosa, escritor peruano, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2010. A leitura desta obra fez com que eu mudasse meu olhar para o que Llosa chama de "Sociedade do espetáculo", cenário que envolve o fascínio pelo IMEDIATISMO e pelas IMAGENS em detrimento a toda forma de cultura que envolva um pouco mais de "empenho" e de paciência.

Não é novidade que estamos nos isolando socialmente no mundo real. Faz tempo que isso acontece. E a internet não é a única vilã. TEMOS ESCOLHAS. Talvez nos falte discernimento na maioria dos casos... E não é questão de idade. Tem muito marmanjo que, encantado com a tecnologia, já passou mais tempo com seu celular do que com a namorada; muita esposa que já tocou “N” vezes mais a tela touch de seu aparelho do que o corpo de seu esposo... E não? Essa observação é a primeira citada simplesmente porque é GRITANTE! Casais, cada qual com os olhos pregados nas suas telas.  Crianças PEQUENAS (bem pequenas) pedindo a atenção da mãe ou do pai que está muito mais interessado (a) na conversa ao celular. Pessoas sozinhas, que comem com uma mão e com a outra visualiza seus feeds e, na hora de usar a faca, ainda continuam olhando para a tela.

Segunda observação: Como as pessoas comem rápido! Mas não é um rápido comum, é RÁPIDO DEMAIS! E não é para ficar abraçadinho um ao outro (quando se trata de casais) ou para conversar entre si (quando estão em grupo), é para trocar whats; posts; atualizar feeds etc...

 Terceira observação: Fisionomias fechadas.  Algumas já "deformadas" pelo costume. Verdadeiras "carrancas do São Francisco" (me perdoem as carrancas). Rubem Alves (cuja partida me entristeceu muito), certa vez, escreveu que gosta de observar rostos. Faço mais ou menos isso quando saio sozinha. Até um tempo atrás, eu corria o risco de alguém pensar que estaria flertando; mas, agora, para que alguém deixe de olhar os celulares e olhe pra você, é preciso chamar a pessoa pelo nome ou xingá-la sem motivos. Logo, não corro este risco.

Outro comportamento que seria cômico se não fosse trágico, é o da pessoa que usa o fone do celular e que, paradoxalmente, fala mais alto do que quando usa o aparelho. Quando vejo isso, não posso evitar o pensamento de que se trata de uma pessoa ENSANDECIDA andando a pé e falando sozinha.

Percebeu como eu demoro para fazer uma refeição? Deu tempo de fazer todas estas observações e pensar sobre cada uma delas ao ponto de “memorizá-las” para dividir com vocês. Confesso que não foi agradável, mas era o melhor que eu tinha a fazer. Entre checar minhas notificações, preferi olhar para as pessoas, analisá-las no que deveria ser um “habitat” favorável a conversas, a olhares mais demorados entre namorados, familiares...


Confesso que fiquei mexida com isso. Como afirmei no começo do artigo, o isolamento social no mundo real não é nenhuma surpresa. Há quem passe muito mais tempo no mundo virtual. Mas, depois deste meu “trabalho de campo” (permaneci ali por uns quarenta minutos), estou estarrecida. NÃO HÁ MAIS DIÁLOGO.  As pessoas não se tocam mais. AFETIVIDADE ZERO.  Não sei você, mas quanto a mim, já faz um tempo que considero um LUXO e uma PROVA DE APREÇO pela minha pessoa, quando vou falar com alguém e a pessoa coloca o celular “no mudo” ou o deixa “de canto”. Certamente, faço o mesmo. É o mínimo que alguém que ainda tem ao menos um dos pés no mundo real deve fazer.

Enfim, de um modo geral, o que conclui é que a maioria das pessoas possui um aparelho touch screen; os toques são CONTÍNUOS e, ao mesmo tempo, SUAVES. Isso até soaria romântico se eu não estivesse falando de um aparelho de celular. Um aparelho que, como qualquer outro recurso, não chorará por mim; não vivenciará minhas emoções; não acariciará em meu lugar... Mas, imagine sair sem ele, nem pensar. Ficar sem bateria? Passar 24 horas off? Isso é inconcebível. Nesse quesito, chego a INVEJAR OS ANIMAIS, que nunca deixarão de SE TOCAR, seja por instinto de sobrevivência ou por puro gosto pelo toque mesmo; experimente afagar um gato ou um cão... Acredito que uma POSSIBILIDADE ANIMADORA é a EDUCAÇÃO PARA O USO DAS TECNOLOGIAS EM GERAL (assunto sobre o qual escreverei em breve). Não quero ser fatalista; porém, chegará o dia em que o isolamento social será UM MEIO DE VIDA para a maioria; simplesmente porque, sem perceber, o ser humano falará cada vez menos; seu vocabulário se limitará e, em alguns casos, até reduzirá; suas mãos já não tocarão mais a outra pessoa, pois faltará iniciativa e quem sabe até mesmo vontade. Afinal, a tela touch screen, sensível ao toque, ironicamente, NÃO RETRIBUI, NÃO TOCA EM MIM... 


 OBS. Nas próximas semanas, meus alunos do Ensino Médio postarão suas CONTRIBUIÇÕES sobre o tema abordado através de textos opinativos; artigos de opinião e  editoriais. Será um imenso prazer saber como eles percebem este comportamento social...

domingo, 29 de junho de 2014

“NÓS E OS NOSSOS NÓS”

POR MARI MONTEIRO




Sempre que o assunto é RELACIONAMENTO A DOIS, a canção “O mundo anda tão complicado”, de Renato Russo me vem à mente como um ideário muito particular do que entendo sobre relacionamento. Chega a ser INTRIGANTE como um tema tão discutido e analisado em pesquisas e livros (sobretudo, de auto-ajuda) é ainda tão complicado. Complicado no sentido de que, basta um olhar à nossa volta para perceber o quanto existem pessoas sozinhas; pessoas com medo de assumir um relacionamento mais sério; pessoas “mergulhadas” em relacionamentos de fachada; relacionamentos CHEIOS DE NÓS, amarrados... Relacionamentos decadentes...

Sabem o que os “NÓS NÃO DESATADOS” fazem? Eles nos imobilizam. Impedem que nos movimentemos rumo à pessoa amada.  Eles nos fazem pensar que é preciso esperar que até que “ALGUÉM SEM NÓ APAREÇA”! Não há momento certo! Não há a pessoa perfeita. NÃO EXISTEM PESSOAS SEM NÓS PARA SEREM DESFEITOS. Portanto, caso esteja  esperando pela pessoa perfeita, linda e LIVRE DE PROBLEMAS, esqueça! Você  está fadado(a) a viver Sozinho(a)!



Posso fazer, no mínimo, três afirmações irrefutáveis sobre relacionamentos: Trata-se de um tema clichê; é um assunto inesgotável e, por fim, NADA que se diga se aplica a TODOS os relacionamentos. No máximo, o que pode acontecer é uma adaptação superficial daquilo que se lê e daquilo que se aprende.

Penso que TODO relacionamento envolve um MISTERIOSO aglomerado de “coisas”. É como se, o que contasse para dar certo, fosse o “conjunto da obra” e não a obra (entenda - se pessoa) em si. Ou seja, não se ama apenas a pessoa; mas TUDO que a envolve: suas atitudes; seus olhares para os mais diferentes cenários; sua índole; seu cheiro; sua pele; sua voz; seu sono; sua insônia; sua busca; seus sonhos; seus desejos; suas frustrações...

Cada ser possui, em maior ou menor quantidade, uma série de nós que não desatamos durante a vida. Estas situações, muitas vezes não resolvidas ou que nos decepcionaram, “amarram” os relacionamentos presentes e  futuros: minam a confiança no outro; fazem com que se acredite que tudo para dar certo tem de estar tão preso  e seguro quanto um nó bem dado...  Bem por isso, prefiro o titulo “NÓS E OS NOSSOS NÓS” em detrimento ao chavão "Relacionamento a dois". Relacionamentos somente dão certo quando os DOIS estão dispostos a desatarem seus nós, cada um a  seu tempo. Sabendo que há “nós” tão fortes que precisam de CUMPLICIDADE para ser desfeito.

Uma vez que acredito que qualquer relacionamento prescinde de CUMPLICIDADE  e de  CONFIANÇA, sinto-me à vontade para usar esta letra de Renato Russo para ilustrar  o que entendo como um relacionamento, literalmente, a dois.


“O MUNDO ANDA TÃO COMPLICADO

Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta

O telefone chega sexta-feira

Aperto o passo por causa da garoa

Me empresta um par de meias

A gente chega na sessão das dez

Hoje eu acordo ao meio-dia

Amanhã é a sua vez


Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver

O mundo anda tão complicado

Que hoje eu quero fazer tudo por você.

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas

Porque a mudança grande chegou

Com o fogão e a geladeira e a televisão

Não precisamos dormir no chão

Até que é bom, mas a cama chegou na terça

E na quinta chegou o som



Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito

Agora que temos nossa casa

é a chave que sempre esqueço


Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho

E fica de bate-papo

Temos a semana inteira pela frente

Você me conta como foi seu dia

E a gente diz um p'ro outro:

- Estou com sono, vamos dormir!



Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver

O mundo anda tão complicado

Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor”




“(...) Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez. (...)” 
Estes versos traduzem o que penso de um relacionamento em que há troca; em que há RECIPROCIDADE. Quando um sabe das dores e do cansaço do outro e, COM MUITO ZELO, propõe uma espécie de rodízio para que as mazelas e a rotina não consumam e nem se sobreponham aos sentimentos e ao afeto.

“(...) Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado

Que hoje eu quero fazer tudo por você. (...)”




Já estes expressam o ato, neste caso, simbólico, de “pegar no colo”. Quem, um dia ou outro, não deseja (e precisa!) de  colo? Quanto ao verso “fazer tudo por você”, quase não encontro palavras, pois o verso é tão amplo e completo que vai desde um jantar surpresa, no final do dia, até a resolução dos mais diversos problemas que o outro, em determinado momento, não dá conta sozinho.


Em tempos de relacionamentos que ocorrem, digamos, no modo “INSTANTÂNEO”, a “oferta” é imensamente maior; assim como, as facilidades de acesso ao outro. Qual é o esforço gasto no processo de CONQUISTA? Em alguns casos, o “processo” nem existe. O acesso já é a passagem para “os finalmentes”. É como entrar num trem que te leva direto do ponto “A” ao “B” sem que você tenha apreciado o trajeto.  Viagem sem graça esta. Mas, há quem goste e, pior, quem, lamentavelmente, só fará viagens assim.


Já os relacionamentos mais sólidos exigem um   maior empenho. Quanto mais se conhece o outro, mais nós há para serem desatados.  É preciso caminhar JUNTOS; falar sobre as PAISAGENS. É preciso fazer por merecer cada gesto de carinho e, claro, retribui-lo... Cada um, à sua maneira, sem pressa, revelar suas mais íntimas vontades, virtudes e defeitos... Gostar ou não do que será mostrado é parte do processo. Gostar ou desgostar depende também do quanto o outro está disposto a valorizar e até mesmo a aceitar as diferenças. Graças a Deus somos diferentes.  Eu odiaria namorar uma "MARI". (rsrs). Gostar ou não está relacionado, inclusive, à predisposição para a CONQUISTA, ao tempo dedicado a  esta ARTE.


A letra que, de certa forma, esmiucei, é atemporal. Isso é perceptível no próprio título; pois, como negar que “o mundo anda tão complicado”? Letra pertencente ao CD V, lançado em 1991. Meu Deus! Passaram-se VINTE E TRÊS ANOS e a maioria de nós ainda não consegue se relacionar de modo recíproco e afetivo como propõe canção.  

Posso conjecturar em torno de alguns motivos que "justifiquem" este fato: somos HORRÍVEIS; somos EGOÍSTAS; exigimos DEMAIS do outro; não cultivamos AMOR PRÓPRIO para sermos BELOS aos olhos do outro; não confiamos; potencializamos os defeitos; não elogiamos e nem valorizamos as virtudes; não nos damos ao “trabalho” de falar com um tom de voz suave; somos COVARDES: temos medo de ser piegas ao dizer "eu te amo"... E não me venham com desculpas do tipo: dizer não importa. IMPORTA SIM! E, acreditem, quem ouve sempre sabe a verdade, se a fala foi real ou superficial... estas coisas a gente sente. Ah! como sente...

E o DIÁLOGO??? Cadê? Impressionante como quase tudo, facilmente, SUBSTITUI uma boa conversa: a TV; o Whats; imagens... Os textos viraram frases, as frases se tornaram palavras que tendem a virar – como disse em certa ocasião, José Saramago – GRUNHIDOS até silenciar... Quem dera os relacionamentos fosse similares à letra de Renato:


“(...) Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada

Esquece um pouco do trabalho

E fica de bate-papo

Temos a semana inteira pela frente

Você me conta como foi seu dia

E a gente diz um p'ro outro:

- Estou com sono, vamos dormir! (...)”

O que a gente diz um pro outro? Queixas? Isso cansa! Vez por outra, dizemos. Não somos feitos de ferro! Mas, essas coisas são viciantes. Viram rotina num instante. E, logo, perdemos o jeito. Ficamos sem assunto. Até as queixas já não fazem mais sentido. E os amigos que são comuns aos dois? Aparecem apenas quando tem festa em ocasião especial? Por que não para um bate-papo no meio da semana?

O engraçado é que é fácil enumerar o que não é bom para o relacionamento. Então, basta fazer o contrário! E para fazer? Façamos isso em meio a tudo que for do cotidiano, em meio à correria (que, aliás, serve de desculpa pra tudo...). Ligar no meio da tarde. Conversar até de madrugada. Desligar os celulares... (Nossa! Para algumas pessoas, isso equivale a desligar os aparelhos que os mantém vivos!!! Rsrrsrs)

“(...) Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver. (...)”
 Este é o que chamo de “VERSO DA SAUDADE”. É bom ver e rever a pessoa amada. Contemplá-la sem pressa... Sem medo que  ela se vá  e não volte...


“(...) Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação

De quem deixou a segurança de seu mundo

Por amor.”

Quanto a ouvir canções de amor, sempre haverá alguma que fale da nossa situação. No meu caso, não tenho “uma canção”, tenho uma trilha sonora.

Finalmente, quem disse que amar é seguro? Haverá sempre novos nós a serem desatados. Por vezes, estarão frouxos, bastará puxar uma das pontas e pronto! Outras vezes, estarão apertados, cada um terá que SEGURAR DE UM LADO e esforçar-se para desatar. Amar envolve conflitos e  riscos. O que é bom, porque quando há conflitos, aprendemos  a resolver. E quando há riscos, são necessários CUIDADOS. Não aquele cuidado que sufoca como um nó apertado ou como quem mata uma planta afogada com medo que ela seque... Cuidados como aqueles que se tem com um recém-nascido: afagar sempre; velar o sono; atentar para o primeiro sinal de "instabilidade"; cuidar para crescer com saúde. Porque o amor, PARA DURAR, tem de ser assim: recém-nascido sempre e para sempre...




domingo, 22 de junho de 2014

DOZE ANOS DE ESCRAVIDÃO (“12 YEARS A SLAVE”): FILME RECOMENDADO

POR MARI MONTEIRO


Inquietante.

Intenso.

Sensível.

Uma vez que se assiste a um filme sabendo que o mesmo é baseado em FATOS REAIS, o enredo possui um “peso” diferente. A primeira coisa que me veio à mente ao terminar de ver este filme foi: “E se amanhã eu acordasse totalmente da liberdade que gozo hoje e longe de todos que conheço?” Passei algum tempo pensando sobre esta questão e conclui que, muito provavelmente, não teria a CORAGEM e a RESILIÊNCIA que Solomon Northup teve durante longos e sofridos DOZE ANOS.


Entremeando a trama do enredo central, encontramos questões polêmicas como:  a violência psicológica; o abuso moral; o VALOR e o PODER da ESCRITA e a força interior que nos move quando temos PARA QUEM e PARA ONDE  voltar.

Enfim, há aspectos abordados durante o filme que, por mais que neguemos, não mudaram tanto assim no mundo contemporâneo... Se disser mais, “darei o spoiler”. Então, sinta-se à vontade para descobrir por si mesmo o quanto é possível sobreviver às mais terríveis humilhações quando isso, em determinando momento, é somente o que se tem.

“ Breve sinopse: 1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, explora seus serviços. “ ( In. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-196885 - acesso em 22/06/2014)

RECOMENDO!!!  Pois, assim como sempre digo com relação  a obras literárias, vale o mesmo para filmes. Obra boa é aquela que te inquieta e remexe o que temos ali guardadinho... Coisas que, por vezes, nem sabíamos que possuíamos até então... Ou seja, até precisarmos tanto delas...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

THANKS TO GERMAN PLAYERS AND THE TECHNICAL TEAM.

POR MARI MONTEIRO




The players and the German Technical Staff

I am a Brazilian; educator and love football. But I am critical and never been blind to what is wrong with my country. What I will say may shock them and even shock some Brazilians: I'm not sad about the defeat of the national team. The Score is rather something else: It was shameful for all of us. We must be humble and ready to take it. Plus, we have to learn from this. Learning that Brazil is not a country of Football! And it should be, since it leaves so much to the detriment of the sport. If we do not have good players base, formei here is because we let them go away. We do not do a  better financial offer. They know the life that his fellow players build in Europe... And what will fail here? Examine? Do not! That them is not required, as the NBA, for example.

So, my dear Germans, i can only thank them. I can particularly make a list of what you learned from this match and after it. To summarize, I learned that football is honest; tactically and strategically prepared who wins, most importantly, that YOU GERMANS are infinitely MORE HUMBLE than us Brazilians. At no time during the match, it saw any hint or initiative to take advantage of the situation to make "jokes" (we call "eye candy"). And after the game, more lessons in humility. The statements PLAYERS OF GERMANY basically boiled down to something like: "Everyone is sad, or we thought this would be possible score ... Sorry for the Brazilian people."


So I want to thank them for the beautiful game of football. E; above all, the lessons they left ... If we learn, do not know. But you have literally kickoff. Wring BY GERMANY in the final. Congratulations by your victory! Thank you. (July 10, 2014) 


Segue o texto em Língua Portuguesa:
Aos jogadores e à Equipe técnica alemã


Sou uma brasileira; educadora e amo futebol. Mas sou crítica e nunca estive cega para o que está errado em meu país. O que vou dizer pode chocá-los e até mesmo chocar alguns brasileiros: Não estou triste com a derrota da Seleção. O Placar sim é outra coisa: Foi vergonhoso para todos nós. Temos que ser HUMILDES para assumir isso e pronto. E mais, temos que APRENDER com isso. Aprender que o Brasil não é o País do Futebol!  E deveria ser, já que deixa tantas coisas em detrimento deste esporte. Se não temos bons jogadores de base, formados aqui é porque deixamos que eles se vão. Não fazemos uma oferta financeira melhor. Eles sabem da vida que seus colegas jogadores constroem na Europa... E farão o que se fracassarem aqui? Estudarão? Não! Isso não lhes é exigido, como é na NBA, por exemplo.

Então meus caros alemães. Só tenho a agradecê-los. Eu, particularmente, posso fazer uma lista do que aprendi com vocês nesta partida e depois dela. Para resumir, aprendi que é o futebol honesto; tática e estrategicamente preparado quem ganha e, o mais importante, que VOCÊS ALEMÃES são infinitamente MAIS HUMILDES do que nós brasileiros. Em nenhum momento, durante a partida, se viu qualquer tipo de insinuação ou de iniciativa de se aproveitar da situação para fazer “gracinhas” (aqui chamamos de “firula”). E, depois da partida, mais lições de humildade. As falas dos JOGADORES DA ALEMANHA, basicamente, se resumiam em algo como:  “Todos estão tristes, nem nós achávamos que este placar seria possível... Sentimos muito pelo povo brasileiro.”


Assim, quero AGRADECÊ-LOS pela bela partida de futebol. E; sobretudo, pelas lições que deixaram... Se aprenderemos, não sei (não somos muito bons nisso!). Mas vocês deram, literalmente, o pontapé inicial. TORCEREI PELA ALEMANHA na final.Parabéns pela vitória na semi-final. Muito obrigada! (10/07/2014)




EXCLUSIVE ADDENDUM FOUR  TOURISTS: 

Dear tourist, I don't know. Don't know your country. But I know a little of the history of every nation; mainly of my people. So, before you leave my country, I want you to know a little more about the history of Brazilians. Not about the Brazilians you found in hotels; tours or in the stadiums. These are part of the minority of my people. When the World Cup Brazil finish and you're gone, the majority, in which I include myself, stay here. And, champions or World Cup not, to pay a debt that we didn't do!  This debt will be paid as usual pay: the trains and subways will be late and the crowd; We will continue using public transportation scrapped; the Arena of Manaus (so beautiful on TV) will be used with stocking (perhaps max) once a year, on the feast of Parintins; teachers and students of public schools will continue working and studying in terrible conditions; We will tackle congestion monsters; public health is still ...  Anyway, the MAKEUP WILL BE UNDONE and only we, Brazilians, we are here to see the REAL FACE of BRAZIL. Thank you for visiting Brazil and come back anytime. But, accepted my sugestion, come not just in time WORLD event with FIFA REQUIREMENTS, arrives by surprise, walk the outskirts ... And, truly, you will meet my people and will have stories to tell. (June 23, 2014)





ADENDO EXCLUSIVO PARA OS TURISTAS: 

Caro turista, não o conheço. Não conheço seu país. Mas sei um pouco da história de cada povo; principalmente do meu povo. Então, antes que você deixe meu país, quero que saiba uma pouco mais sobre a história dos brasileiros. Não sobre os brasileiros que você encontrou nos hotéis; passeios ou nos estádios. Estes fazem parte da minoria do meu povo. Quando a Copa do Brasil acabar e você se for, a  maioria, na qual me incluo, ficará  aqui. E, campeões ou não da Copa do Mundo, pagaremos uma dívida que não fizemos!  Esta dívida será paga como sempre pagamos: os trens e metrôs voltarão a atrasar e a lotar; continuaremos usando um transporte público sucateado; a Arena de Manaus (tão linda pela TV) será usada com lotação (talvez máxima) uma vez por ano, na Festa de Parintins; os professores e os estudantes das Escolas públicas continuarão trabalhando e estudando em péssimas condições; voltaremos a enfrentar congestionamentos monstros; a saúde pública ainda estará em processo de degradação... Enfim, a MAQUIAGEM SERÁ DESFEITA e apenas nós, os brasileiros, estaremos aqui para VER A VERDADEIRA FACE DO BRASIL. Muito obrigada por visitar o Brasil e volte sempre que quiser... Mas, aceite minha sugestão, não venha apenas em época de EVENTO MUNDIAL COM EXIGÊNCIAS FIFA, chegue de surpresa, caminhe pelas periferias... E, verdadeiramente, conhecerá meu povo e terá histórias para contar. (23 de Junho de 2014).

(ARTIGO ORIGINAL)


Quem me conhece sabe o quanto sempre gostei de FUTEBOL. Lembro-me que no dia em que acompanhei pela TV a “escolha” do Brasil como país sede da Copa 2014, comemorei muito com minha mãezinha. Não sabíamos o que estava por vir...

Falo de um país onde, inegavelmente, o povo precisa de ALEGRIA e todo aquele blablablá de sempre. Fico feliz quando meu time ganha; quando a seleção brasileira joga bem e quando o BRASIL VAI BEM. Porém, como EDUCADORA e; sobretudo, como CIDADÃ – que utiliza SERVIÇOS PÚBLICOS – não posso fazer vistas grossas para o que está “além” da Copa... Para o “resto”. Para os tantos anos de abandono que antecederam o evento ( e isso é muito estranho...).

A questão não é a Copa ser aqui. Ótimo! Para quem? Não sei! Saberemos depois. Porque, por ora, não sei quem está, de fato, lucrando com isso. Por exemplo, nas construções dos estádios “magníficos”, pelo que sei os operários não ganham acima da média salarial só porque se trata de uma arena para a Copa... A propósito, na inauguração de uma delas, houve UM MINUTO DE SILÊNCIO, mas não foi pelos operários que morreram durante a construção...

Outra coisa que me entristece nisso tudo é a “MAQUIAGEM”. Já que a Copa é aqui, permita que vejam o Brasil como ele é. Talvez as autoridades se envergonhem da NOSSA VERDADEIRA CARA? E daí? Não sentem vergonha pelos doentes deitados no chão frio dos hospitais públicos; da falta de mobilidade urbana; das escolas públicas caindo aos pedaços; da fome que persiste logo ali? E não venha me dizer que isso é exagerar porque EU VEJO isso E VOCÊ TAMBÉM VÊ. Todos, de alguma forma, têm acesso aos dados. Agora, fingir que está tudo bem é um direito que assiste a qualquer “pessoa”...


“(...) O governo brasileiro deu números do investimento feito na Copa do Mundo de 2014, que começa dentro de 30 dias. Segundo o balanço oficial, foram 25,6 bilhões de reais gastos em obras para o torneio, entre obras de estádios e infraestrutura. Deste valor, 83,6% saíram dos cofres públicos, sendo que apenas 4,2 milhões de reais são da iniciativa privada. (...)” (In. http://placar.abril.com.br/materia/governo-divulga-gastos-com-a-copa-do-mundo-25-6-milhoes-de-reais - acesso em 21/05/2014)


As reformas e as construções de estádios eram necessárias? Sim. Mas, de onde, de repente, BROTOU TANTO DINHEIRO? Dinheiro este que, antes do Brasil sediar a Copa, supostamente, NÃO EXISTIA: professores sem salários dignos; crianças sem merenda decente; “Minha casa, minha vida” (pra quem? Há tantos “sem tento”!); construções de hospitais públicos (me mostre um construído no último ano); UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) sem médicos suficientes – isso porque supõe-se que sejamos PRONTAMENTE ATENDIDOS; o baixo nível do Sistema Cantareira... “E agora Josés e Marias”?

A questão é: Por que nada foi feito ANTES? Se “apareceu” dinheiro para a Copa, este dinheiro já existia em algum “lugar” (Em Nárnia? Em Zion? Em Hogwarts School talvez?) 

No Brasil, nada é PREVENTIVO; tudo é PUNITIVO! E, quem são os punidos? Nós, reles mortais. Espera-se um reservatório secar para iniciar um processo de conscientização; tarde demais! Espera-se a inundação levar “tudo” que o caboclo conseguiu juntar a duras penas para tentar amenizar a situação; tarde demais! Espera-se que morram centenas de pacientes em hospitais públicos para prometer novas unidades; tarde demais! MEU PAI MORREU EM UM HOSPITAL PÚBLICO; cedo demais!


Gostaria muito de ver e de falar apenas sobre coisas boas. Não consigo. Desta vez, o sentimento é diferente. Era pra ser melhor, justamente por ser aqui no Brasil. Mas é algo difícil de descrever: uma mescla de ansiedade, medo, desejo que sejamos felizes (ainda que de modo fantasioso) por alguns minutos, durante os jogos...


REAFIRMO, NÃO SOU CONTRA A COPA. Ao contrário. Sou contra um evento mundial maquiado, no qual a Chefe de Estado “decidiu” não se pronunciar por medo de passar vergonha (vergonha? Não falamos disso antes?)... Deve ser a primeira vez na história das Copas... (preciso pesquisar). Lembro-me bem da Copa de 2010, na África do Sul. Onde Mandela, após 27 anos de prisão, foi eleito presidente do país e pode não apenas discursar na abertura; mas dançar junto ao seu povo e junto a todas as nações participantes para o MUNDO VER! Lembro-me também que a um mês da Copa nosso país estava verde e amarelo. Na minha casa e com meus alunos: ânimo total! Agora, faltando exatos DOZE DIAS  para o início, quase não se vê ruas pintadas; bandeirinhas (que, aliás, brasileiro só “usa” na copa!). Sensação estranha esta: deveria estar mais  feliz desta vez, justamente por ser no NOSSO PAÍS!


Sou contra um evento que, além do custo financeiro, tem custos irrecuperáveis: vidas; traumas; “vandalismo” que é qualquer coisa, menos uma forma de protesto... E outras perdas que somente serão contabilizadas depois da Copa. Porque já foi dada a largada para isso. Isso não é pessimismo. É o que está aí para todos verem há dias da abertura.



Como educadora e como pessoa que não é capaz de calar e de deixar de expressar a indignação (não com a Copa em si,  mas com a forma como as “prioridades” são vistas e, em seguida, são ignoradas neste país), decidi saber as EXPECTATIVAS dos meus alunos do Ensino Médio (e suas também) sobre esse tema. As minhas... descrevi aqui. Desta maneira, após a Copa, poderemos “confrontá-las” com o que ouso chamar de “REALIDADE PÓS-COPA”; o que ganhamos e o que perdemos independentemente de o Brasil ser ou não campeão. Oxalá seja! Se o time e as autoridades merecem, não sei... NÓS MERECEMOS!

Enfim, não perderei um jogo. Nos dias em que a seleção brasileira jogar, torcerei muito pelo Brasil. Serão, no mínimo, NOVENTA MINUTOS de puro encantamento de minha parte, confesso. Durante estes minutos, esquecerei as mazelas e serei “apenas” mais uma torcedora. Mas, que fique bem claro, torço, mais e antes, POR NÓS: POVO BRASILEIRO que, sem eira nem beira, PADECE e CARECE há tempos de RESPEITO; de DIGNIDADE e de uma ALEGRIA capaz de durar MAIS DE NOVENTA MINUTOS.







segunda-feira, 28 de abril de 2014

FILME RECOMENDADO: “PRECIOSA – UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA” (título original: Precious: Based on the Novel 'Push' by Sapphire)

POR MARI MONTEIRO


O processo de desumanização e de “coisificação” do homem adquire um ritmo cada vez mais acelerado. Cientes disso, nós, educadores e, supostamente dotados de discernimento e portadores de uma vivência social e cultural considerável, NÃO PODEMOS FICAR ESTÁTICOS. Penso eu...  E, se existe algo em que não sou boa é “fazer cara de paisagem”. Respeito quem consegue e até concordo que seja uma espécie de proteção ou defesa. Mas, lamento. Sentimentos como imparcialidade e indiferença são “aptidões” que não consegui desenvolver. E, como nunca tive grandes problemas quanto a isso (nada que uma hora de choro e uma noite de sono não resolvam...), não tenho o mínimo interesse em aprender a ser indiferente. 

Diante disso, sempre que possível, tento trabalhar com a SENSIBILIZAÇÃO dos meus alunos. Não alimento a utopia de que  eu seja capaz de humanizar aqueles que já estão imersos no casulo da  indiferença. Mas este não é o caso deles... Eles AINDA ESTÃO CONSTRUINDO O PRÓPRIO PERFIL. Daí meu empenho em desenvolver atividades que possam agregar mais valores à Literatura e à Língua Portuguesa. Logo, as interpretações, escritas espontâneas e redações, por exemplo, geralmente são fundamentadas em alguma FORMA DE ARTE como: cinema, música, imagens etc. 

Neste caso, optei pela exibição do filme “PRECIOSA”. Cuja sinopse é a seguinte: 1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A Sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação. (in. adorocinema.com/filmes/filme-132242 - acesso em 15/04/2014) 
Na justificativa constante do plano de aula, fica evidente o motivo da minha escolha e a relação entre o filme e a necessidade de HUMANIZAÇÃO. Diante dos crescentes conflitos ocorridos no ambiente escolar, de um modo geral, fruto – na maioria dos casos – de conflitos externos (no meio familiar e social) preexistentes, torna-se interessante e oportuno abordar a temática junto aos alunos do Ensino Médio. A proximidade da faixa etária entre eles e a protagonista, tende a facilitar o entendimento e a interpretação por parte dos alunos. 

Além disso, o enredo impactante consiste num excelente texto-base. A relevância do tema deve-se, ainda, à iminente necessidade, para os profissionais que lidam com a educação e/ou com a psicologia, de conhecer os fatores relacionados à forma como se constitui a dinâmica familiar em um contexto doentio, para o qual a sociedade e as instituições de ensino sempre preferem fechar os olhos. Neste sentido, o enredo do filme ajuda a compreender como a história de vida, o contexto social e familiar são importantes na estruturação da personalidade.

O referido filme foi muito aclamado e recebeu diversos prêmios. Teve seis indicações para o Oscar e a atriz Mo'Nique, que interpretou a mãe de Preciosa ganhou o Oscar de Melhor atriz coadjuvante; o filme ganhou o Oscar de melhor filme e de melhor roteiro  e Lee Daniels ficou com o Oscar de melhor diretor.

Enfim, num mundo no qual há cada vez mais máquinas e cada vez mais pessoas conectadas (e até dependentes delas), é imprescindível BUSCAR O EQUILÍBRIO. Ou seja, as máquinas devem estar a nosso serviço e não o contrário. A geração digital precisa entender que MÁQUINA ALGUMA PREENCHE O VAZIO INTERIOR.  Além disso, máquinas não abraçam; máquinas não trocam olhares; máquinas não choram; não sentem saudades... Um “oi” no chat; um post animador ou romântico... Não passam de paliativos que, a médio ou longo prazo, não basta, porque NADA SUBSTITUI O CONTATO E O AFETO HUMANO.


Nos próximos dias serão postadas as RESENHAS CRÍTICAS elaboradas pelos meus alunos do Ensino Médio sobre o filme. São surpreendentes. A maturidade deles me surpreendeu! Estou muito feliz com o resultado!

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